quarta-feira, 31 de agosto de 2016

"Paciência"

"A oração ensina a nossa alma a ser paciente".

(Padre Fábio de Melo)



Música : "Paciência" - Lenine



Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...

Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa

A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...

O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não...

Será que é tempo
Que lhe falta para perceber?
Será que temos esse tempo
Para perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara...

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para...
A vida não para...

"Acreditar"



É sempre assim! 
Coisas boas nos acontecem quando a gente acredita, quando a gente tem fé, quando a gente coloca Deus à frente da nossa vida. 
Dificuldades, todos nós temos, a diferença é que uns assumem, outros disfarçam, uns desistem de lutar e outros, lutam por ainda acreditar. 

(Cecília Sfalsin)
Adoro bichos; mas penso que devemos respeitar a natureza de cada um, assim como gostamos que respeitem a nossa. Querer humanizar um gato, um cachorro, é demais pra mim, acredito que seja demais para o bicho também; não gosto não!
Seria melhor cuidar com amor do bicho, mas deixá-lo com sua característica original!!

 Ana Lúcia do Carmo.

integracaoholistica.blogspot.com

domingo, 28 de agosto de 2016

Bom dia!! Boas Energias!!


Vídeo : A curiosa rotina do João de barro todo ano eles constroem uma casa diferente

"A fama de arquiteto"
 

Vídeo : "Casal de corujas"

AMOR....

Todo jardim começa com uma história de amor, antes que qualquer árvore seja plantada ou um lago construído é preciso que eles tenham nascido dentro da alma. Quem não planta jardim por dentro, não planta jardins por fora e nem passeia por eles…



Rubem Alves, meu poeta preferido!

Trecho Do livro “O Guardador de Rebanhos” - Fernando Pessoa



(..) O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos…
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar …
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar…

Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa)
Trecho Do livro “O Guardador de Rebanhos”
☆ ☆ ☆ Feliz mês aos virginianos ☆ ☆ ☆


Tomé, o apóstolo de Virgem, ao exibir a ponta do dedo para o Cristo, reputa uma extraordinária importância a um pequeno detalhe descoberto por ele. Sério, ele atenta para a gravidade de algo que passa desapercebido pelos outros apóstolos e, para realçar a miudeza do ponto a que se refere, aproxima os olhos do dedo. A partir do minúsculo referencial, de provável insignificância ao senso comum, Tomé embasa, delineia e justifica toda uma argumentação.

Virgem é um signo sensível às menores manifestações da natureza, a tenacidade da formiga carregando seu alimento, a leveza da aranha miúda tecendo a tênue teia, o musgo esquecido no banco da praça, o reflexo fugaz sobre a serena água da poça..., são todas cenas que tocam sua emoção de maneira incontrolada. Pequenos gestos que passam incógnitos para a maioria dos mortais, são capazes de mobilizar, de todo, sua atenção.

Ao mostrar o dedo para Jesus numa postura crítica, Tomé quer, como é comum a virginianos, opinar e sugerir soluções para a situação. Sua expressão, extremamente atenta e tensa, demonstra a tendência deste signo de registrar cada detalhe de uma situação, buscando a melhor solução possível.

Tomé exibe um espírito perspicaz, afiado e astuto. Visceralmente envolvido com o que diz ao Cristo e cem por cento no “aqui e agora”. O virginiano é por natureza atento e interessado no instante atual. Por vezes, até demais. Tomé exibe a fisionomia de quem nunca se abstrai. Seu olhar concentrado no dedo revela alguém que toma conhecimento do fato e em seguida aponta, traz à tona e revela a essência do que observou. Mas não descansa. É a personificação de Virgem. Ele oferece ao Mestre o resultado de uma percepção aguçada e penetrante, lembrando que o virginiano faz das tripas coração para aprender e depois gosta de tornar visível e palpável sua sapiência.

☆ ★ ☆ trecho do livro "Leonardo Astrólogo" ☆ ★ ☆

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(Muito eu, também virginiana)

sábado, 27 de agosto de 2016

Loreena McKennitt - "Night Ride Across The Caucasus"



Motivo - Cecília Meirelles


Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
 não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
 mais nada.

Serenata - Cecília Mirelles

 

Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silêncio, e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo.



Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões

Música : "Per Amore" - Zizi Possi



Quando não souber o que fazer, faça uma oração!!




Não há nada em jogo além da felicidade!

E como ser feliz, quando não se é livre?


"MARCHA" - CECÍLIA MEIRELES

As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a ideia do movimento.

Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.

Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.

Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.

Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.

Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento…
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.
 

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Música : "Chico Xavier" - Fábio Jr



Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta
Francisco é como um rio desde a nascente
Ele colhe como quem planta a semente
Suas margens são prenúncio pro futuro
Eu não tenho que jurar
Mas se quiser eu juro
Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta
Chico Xavier é meio estranho
Pra quem não acredita em seu próprio coração
Chico Xavier não tem tamanho
Ele é luz iluminando a escuridão
Chico Xavier, Chico Xavier
Chico Xavier é sempre ajuda
Chico Xavier, Chico Xavier
Quem tem ouvidos pra ouvir, escuta

Vídeo: "Mensagem de Emmanuel" - Começar de novo



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Lidando com pessoas difíceis Dicas para desenvolver maneiras positivas para lidar com pessoas consideradas difíceis, desenvolvendo um convívio harmônico e satisfatório.

  • Os relacionamentos são naturalmente pautados por dificuldades relacionadas ao convívio entre diferentes personalidades. Algumas pessoas são mais calmas, outras mais agressivas; umas alegres, outras mais retraídas; enfim, cada ser humano é uma individualidade com valores e crenças próprias elaborados num complexo contexto de vida.
    O que caracteriza uma pessoa difícil não são essas diferenças, e sim a maneira como ela lida com isso. Pessoas consideradas difíceis são as que não buscam entendimento, são inflexíveis e, ainda, tentam impor exigências. Relacionar-se com pessoas assim corresponde a grande aprendizado, afinal, há que se desprender maior esforço de compreensão.
    Algumas dicas podem facilitar o convívio com esses indivíduos problemáticos:
  • 1- Olhe além das aparências

    É importante buscar a compreensão de que indivíduos mal-humorados e pessimistas, petulantes ou ainda arrogantes, usam dessas imagens como uma máscara ou falsa aparência, que esconde na verdade pessoas inseguras, extremamente infelizes e solitárias que apresentam elevado complexo de inferioridade. Tente compreender o contexto em que elas vivem e os valores que têm; esqueça rótulos do tipo vilão e vítima.
  • 2- Exercite a paciência e a benevolência

    Diante de pessoas cuja autoestima seja tão precária a ponto de não conseguirem encarar a si mesmo, a paciência é um exercício de piedade. A estratégia, então, é manter a tranquilidade e não agir pela emoção a fim de que a pessoa não consiga magoar você. Seja benevolente e gentil; pessoas que não buscam harmonia não sabem lidar com gentilezas e amabilidades, na verdade elas não se sentem capazes de agradar, então essas ações as desarmam totalmente.
  • 3- Questione com respeito

    A pessoa pode estar tão acostumada a pontuar o lado negativo das coisas ou só tratar mal as pessoas que nem percebe. Uma medida interessante é questionar a pessoa sobre quais as razões de sua hostilidade. Mas muito cuidado: confrontar não é recomendado; esse questionamento deve ser feito com muito respeito. Não deixe transparecer uma cobrança, apenas tente se aproximar e apontar os problemas que, talvez, ela não queira enxergar. Agindo afetuosamente ela pode ficar mais acessível.
  • 4- Não reaja às provocações

    Uma boa estratégia para conviver com pessoas que provocam irritabilidade é nunca reagir. Pense: reagir é agir a partir da ação delas, dessa forma você estará aceitando as provocações; ao passo que agindo a ação se inicia por você e não acontece como um revide. Reagindo tomamos a vontade do outro; agindo estabelecemos a nossa própria vontade. Então responder aos impropérios hostis com firmeza, mas sem revides é uma opção inteligente que traz inúmeras vantagens.
  • 5- Autoanálise

    Acredito que só há uma razão para julgarmos os atos alheios; buscar não cometê-los. Assim, ao nos depararmos com pessoas de difícil trato, muito recomendável seria se procedêssemos a uma autoanálise perguntando a nós mesmos: será que também não sou uma pessoa difícil? Muitas vezes o que nos irrita no outro pode ser o que não gostamos em nós mesmos. Tente se conhecer melhor!
    Com o tempo percebemos o quanto trabalhar bons relacionamentos pode gerar satisfação e bons sentimentos em nós mesmos. Então, naturalmente agimos e exemplificamos a disposição para harmonizar relacionamentos.

    Suely Buriasco, Mediadora de Conflitos, educadora com MBA em Gestão Estratégica de Pessoas, apresentadora do programa Deixa Disso com dicas de relacionamentos. Dois livros publicados: “Uma fênix em Praga” e “Mediando Conflitos no Relacionamento a Dois”.

A DIFÍCIL ARTE DE SABER SE RELACIONAR... COM PESSOAS DIFÍCEIS!


Não podemos mudar as pessoas, mas podemos mudar nossa maneira de encará-las… Perder a calma é a coisa mais fácil do mundo, mas a menos proveitosa. Não resolve e estimula quem é difícil de se compreender. Perdoar e compreender suas razões, sim, nos traz serenidade, é sábio, é libertador, é terapêutico, cria espaços para alegrias, nos sentimos autênticos e assertivos.

Veja aqui o comportamento de pessoas que são difíceis de se relacionar:

O DISSIMULADO
Diferente do “impulsivo” que explode, põe a raiva pra fora, depois se acalma e vem conversar como se nada fosse. O dissimulado não é assim. Ele não explode “por fora”. Explode “por dentro”. A palavra correta seria “implode”. Ele mantém tudo guardado dentro de si e arma ciladas para quem não gosta e, o pior, pelas costas para que ninguém perceba que foi ele quem armou para prejudicar aqueles com quem não se simpatiza. Com vários sorrisos à nossa frente, ele é capaz de ser cruel por trás. Geralmente, não costuma ir direto ao ponto, fica dando voltas… Seu tom de voz é meloso, mas se você reparar vai perceber que isso não é natural. É fingido. Sua postura também não é natural. Ele mais parece estar num palco representando um personagem do que participando da vida.

Existem três maneiras de lidar com o dissimulado.
Evite fazer parte do seu círculo de relações, mantenha-se bem longe dele.
Responda suas perguntas com evasivas ou diga que prefere não tocar em assuntos que são só seus. Ele vai insistir um pouco, mas depois desistirá.
Se o dissimulado tiver que conviver com você, o melhor a fazer é falar sobre ética, responsabilidade mútua, sinceridade. Se perceber alguma artimanha, desmonte-a; se flagrar mentiras, desmascare-as. Tudo com muita calma e muita classe. Ele pode continuar a ser dissimulado, mas vai saber que com você isso não funciona.

O ARROGANTE
Fácil de identificar: nariz empinado, expressão de desdém, olha todo mundo por cima, como se fosse um ser superior. Procura manter a voz mansa, controlada. Na verdade, ele usa a arrogância como forma – doentia - de afastar a sua própria insegurança. Acha suas próprias idéias e opiniões muito mais importantes do que as outras pessoas. Pensa que é o centro do universo.

Como lidar com pessoas assim:
O arrogante é inseguro e tem auto-estima baixa. Evite discussões, porque isso reforça esses sentimentos e o torna ainda mais arrogante. Quando ele passar dos limites, diga-lhe isso com carinho e firmeza. Peça para reconsiderar sua atitude. Quando sua arrogância estiver em alta, afaste-se o máximo que puder, lembre-se de que esse tipo de comportamento é uma armadura, uma defesa que o arrogante pensa que tem. Perdoe-o por isso. Não se deixe abater por ele.

O EGOÍSTA
A gente logo conhece o egoísta: só pensa nele, comporta-se como se fosse a única pessoa do mundo. Não se importa com ninguém, quer sempre levar vantagens a ponto de esquecer a pessoa que está ao seu lado. É também vingativo; acha normal “castigar” aqueles que não se rendem à sua vaidade. Faz isso para humilhar o outro.

A tática para lidar com pessoas assim é semelhante à do dissimulado.
Abra o jogo, fale com sinceridade sobre os problemas que encontra em se relacionar com ele. Se mesmo assim não der resultado, aprenda a não se estressar, escute por um ouvido e solte pelo outro. Um dia o egoísta se “toca”.

O AUTORITÁRIO
O autoritário faz o possível para esconder suas verdadeiras intenções. Ele demonstra isso na voz e nos gestos; fala alto como se fosse uma pessoa determinada e segura, mas na verdade faz isso para tentar intimidar a pessoa. Os gestos são contidos, poucos e pequenos… não acolhem o outro. Ao contrário, quer impor-lhe um caminho. Só fala a linguagem da imposição. Na verdade, falta confiança nele mesmo e julgar-se acima dos demais lhe dá a ilusão de autoconfiança.

É importante evitar confrontações com ele. Quando se sentir humilhado e magoado, olhe para a pessoa nos olhos e procure transmitir carinho, simpatia e confiança. Lembre-se de que ele não sabe acolher ninguém. Demonstre compreensão. Mas mostre com palavras e atitudes que o relacionamento seria muito melhor se ele o respeitasse, assim como você o respeita.

O CONTROLADOR
O tipo controlador chega com perguntas inocentes, buscando informações para controlar a sua vida. Quando conhece as fraquezas e vulnerabilidade da pessoa, passa a usá-las contra a própria pessoa, pelo simples prazer de exercer o controle. Isso lhe dá o falso sentimento de poder. Ele controla as pessoas somente para “entregá-las” a outras. Não se incomoda de inventar mentiras para prejudicar sua vítima. Como o egoísta, ele pode ser também terrivelmente vingativo.

Ter pessoas assim por perto é o mesmo que sentir-se vigiado o tempo todo por olhos invisíveis. Não dê importância ao controlador, não reaja. Aja! Faça o que precisa ser feito sem se importar com a vigilância. Não lhe dê informações que ele poderá usar a qualquer momento contra você. Não lhe confie segredos.

O DOMINADOR
Essa necessidade de mando revela insegurança íntima, coisa que o dominador jamais reconhecerá. Ele se julga forte, imbatível, quase um semideus. Por esse motivo acha que tem o direito de controlar as pessoas, para que elas façam o que ele quer. Esse tipo gosta de fazer perguntas, tem um ar sedutor e, quando contrariado, mostra sua raiva querendo se impor ainda mais. O dominador não reconhece o outro como possuidor de direitos porque acha que só ele os tem. E convencê-lo do contrário é impossível. É potencialmente destrutivo. Perto dele não há criatividade que floresça nem novas idéias que sejam respeitadas. Você pode fazer o melhor projeto do mundo que ele não reconhecerá as qualidades nem do que você fez nem as suas. É como um túmulo: enterra todas as boas intenções.

Para lidar com pessoas assim demonstre a sua segurança e o que vale pra você é o modo como você pensa e como age. Não lhe dê importância alguma, não permita que ele o domine. Afinal… você é você e não ele!

O IRADO (AGRESSIVO)
São pessoas que não pensam para xingar e agredir, por isso tem muita dificuldade nos relacionamentos. O irado já está com a agressividade à flor da pele; costuma xingar a pessoa de burra, lerda, incapaz, etc. e não se incomoda em dar escândalos em público. Suas relações interpessoais se tornam dificílimas, as palavras gritadas, os exageros, os descontroles, as ameaças contribuem para que as pessoas temam essas reações e por isso procurem não estar onde ele está. Na verdade, elas são capazes de tudo para se sentirem amadas, entretanto são incapazes de permitir esse amor. Por mais que afirmem adorar o temperamento que possuem e se dizem sinceros, autênticos, lamentam muito a conseqüência de cada agressão, de cada ira.

A melhor maneira de lidar com essas pessoas, é mostrar o contrário daquilo que ela faz. Falar baixo, com calma, ser dócil e compreensivo nos momentos de tumulto, ou discussão, esta é uma maneira inteligente e sábia de agir. Assim, você o ensina “sutilmente” como lidar com certas situações e pessoas, sem precisar xingar, sem ser agressivo, resolvendo tudo no diálogo e compreensão.

Márcia - Psicoterapeuta/Psicanalista
Consultório I - (11)5062-7806 - Jardim da Saúde - SP
Consultório II- (11)5051-1356 - Moema - SP
celular: (11)  99118.9622                                                                                                                                                                                      m.malvazzo@hotmail.com

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Meus queridos irmãos italianos! Minha Itália que nunca conheci, mas que sempre trouxe em meu coração. Rezo por vocês. Terra origem de uma de minhas descendências, de onde há muitos anos, meu bisavó partiu em um navio rumo ao Brasil!!
Sinto muito!!

 
Ana Lúcia do Carmo. 

integracaoholistica.blogspot.com

terça-feira, 23 de agosto de 2016

O Tempo


A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos! 

Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz. 

A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.


Mário Quintana
EU QUERO É TEU CALOR ANIMAL 


Mas onde já se ouviu falar num amor à distância,
Num teleamor?
Num amor de longe…
Eu sonho é um amor pertinho…
E depois
Esse calor humano é uma coisa que todos - até os executivos têm
É algo que acaba se perdendo no ar
No vento
No frio que agora faz…
Escuta!
O que eu quero
O que eu amo
O que eu desejo em ti
É teu calor animal…

Mário Quintana
"Atreve-te a julgar. 
Julga os outros julgando-te a ti mesmo. 
A natureza das coisas é a tua natureza. 
Respira-te, despe-te, faz amor com as tuas convicções, não te limites a sorrir quando não sabes o que dizer. 
Os teus dentes estão lavados, as tuas mãos são amáveis, mas falta-te decisão nos passos e firmeza nos gestos. 
Procura-te. 
Tenta encontrar-te antes que te agarre a voracidade do tempo. 
Faz as coisas com paixão. 
Uma paixão irrequieta, que não te dê descanso e te faça doer a respiração. 
Aspira o ar, bebe-o com força, é teu, nem um cêntimo pagarás por ele."


Joaquim Pessoa

sábado, 20 de agosto de 2016

Escute a sua intuição.
Preste atenção aos sinais do seu caminho e SIGA.
Se precisar, vire fada
Se precisar, vire bruxa
Se precisar vire anjo
Se precisar vire fera
Mas não perca o rumo do que te faz sorrir por medo.


Lene Dantas.
 
Olhe para trás e nada mudará.
Olhe para frente e nada mudará.
Olha para si. Tudo mudará.


Ditado Zen.
Por trás de uma misteriosa "coincidência", sempre há uma mensagem para você. A sincronicidade é linguagem que o universo utiliza para te mostrar os próximos passos da sua jornada.


Sri Prem Baba.

Fibromialgia não é coisa da sua imaginação


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Durante décadas, pacientes com fibromialgia visitaram consultórios de diferentes especialidades procurando alívio para suas dores. Questionados sobre o local da dor, era comum a resposta “pergunte-me onde não dói”. Os exames, entretanto, não revelavam nada: nenhuma lesão muscular, nenhuma inflamação. O paciente peregrinava de clínicos para reumatologistas até, enfim, chegar a um psicólogo, às vezes convencido de que a dor só existia na sua imaginação.
Como as dores geralmente são musculares ou localizam-se nas articulações, durante muito tempo cabia aos reumatologistas investigá-las. Porém, estudos apontam que esta seria uma doença da área dos neurologistas. O cérebro de quem tem fibromialgia processaria a dor de maneira exagerada. Estima-se que uma pressão de até quatro quilos não provoque dor na maioria das pessoas, mas bem menos que isso já é suficiente para disparar dor intensa em quem tem a doença.
“Desde a década de 1980 já havia estudos mostrando que pacientes com fibromialgia tinham neurotransmissores de dor, como a substância P (de “pain, “dor” em inglês), em maior quantidade. Dos anos 2000 para cá, com o avanço da neurociência, passou a ser possível mostrar em exames essa diferença”, explica o dr. Eduardo dos Santos Paiva, presidente da Comissão de Dor, Fibromialgia e outras Síndromes de Partes Moles da Sociedade Brasileira de Reumatologia.
Cérebro de paciente com fibromialgia à direita apresenta maior reação à dor.
Cérebro de paciente com fibromialgia (à direita) apresenta maior reação à dor.

SINTOMAS E DIAGNÓSTICO
É possível detectar a reação exagerada do cérebro a estímulos por meio de uma Ressonância Magnética Funcional, mas esse é um exame extremamente caro e trabalhoso e exige profissionais especializados e experientes para ser realizado, o que faz com que não seja aplicado rotineiramente e fique praticamente restrito ao uso em estudos. Geralmente, a investigação conta muito com o relato do próprio paciente e com exames para descartar doenças que possam ter sintomas similares, como espondilites, polimialgia reumática, hipotireoidismo e mieloma múltiplo, um tipo de câncer que acomete mais pessoas acima dos 65 anos.
Em geral, o primeiro indício de fibromialgia é uma dor localizada que persiste e, com o tempo, evolui e se alastra para tornar-se difusa, assemelhando-se à dor que toma o corpo todo após uma gripe forte. Normalmente a dor surge sem motivo, mas às vezes pode ser desengatilhada por traumas psicológicos, físicos, como uma lesão provocada por um acidente de carro, ou infecções.
Até os anos 1990, usava-se um mapa elaborado por 20 reumatologistas para testar a sensibilidade do paciente. Os 18 pontos distribuídos pelo corpo eram os mais citados por pacientes como locais doloridos. São simétricos bilateralmente, e a maioria se concentra acima da cintura. Alguns deles, em especial na nuca, nas escápulas e na parte externa dos cotovelos, ao serem pressionados provocavam gritos de dor.
pontos fibromialgia
Os 18 pontos de dor mais frequentes na fibromialgia.

Ainda assim, a dor da fibromialgia é diferente das dores agudas, como as causadas por um corte ou uma porta que se fecha violentamente sobre um dedo. A dor aguda gera uma reação fisiológica, a pessoa sua, berra. Já à dor crônica a pessoa vai se adaptando e passa a conviver com ela no dia a dia. Um paciente fibromiálgico que queira esconder sua condição consegue falar normalmente, sem demonstrar que está sofrendo. Quando está habituado à dor, então, vive seu cotidiano aparentemente sem sentir nenhum desconforto, o que motiva a descrença por parte de quem convive com ele.
Entende-se que, para haver fibromialgia, é necessário haver dor em todo o corpo por mais de três meses, na maioria dos dias ao longo desse período. “Os pontos de dor foram muito usados durante os anos 1990. Hoje em dia, eles ainda ajudam, mas não são definidores do diagnóstico. É necessário haver um conjunto de outros sintomas que englobam cansaço extremo, alteração do sono, da concentração e problemas de memória”, afirma o dr. Eduardo.
Entre esses sintomas, é marcante o papel da fadiga para caracterização da doença. Faz parte do processo de diagnóstico um questionário que visa a avaliar o impacto do cansaço na rotina do paciente. Ele tem de classificar de 0 a 10 o nível de dificuldade que enfrentou para realizar determinadas tarefas. E pelo grau de exigência das tarefas, podemos ter uma ideia do quão intensa pode ser a falta de energia. Afinal, como é possível se cansar penteando os cabelos?

questionário fibromialgia

Questionário de avaliação do impacto da fibromialgia.

“É um cansaço diferente, não é uma simples preguiça. Você acorda totalmente esgotada, sem vontade nenhuma de fazer as coisas”, relata a contabilista Sonia Folador. Hoje com 56 anos, tinha 45 quando começou a sentir fadiga, problemas de memória e dor generalizada, mais concentrada no lado direito do quadril.
Como ocorreu com Sonia, a doença costuma surgir em mulheres entre 30 e 55 anos, embora haja casos de pessoas mais velhas, adolescentes e até crianças acometidas, compondo no Brasil um contingente de aproximadamente 5 milhões de pessoas (cerca de 2% a 3% da população, percentual próximo ao que se estima no mundo).
FARDO FEMININO
Existem dez vezes mais mulheres atingidas que homens. Segundo o National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases, entre 80% e 90% das pessoas com fibromialgia são mulheres. O machismo enraizado em nossa cultura mostrou-se muito eficiente para transformar um fato científico em uma característica inerente ao gênero. Se as pacientes são mulheres, provavelmente a dor é psicológica, frescura, drama, sintoma de TPM (Tensão Pré-Menstrual) etc. E assim, gerações de mulheres passaram a vida resignadas, com dor e outros sintomas. “No começo não é fácil, a gente não sabe o que é. Antes tudo era reumatismo, mas a dor não passa e aí você vai vivendo. Depois que a gente descobre de fato, o tratamento progride”, afirma Sonia.
A ligação entre fibromialgia e o sexo feminino pode estar na serotonina, neurotransmissor que influencia o sono, a produção de hormônios, o ritmo cardíaco e outras funções fisiológicas importantes. As mulheres produzem menos serotonina, e por isso são mais propensas a problemas como depressão, enxaqueca e transtornos de humor, principalmente no período de TPM. Como o neurotransmissor também participa do processamento da dor, talvez esse seja a explicação para o número muito maior de pacientes mulheres.
Além da forte relação com o sexo feminino, a doença tem laços estreitos com a depressão. Cerca de 50% dos fibromiálgicos apresentam também esse transtorno grave, com um quadro agravando o outro: a dor e o descrédito provocam reclusão, piorando a depressão, que por sua vez intensifica a dor – de forma real, e não psicológica.
TRATAMENTO 
Como a dor da fibromialgia não tem uma origem definida, analgésicos e anti-inflamatórios não ajudam. Os medicamentos que surtem algum efeito são os da classe dos antidepressivos e neuromoduladores. Porém, alguns pacientes podem encarar a prescrição com desconfiança, devido à imagem negativa que as doenças psiquiátricas têm em nossa sociedade. Aqueles que tiveram de encarar incredulidade até chegar ao diagnóstico podem até expressar revolta, interpretando que a sombra da “dor psicológica” está voltando e que estão sendo tratados de algum transtorno psiquiátrico. No caso da fibromialgia, entretanto, tais remédios são usados simplesmente para aumentar a quantidade de neurotransmissores que diminuem a dor.
fibromialgia substância p
Comparativo entre a concentração do neuropeptídeo “Substância P” (do inglês “pain”, “dor”) em cérebros de pacientes com e sem a doença, mostrando quantidade mais elevada em fibromiálgicos.

Atualmente, a palavra-chave do tratamento para fibromialgia é atividade física. Mesmo quando o médico decide incluir alguma medicação, ela serve para permitir a prática de exercícios. É comum, por exemplo, pacientes dormirem mal. Alguns até dormem horas suficientes para repor as energias, mas ainda assim acordam cansados (o chamado “sono não reparador”).
Em um caso desses, receitar um medicamento para facilitar o sono obviamente melhora a qualidade de vida, mas tem como objetivo final dar mais disposição para uma atividade física no dia seguinte. “O paciente tem dificuldade pra entender por que tem tanta dor e não aparece em nenhum exame, então temos que dar condições para ele ser ativo no tratamento”, explica o dr. Eduardo.
“Eu acordo e tomo um cafezinho sem vontade de fazer exercício, mas mesmo assim troco de roupa e vou pra academia todo dia. Faço pilates, alongamento e natação. Percebo claramente a diferença quando não faço. Se não vou, parece que fico toda travada, sem querer fazer nada”, relata Sonia.
A fibromialgia não é considerada uma doença curável. Há casos em que os sintomas diminuem consideravelmente, chegando a quase desaparecer, mas há outros em que será necessário fazer controle por toda a vida. Entender esse fato é fundamental para levar o tratamento da melhor forma possível. Assim como a retroalimentação que ocorre fibromialgia e depressão, os sintomas da doença trazem uma série de problemas que se acumulam e se reforçam. A dor altera o humor, que afeta o rendimento profissional e as relações sociais, o que aumenta o estresse, que é um dos gatilhos da dor e assim estende-se ao infinito.
Pacientes não precisam se preocupar com danos graves, como deformações ou paralisação de membros. Além disso, precisam ter informação sobre a doença e não se abalarem caso ainda encontrem profissionais e pessoas que os desacreditem. Mantido o tratamento, a perspectiva é que as dores regridam ao custo de uma rotina que é recomendada para a saúde de qualquer ser humano: atividade física regular.
  • Matéria premiada no prêmio SBR/Pfizer de Jornalismo 2016.


No Japão, alunos limpam até banheiro da escola para aprender a valorizar patrimônio


 
Enquanto no Brasil, escolas que “obrigam” alunos a ajudar na limpeza das salas são denunciadas por pais e levantam debate sobre abuso, no Japão, atividades como varrer e passar pano no chão, lavar o banheiro e servir a merenda fazem parte da rotina escolar dos estudantes do ensino fundamental ao médio.
Na escola, o aluno não estuda apenas as matérias, mas aprende também a cuidar do que é público e a ser um cidadão mais consciente”, explica o professor Toshinori Saito. “Ninguém reclama porque sempre foi assim.”
Nas escolas japonesas, também não existem refeitórios. Os estudantes comem na própria sala de aula e são eles mesmos que organizam tudo e servem os colegas.
Depois da merenda, é hora de limpar a escola. Os alunos são divididos em grupos, e cada um é responsável por lavar o que foi usado na refeição e pela limpeza da sala de aula, dos corredores, das escadas e dos banheiros num sistema de rodízio coordenado pelos professores.

“Também ajudei a cuidar da escola, assim como meus pais e avós, e nos sentimos felizes ao receber a tarefa, porque estamos ganhando uma responsabilidade”, diz Saito.
Michie Afuso, presidente da ABC Japan, organização sem fins lucrativos que ajuda na integração de estrangeiros e japoneses, diz ainda que a obrigação faz com que as crianças entendam a importância de se limpar o que sujou.
Um reflexo disso pôde ser visto durante a Copa do Mundo no Brasil, quando a torcida japonesa chamou atenção por limpar as arquibancadas durante os jogos e também nas ruas das cidades japonesas, que são conhecidas mundialmente por sua limpeza quase sempre impecável.
“Isso mostra o nível de organização do povo japonês, que aprende desde pequeno a cuidar de um patrimônio público que será útil para as próximas gerações”, opina.
Estrangeiros
Para que os estrangeiros e seus filhos entendam como funcionam as tradições na escola japonesa, muitas prefeituras contratam auxiliares bilíngues. A brasileira Emilia Mie Tamada, de 57 anos, trabalha na província de Nara há 15 e atua como voluntária há mais de 20.
“Neste período, não me lembro de nenhum pai que tenha questionado a participação do filho na limpeza da escola”, conta ela.
Michie Afuso diz que, aos olhos de quem não é do país, o sistema educacional japonês pode parecer rígido, “mas educação é um assunto levado muito à sério pelos japoneses”, defende.

Recentemente no Brasil, um vídeo no qual uma estudante agride a diretora da escola por ela ter lhe confiscado o telefone celular se tornou viral na internet e abriu uma série de discussões sobre violência na escola.
Outros casos de agressão contra professores foram destaques de jornais pelo Brasil nos últimos meses, como da diretora que foi alvo de socos e golpes de caneta em Sergipe e da professora do Rio Grande do Sul que foi espancada por uma aluna e seus familiares durante uma festa junina.
No Japão, este tipo de abuso dentro da escola é raro. “Desde os tempos antigos, escola e professores são respeitados. Os alunos aprendem a cultivar o sentimento de amor e agradecimento à escola”, diz Emilia.
Violência
No ano passado, durante as eleições, a BBC Brasil publicou uma série de reportagens sobre a violência de alunos contra professores no Brasil. As matérias revelaram casos de professores que chegaram a tentar suicídio após agressões consecutivas e apontaram algumas das soluções encontradas por colégios públicos para conter a violência – da militarização à disseminação de uma cultura de paz entre escolas e comunidade.

Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que ouviu mais de 100 mil professores e diretores de escola em 34 países, o Brasil ocupa o topo de um ranking de violência em escolas – 12,5% dos professores ouvidos disseram ser vítimas de agressões verbais ou intimidação pelo menos uma vez por semana.
“Assim como o Brasil tem um programa de intercâmbio com a polícia japonesa, poderíamos ter um na área educacional”, propõe Michie, da ABC Japan, ao se referir ao sistema de policiamento comunitário do Japão que foi implantado em algumas cidades do Brasil.
A brasileira lembra que a celebração dos 120 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japãoseria uma ótima oportunidade para incrementar o intercâmbio na área social e não apenas na comercial.
“Dessa forma, os professores poderiam levar algumas ideias do sistema de ensino japonês para melhorar as escolas no Brasil”, sugere Michie.


Fonte:G1

Gordura no Fígado e a Tireoide

A saúde hepática é muito importante para o bom funcionamento da tireoide. O fígado remove as toxinas do corpo, mas também está envolvido no metabolismo dos carboidratos, das proteínas e gorduras. O fígado armazena certas vitaminas, desempenha um papel no metabolismo da vitamina D e também está envolvido na coagulação do sangue. A conversão do hormônio da tireoide também é feita no fígado.
O fígado gordo – também conhecido como doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) ou nos casos mais graves, a esteatose hepática – refere-se à acumulação de gordura no fígado.

Hoje vamos discutir as causas deste problema, como se relaciona com a saúde da tireoide e como prevenir e reverter este problema de saúde.
A gordura no fígado é um problema de saúde comum: até 30% da população em países desenvolvidos tem a doença e quase 10% da população nos países em desenvolvimento. É a doença do fígado mais comum no mundo.

A gordura no fígado pode levar à esteatose hepática não alcoólica, que é uma doença crônica grave do fígado. A gordura no fígado é normalmente assintomática, mas aumenta a taxa de mortalidade em relação à população em geral aumenta o risco de desenvolver doença cardiovascular e diabetes.
O diagnóstico da gordura no fígado geralmente envolve uma biópsia ou um ultrassom. Muitas pessoas com esteatose hepática não sabem que têm a doença e o problema geralmente é detectado durante exames de rotina. Os resultados de exames mais comuns são a elevação das enzimas hepáticas ou fosfatase alcalina. Por vezes é detectada durante um ultrassom realizado em alguém que é suspeito de ter doença da vesícula biliar.

Causas da Gordura no Fígado

As evidências suportam uma associação entre a gordura no fígado e a síndrome metabólica. Tanto a DHGNA e síndrome metabólica têm mecanismos fisiopatológicos comuns, onde a resistência à insulina é um fator chave. A alimentação e fatores de estilo de vida desempenham um grande papel no desenvolvimento da resistência à insulina.
Gordura no Fígado e o Hipotireoidismo 
Para melhorar a sensibilidade à insulina é necessário um tecido adiposo saudável para a secreção normal de adipocitoquinas, que incluem a leptina e adiponectina. Quando alguém desenvolve excesso de peso ou obesidade, os adipócitos (células de gordura) ficam maiores. O tecido adiposo visceral acumulado produz e segrega uma série de adipocitocinas, tais como TNF-α e IL-6, que por sua vez levam a uma inflamação que exacerba a resistência à insulina.

Embora uma dieta pobre e a falta de exercício físico são as causas mais comuns da gordura no fígado, podem haver outros fatores envolvidos. Estes incluem endotoxinas bacterianas, supercrescimento bacteriano intestinal, certos medicamentos e toxinas ambientais, como petroquímicos e solventes orgânicos. Embora seja importante comer bem e se exercitar regularmente, estes outros fatores também precisam ser considerados.

Doença da Vesícula Biliar e a Gordura no Fígado

Os pacientes com gordura no fígado ou esteatose hepática tem uma alta prevalência de doença da vesícula biliar. Existem fatores de risco semelhantes entre estas doenças e tem sido sugerido que a remoção cirúrgica da vesícula biliar (colecistectomia) pode representar um fator de risco. No entanto, um estudo anterior mostrou que 55% das pessoas com doença da vesícula biliar tinha gordura no fígado.

Uma vez que a resistência à insulina é comum nos casos de esteatose hepática e de doença da vesícula biliar, é provável que a doença da vesícula biliar ou remoção cirúrgica da vesícula não causa a gordura no fígado, mas em vez disso, tanto a doença da vesícula biliar e esteatose hepática são causados pela resistência à insulina.

Gordura no Fígado e Inflamação Crônica

Como mencionado anteriormente, os pacientes com gordura no fígado possuem níveis elevados de citocinas pró-inflamatórias de necrose tumoral alfa e a interleucina-6. Estas citocinas pró-inflamatórias desempenham um papel nos distúrbios metabólicos hepáticos e na acumulação de gordura, e desta forma causam resistência à insulina, inflamação e fibrose do fígado. Mas o que significa isso em português simples?

A TNF-alfa, não só provoca inflamação, mas está associada ao aumento da resistência à insulina. No entanto, a resistência à insulina também pode levar a um aumento no TNF-alfa, e assim é criado um ciclo vicioso.
O TNF-alfa parece também desempenhar um papel na fibrose hepática (tecido cicatricial fibroso no fígado). A fibrose do fígado é associada com o aumento das doenças crônicas, e a fibrose avançada do fígado resulta em cirrose, insuficiência hepática, e hipertensão portal e muitas vezes levando à necessidade de um transplante de fígado.

A Gordura no Fígado e a Saúde Tireoideana

O hipotireoidismo parece ser mais prevalente em pessoas que com gordura no fígado. Um estudo realizado com 246 pacientes com esteatose hepática não alcoólica comprovada por biópsia mostrou que o hipotireoidismo foi mais frequente entre aqueles com esteatose hepática. Mas porque será esse o caso? Os autores deste estudo não dão uma resposta específica, a não ser mencionar a ligação entre o hipotireoidismo e a resistência à insulina, obesidade e diabetes.

No entanto, esses autores esqueceram de mencionar quantas destas pessoas tinham uma condição autoimune da tireoide. A maioria das pessoas com hipotireoidismo têm tireoidite de Hashimoto. A tireoidite de Hashimoto está associada com as citocinas pró-inflamatórias, as quais também estão associadas à esteatose hepática. Por isso, é possível que a gordura no fígado possa desencadear uma resposta autoimune e causar um aumento dos casos de tireoidite de Hashimoto. Embora isso não tenha sido comprovado, explicaria o aumento da prevalência do hipotireoidismo em pessoas com fígado gordo.

Prevenção e Tratamento da Gordura no Fígado

Ao ler esta informação, você provavelmente vai perceber que a melhor maneira de prevenir o desenvolvimento da gordura no fígado é tomar passos para evitar que a resistência à insulina ocorra. Para aqueles que já têm gordura no fígado, corrigir a resistência à insulina também deve ser o objetivo principal.
Como o estresse oxidativo desempenha um papel nesta doença, isso também é algo que deve ser abordado. Uma alimentação saudável (como a dieta da tireoide) é importante para quem tem resistência à insulina e o primeiro passo é evitar os alimentos refinados e açúcares. O exercício regular também é um fator importante e as modalidades recomendadas são a musculação e cardio leve.

A suplementação é muitas vezes necessária para ajudar a melhorar a sensibilidade à insulina, reduzir a inflamação e o estresse oxidativo. Aqui estão alguns suplementos para tratamento da gordura no fígado:
  • Ácidos Graxos Ômega 3. Os ácidos graxos ômega 3 podem ajudar no tratamento da gordura do fígado. Um estudo mostrou que o tratamento diário com óleo de peixe por seis meses melhorou o perfil lipídico e bloqueou o estresse oxidativo e liberação de citocinas.
  • Ácido Alfa Lipóico. O ácido alfa-lipóico (ALA) é um antioxidante poderoso e também pode ajudar com a sensibilidade à insulina. Há evidências de que a suplementação com ALA pode ajudar a prevenir a DHGNA, bem como beneficiar aqueles que já têm essa condição.
  • Como o estresse oxidativo é um fator importante no desenvolvimento da gordura no fígado, muitas pessoas com esta condição podem beneficiar de tomar antioxidantes tais como o CoQ10. A suplementação com CoQ10 pode diminuir o estresse oxidativo e a inflamação hepática.
  • Magnésio. O magnésio melhora a sensibilidade e diminui a resistência à insulina. A resistência à insulina é um fator chave na gordura do fígado e a suplementação com magnésio pode ajudar a melhorar a saúde das pessoas com essa condição.
  • O cromo também pode ajudar a regular a glicemia e melhorar a sensibilidade à insulina. Há evidências que o cromo pode ajudar a proteger o fígado e prevenir a progressão da doença.
  • Betaína. A metilação anormal do DNA contribui para a expressão genética hepática anormal, o qual é um dos principais fatores na patogênese da esteatose hepática. A betaína desempenha um papel importante na metilação. A suplementação de betaína pode ajudar a restabelecer a capacidade de metilação e melhorar a doença. No entanto, outro estudo mostrou que a betaína não melhorou a esteatose hepática, mas pode proteger contra o agravamento esteatose existente.
  • Vitamina E. Devido às suas propriedades antioxidantes, a vitamina E pode também ser benéfica.
  • Vitamina D. Níveis baixos de vitamina D estão associados a muitas doenças crônicas, e resistência à insulina não é exceção. Pacientes com esteatose hepática têm níveis séricos de vitamina D bastante baixos, o que sugere que o baixo nível da vitamina D pode desempenhar um papel no desenvolvimento e na progressão da doença. A vitamina D modula o sistema imune, uma deficiência desta está associada a numerosas condições inflamatórias.
Como mencionei anteriormente, existem outros fatores além da dieta e do exercício físico que podem ser responsáveis pelo desenvolvimento de esteatose hepática. Alguns exemplos são a presença de endotoxinas, supercrescimento bacteriano intestinal ou medicação que é responsável por essa condição.

Para Resumir…

Há uma alta prevalência de doença hepática gordurosa não alcoólica, e muitas pessoas não sabem que têm essa condição.
A resistência à insulina parece ser um fator importante no desenvolvimento desta condição e o estresse oxidativo também é um fator.
Superar a resistência à insulina e combater o estresse oxidativo vai ajudar muito a tratar o problema de gordura no fígado.
Em relação à saúde da tireoide, a gordura no fígado parece ser mais comum em pessoas com condições de hipotireoidismo, embora isso não significa que as pessoas com hipertireoidismo e doença de Graves não possam desenvolver esta doença.
Certos nutrientes e suplementos que podem ser úteis para pessoas com gordura no fígado incluem magnésio, cromo, betaína, CoQ10, ácido alfa-lipóico, vitamina E, vitamina D e os ácidos graxos ômega 3. Uma dieta saudável e exercício físico como a musculação é a melhor forma de prevenir e vencer a doença.

fonte: http://hipotireoidismo.net/gordura-no-figado/