domingo, 25 de junho de 2017

Mantra : "Aad Guray Nameh" - Snatam Kaur



O Mangala Charan Mantra é um mantra de proteção e orientação. Ao praticá-lo você ajuda a envolver seu campo magnético e da terra com luz protetora.

Letra: Aad guray nameh
Jugaad guray nameh
Sat guray nameh
Siri guroo dayv-ay nameh

*********************
AAD - significa orientação no inicio de cada ação e pensamento;
GURAY – significa conhecimento ou ensinamento;
NAMEH – é uma reverência, saudação, abre as portas do caminho da sabedoria interna;
JUGAAD – orientação/direção através do tempo, agora e sempre.
SAT – orientação/direção lembrando da nossa verdadeira essência e propósito;
SIRI– a Grande orientação, maior do que conhecemos; nosso ser Divino;
GURU – professor, o que traz a luz na escuridão;
DAYVAY – transparente, invisível

Cúrcuma com Mel de Abelhas: Um Remédio que Não Tem Preço


Notícias Naturais
Muitos de nós já tivemos alguma experiência com a cúrcuma. Alguns já utilizaram como especiaria, muitos a utilizam na preparação do leite dourado, e alguns apenas viram pacotes de pó amarelo nos grande supermercados ou lojas de produtos naturais e já se perguntaram para que serve. Mas poucos sabem que a cúrcuma com mel de abelhas é um remédio natural que não tem preço.

Cúrcuma com mel de abelhas é anti-inflamatório
A cúrcuma com mel, possui uma eficaz função anti-inflamatória, que não apenas destrói as bactérias que causam a doença, mas também promove as defesas naturais. Ao contrário dos antibióticos sintéticos, que podem ser encontrados em abundância nas farmácias, este medicamento não possui nenhum efeito negativo sobre a flora intestinal.

A cúrcuma contém curcumina, um polifenol identificado como ingrediente ativo essencial, que atinge mais de 150 potenciais atividades terapêuticas, incluindo antioxidantes, anti-inflamatórias e propriedades anti-câncer.

Cúrcuma com mel melhora significativamente a digestão

O consumo de cúrcuma e mel melhora significativamente a digestão e aumenta a atividade da flora benéfica do intestino. Na Ayurveda (Ayurveda é um sistema de cura natural de 5000 anos de idade, que possui suas origens na cultura védica na Índia) este é um remédio tradicional no frio.

Receita para preparar o mel dourado - cúrcuma com mel de abelhas

Nos primeiros sintomas da doença, ao invés de tomar os habituais medicamentos de farmácia, utilize este mel dourado, que é a mistura de cúrcuma em pó com mel de abelhas. No momento que os primeiros sintomas do resfriado aparecerem, prepare esta mistura que dura 3 dias.

Ingredientes necessários:
* 100 gramas de mel de abelhas puro
* 1 colher de sopa de cúrcuma

Modo de preparo:
Adicione 1 colher de sopa de cúrcuma em 100 gramas de mel puro. Misture bem e coloque a mistura em um frasco.

Doses:
Tome nos primeiros sintomas de um resfriado:

Dia 1 - Tome meia colher de chá da mistura a cada hora durante o dia todo
Dia 2 - Tome meia colher de chá da mistura a cada duas horas
Dia 3 - Tome meia colher de chá da mistura três vezes ao dia

A mistura deve permanecer na boca até sua completa absorção. No geral, após os três dias, o resfriado diminui e o corpo pode se recuperar.

Esta composição também pode ser utilizada no tratamento completo de doenças respiratórias, tomando 1 colher de chá da mistura três vezes ao dia. Repita este processo durante uma semana. Você pode misturar o mel dourado no leite ou no chá.

Faça isto especialmente se você sofrer de hemofilia e hipertensão, já que a cúrcuma afina o sangue e reduz a pressão arterial. Mas, além de reduzir a pressão arterial, a cúrcuma pode causar uma diminuição nos níveis do açúcar do sangue. As pessoas que sofrem de diabetes devem consultar um médico.

Adquira o mel puro na loja de produtos naturais Tudo Saudável.

O que você deve saber:

Você não deve consumir a cúrcuma se sofrer de doença biliar, porque a cúrcuma causa contração muscular na vesícula biliar.

Adquira a cúrcuma em pó na loja de produtos naturais Tudo Saudável.

Conselhos adicionais:

A medicina indo-tibetana diz: se você utiliza a cúrcuma antes dos alimentos, ela atua sobre o sistema digestivo, se você a utiliza nos alimentos, ela atua sobre a garganta e os pulmões, se você utiliza após as refeições, ela atua sobre o cólon e os rins.

fonte: forumnoticiasnaturais.com

Vídeo : "METAS" - Thiago Rodrigo

Muita gente vive triste, desanimada e até adoece por falta de metas. Você precisa estabelecer metas para si mesmo, ter planos pra agora e pra depois! Se você conhece alguém que está vivendo assim, marca ele nesse vídeo! Lembre-se: ter metas nos mantém vivos!



"MATURIDADE ESPIRITUAL" 

Perguntaram a Jalal ad-Din Muhammad Rumi, mestre espiritual persa do século XIII:

O que é veneno?
– Qualquer coisa além do que precisamos é veneno. Pode ser poder, preguiça, comida, ego, ambição, medo, raiva, ou o que for.

O que é o medo?
– Não aceitação da incerteza. Se aceitamos a incerteza, ela se torna aventura.

O que é a inveja?
– Não aceitação do bem no outro. Se aceitamos o bem, se torna inspiração.

O que é raiva?
– Não aceitação do que está além do nosso controle. Se aceitamos, se torna tolerância.

O que é ódio?
– Não aceitação das pessoas como elas são. Se aceitamos incondicionalmente, então se torna amor.

O que é maturidade espiritual?

1. É quando você para de tentar mudar os outros e se concentra em mudar a si mesmo.
2. É quando você aceita as pessoas como elas são.
3. É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva.
4. É quando você aprende a “deixar ir”.
5. É quando você é capaz de não ter “expectativas” em um relacionamento, e se doa pelo bem de se doar.
6. É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz.
7. É quando você para de provar para o mundo, o quão inteligente você é.
8. É quando você não busca aprovação dos outros.
9. É quando você para de se comparar com os outros.
10. É quando você está em paz consigo mesmo.
11. Maturidade espiritual é quando você é capaz de distinguir entre ” precisar ” e “querer” e é capaz de deixar ir o seu querer.

E por último, mas mais significativo!
12. Você ganha maturidade espiritual quando você para de anexar “felicidade” em coisas materiais!”

sábado, 24 de junho de 2017

O VELHO, O MENINO E O BURRO.

Fábula de Esopo

Era uma vez um casal que tinha um filho de dez anos e um burro. Decidiram viajar, trabalhar e conhecer o mundo. Assim, foram os três com seu burro. Ao passar por um povoado, todos comentaram : “Veja que menino mal educado; em cima do burro e os pobres pais, puxando as rédeas.” Então, a mulher disse a seu marido : Vamos permitir que essa gente fale mal do menino? E o marido resolveu. Tirou o menino e subiu ele no lombo do burro. 
E no segundo povoado, todos murmuravam : “Veja que tipo sem vergonha; Vai bem cômodo em cima do burro enquanto a mulher e o filho vão puxando as rédeas”. 
Então, tomaram a decisão de colocar a mulher no lombo do burro, enquanto pai e filho puxavam as rédeas. 
Ao passar pelo terceiro povoado, todos comentavam : “Pobre homem. Depois de trabalhar o dia todo, ainda tem que levar a mulher sobre o burro! E, pobre filho que espera dessa mãe!” 
Entraram então em um acordo e decidiram subir os três no lombo do burro para começar novamente sua peregrinação. Ao chegarem no povoado seguinte, todos comentavam : “São mesmo umas bestas, será que não vêm que podem quebrar a coluna do pobre animal.!” 
Por último, decidiram descer os três e caminharem junto ao burro. Porém ao passarem pelo povoado seguinte, ouviram todos sorridentes dizerem : “Vejam só estes três idiotas: caminham, quando têm um burro que poderia leva-los”.
 
Moral da história: Não importa como e nem como você faz; as pessoas sempre dirão alguma coisa.
 

DICA DE LEITURA : LIVRO; "OS QUATRO COMPROMISSOS" - DON MIGUEL RUIZ - ED. REVISTA

Estou lendo : 

1º compromisso : "Seja impecável com sua palavra"
2º compromisso : "Não leve nada para o lado pessoal"
3º compromisso : "Não tire conclusões"
4º compromisso : "Dê sempre o melhor de si"

Um livro que fala da domesticação humana;  Don Miguel Ruiz revela a fonte de crenças auto limitantes que nos roubam a alegria e criam sofrimentos desnecessários. Baseado na sabedoria ancestral tolteca, este livro nos oferece um poderoso código de conduta que pode rapidamente transformar nossas vidas em uma nova experiência de liberdade, verdadeira felicidade e amor, através dos seguintes compromissos: seja impecável com sua palavra; não leve nada para o lado pessoal; não tire conclusões e dê sempre o melhor de si.
Não force uma pessoa a ver através dos seus olhos quando ela tem os seus próprios olhos.
E, por favor, não coloque seus óculos, nos olhos de ninguém; seus graus são diferentes.


OSHO.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

CONSTIPAÇÃO INTESTINAL E A INGESTÃO DE ÁGUA. 
A saúde do seu intestino e do seu corpo.


O intestino, bem como o esôfago e estômago, devem ter um ambiente úmido.
A água que ingerimos, passa pelo estômago e intestino delgado mas é no intestino grosso que ela é absorvida e incorporada às fezes.
Por isto, a importância da água para o funcionamento adequado do intestino. Toda vez que as fezes ficam ressecadas demais, é sinal de que falta água.
O funcionamento do intestino, "deveria" ser todos os dias, já que nos alimentamos todos os dias. Porém existem pessoas que sofrem com a constipação intestinal, ficando dias sem evacuar.
Isto é muito perigoso pois a renovação celular do intestino no corpo, só perde para a renovação das hemácias; ambas ocorrem diariamente.
Com a constipação intestinal, o ambiente intestinal fica ácido, o que causa a morte de milhares de lactobacilos, as bactérias do bem, que cuidam da nossa imunidade. Isto mesmo, mas de 80% da nossa imunidade, provém dos intestinos.
Com a constipação, também acontece o apodrecimento dos alimentos, sendo um dos mais tóxicos, a carne vermelha. Isto causa a formação de amônia e também das aminas, chamadas putrecina e cadaverina, o que intoxica principalmente o fígado.
Muitas pessoas podem ter dores de cabeça por conta disto.
O mais preocupante, é que com a constipação, não ocorre a renovação celular, e ainda pode ocorrer de uma célula intestinal ser modificada neste processo todo, dando início à um câncer de intestino.
A insônia e até a depressão também pode ter correlação com a constipação. Por quê? Porque mais de 90% da nossa serotonina, dopamina é produzida nos intestinos; onde é capturada pela medula e enviada até o cérebro. Por isto, hoje já se chama o intestino de um segundo cérebro.
Lembrando que não só a água que contribui positivamente para a saúde dos intestinos, mas uma alimentação saudável, exercício físico, entre outros.
Devemos evitar, alimentos e bebidas ácidas que contribuem para o não funcionamento do intestino; além de causar uma série de desequilíbrios e doenças pelo corpo. Lembrar que intestino e estômago, tem íntima
relação e que no estômago, também há lactobacilos. Alguns alimentos que deixam o nosso corpo, sangue ácidos, são, os açúcares brancos, leite, suco de caixinha, carne vermelha, bebida alcoólica, refrigerantes, entre outros.
Não sou nutricionista, mas tenho estudado muito sobre os intestinos, pois a maioria das pessoas adoecem hoje em dia pelo desequilíbrio alimentar.
Lembrando que a Acupuntura trata a constipação intestinal, com a colaboração do paciente e de um nutricionista.

Dra Ana Lúcia do Carmo. Fisioterapeuta e Acupunturista.
Eu não perdi o controle da tua vida, está tudo no meu tempo. 
Não há nada atrasado. 
"Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus".

(Salmos 46:10)
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Para Siddhartha Gautama, o Buda, a felicidade e a ausência de problemas estão em saber encontrar o ponto equidistante entre o fácil e o difícil, o superficial e o profundo, o prazer e a dor. 
O caminho do Meio!!

"O caminho do meio"

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Durante seis anos, Siddhartha e os seus seguidores viveram em silêncio e nunca saíram da floresta. Para beber, tinham a chuva, como comida, comiam um grão de arroz ou um caldo de musgo,ou as fezes de um pássaro que passasse. Estavam tentando dominar o sofrimento tornando as suas mentes tão fortes que se esquecessem dos seus corpos.
Então... um dia, Siddhartha escutou um velho músico, num barco que passava, falando para o seu aluno...
"Se apertares esta corda demais, ela arrebenta;
e se a deixares solta demais, ela não toca."

De repente, Siddhartha percebeu que estas palavras simples continham uma grande verdade, e que durante todos estes anos ele tinha seguido o caminho errado.
Se apertares esta corda demais, ela arrebenta; e se a deixares solta demais, ela não toca.

domingo, 18 de junho de 2017

A Arte de Cativar

Por Erick Morais

Quanto menos eu preciso, melhor eu sinto.

Charles Bukowsky
“Há uma só religião: a religião do amor. 
Há uma só linguagem: a linguagem do coração. Há uma só raça: a raça da humanidade. 
Há um só Deus e Ele é onipresente.” 


(Sathya Sai Baba)
"Nós podemos curar as doenças físicas com remédios, mas a única cura para a solidão, e o desespero, se chama Amor. Existe muita gente no mundo, que é capaz de morrer por um pedaço de pão, mas existe muito mais gente, capaz de dar a vida, por uma migalha de amor!!!" 

Madre Teresa de Calcuta


sexta-feira, 16 de junho de 2017

“As coisas essenciais”, uma crônica de Rubem Alves

Leia este poema bem devagar, pois cada imagem merece a preguiça do olhar.

“No mistério do sem-fim

equilibra-se um planeta.

E, no planeta, um jardim

e, no jardim, um canteiro:

no canteiro, uma violeta

e, sobre ela, o dia inteiro

entre o planeta e o sem-fim

a asa de uma borboleta”.
É pequeno, mas diz tudo. Nada lhe falta, Uni-verso. Nenhuma palavra lhe poderia ser acrescentada. Nenhuma palavra lhe poderia ser tirada. Assim se faz um poema, com palavras essenciais. O poema diz o essencial.

O essencial é aquilo que se nos fosse roubado, morreríamos. O que não pode ser esquecido. Substância do nosso corpo e da nossa alma. Por isto as pessoas se suicidam: quando se sentem roubadas do essencial, mutiladas sem remédio, e a vida, então, não mais vale a pena ser vivida.

Os poetas são aqueles que, em meio a dez mil coisas que nos distraem, são capazes de ver o essencial e chamá-lo pelo nome. Quando isso acontece o coração sorri e se sente em paz.
Encontrou aquilo que procurava Kirilov, personagem de Dostoievski assim descreve o encontro com o essencial. “Há momentos em que a gente sente de súbito a presença da harmonia eterna. É um sentimento claro, indiscutível, absoluto. Apanhamos de repente a natureza inteira e dizemos ‘é exatamente assim!’ É uma alegria tão grande! Se durasse mais de cinco segundos a alma não o suportaria e teria de desaparecer. Nesses cinco segundos vivo uma experiência inteira, e por eles daria toda a minha vida, pois eles bem o valem”.

Chamava-se Norma. Estava doente, muito doente. Na véspera de sua morte, arrastou-se até o banheiro e foi até a pia para lavar-se dos vômitos. Abriu a torneira e a água fria escorreu sobre as suas mãos. Ela parou como que encantada pelo líquido que a acariciava. E de sua boca saíram estas palavras inesperadas: “A água… Como é bela! Sempre que a vejo penso em Deus. Acho que Deus é assim…”.
A morte na pia… A água que escorre… Os olhos contemplam a eternidade… O universo essencial de Norma está cheio de fontes frescas e regatos transparentes onde brincam as suas mãos.

O nome do filme eu nem me lembro. Sei que se passava no Japão, um casal de velhinhos. A esposa havia morrido. Os filhos, reunidos para a divisão das coisas deixadas. De repente percebem uma ausência. O pai, onde estará? Pois não estava ali, entre eles. Depois de uma longa espera aflita, lá vem o seu vulto, banhado pela luz do crepúsculo.
“Papai, onde foi? Estávamos preocupados!”.
“Onde fui? Fui ver o pôr-do-sol. É tão bonito…”.
Os filhos repartem os despojos. Os olhos do pai contemplam o horizonte colorido… O universo essencial do pai está cheio de pores-do-sol. Sem eles os seus olhos ficariam eternamente tristes.

Este poema é de Brecht:
“Quando no quarto branco do hospital
acordei certa manhã
e ouvi o melro, compreendi bem.
Há algum tempo já não tinha medo da morte.
Pois nada me poderá faltar se eu mesmo faltar.
Então consegui me alegrar com todos os cantos dos
melros depois de mim…”.

A morte branca no quarto de hospital. Fora, o melro canta. Alegria pelos cantos que não ouvirei. No universo essencial de Brecht, o canto dos melros continuará, sem fim.

“Pergunto se, depois que se navega,
a algum lugar, enfim, se chega …
O que será talvez até mais triste.
Nem barca, nem gaivota: somente sobre-humanas
companhias…”.
Cecília Meireles sabia o que era essencial. No seu mundo as barcas navegariam as águas e gaivotas planariam pelos ares…

O que é essencial?
Os filósofos antigos reduziam o essencial a quatro elementos fundamentais: a água, a terra, o ar e o fogo. Concordo com eles. Pensavam estar fazendo cosmologia, mas estavam fazendo poesia. Sabiam dos segredos da alma.
Pois é disto que somos feitos. Posso imaginar um mundo sem que eu sinta por isto, nenhuma tristeza especial. Mas não posso pensar um mundo sem a chuva que caí, sem regatos cristalinos, sem o mar misterioso… Não posso imaginar um mundo sem o calor do sol que agrada a pele e colore o poente, sem o fogo que ilumina e aquece… Não posso imaginar um mundo sem o vento onde navegam as nuvens, os pássaros e o cheiro das magnólias…
Não posso imaginar um mundo sem a terra prenhe de vida onde as plantas mergulham suas raízes… São estes os amantes com que a vida faz amor e engravida, de onde brota toda a exuberância e mistério deste mundo, nosso lar. Não preciso de deuses mais belos que estes.
Ouço, pelo mundo inteiro, em meio ao barulho das dez mil coisas que fazem a nossa loucura, as vozes-poema daqueles que percebem o essencial. Elas dizem uma coisa somente: “Este mundo maravilhoso precisa ser preservado”. Mas ouço também a voz sombria dos que perguntam: “Conseguiremos?”.

Rubem Alves
O Retorno e Terno: crônicas. 27ª Edição. Campinas, Editora Papirus, 2008
Conheça o Instituto Rubem Alves e faça parte de seus projetos.
A quem interessar: o poema inicial da crônica é de Cecília Meireles e chama-se “Canção Mínima”. (Antologia Poética, 1963).
Não cobre amor
Que amor não é cobre
- é ouro

Não peça amor
Que amor não é peça
- é todo 

Mas chama, chama amor
Que amor é chama
- é fogo.


C. Lemos.



quarta-feira, 14 de junho de 2017

Dez verdades eternas que aprendi com “O Pequeno Príncipe”

Quando menina, eu não tinha muitos livros. Na verdade, até os seis anos de idade não tinha nenhum. Foi aí que alguém presenteou a nossa família um exemplar de: O Pequeno Príncipe.
Assim se deu a minha estreia no mundo sem precedentes da literatura, e do principezinho… Passava horas olhando as letras e namorando as aquarelas do Saint-Exupéry. Minha mãe leu a história para mim e para o meu irmão por diversas vezes. Até que um dia ela emprestou o livro e nunca mais o vimos.
Então, não foi por acaso que, logo que comecei a trabalhar tratei de comprar outro exemplar. Ainda era adolescente quando sublinhei as frases que mais me marcaram e foram inúmeras as anotações no rodapé e nas laterais.
Eu cresci. Envelheci. Mas como tenho alma de poeta, ouso asseverar que a única sabedoria verdadeira é aquela com as cores da infância. O elevado só pode ser visto no simples, no puro, na singeleza daquele que olha o mundo com olhos desprovidos de blindagens e arestas.
Nesse exercício de regressar infâncias, eis as verdades que aprendi:
1 – “Os baobás, antes de crescer, são pequenos.”
Nunca deixar para amanhã a minha faxina interior.

2 – “É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas.”
Preciso ter paciência com as minhas próprias limitações até as minhas asas ficarem prontas.

3 – “É preciso exigir de cada um o que cada um pode dar – replicou o rei. A autoridade baseia-se na razão.”
É desumano exigir do outro a entrega de algo que não lhe pertence. Não posso administrar a posse do outro, muito menos poderia administrar as suas lacunas. Assim, que eu cuide, então, das minha carências!

4 – “Tu julgarás a ti mesmo – respondeu-lhe o rei. – É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio.”
Pensar na vida alheia, nas qualidades alheias é uma distração medíocre. Mais vale o autoconhecimento do que ter decorado a biografia de centenas de outros.
5 – “As estrelas são todas iluminadas… Será que elas brilham para que cada um possa um dia encontrar a sua?”

O universo colabora, dando-nos a luz de indizíveis estrelas. Resta-nos treinar a própria visão para que as saibamos enxergar.

6 – “Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás, para mim, único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.”
As pessoas se permitem cativar por vontade. Talvez inconscientemente, mas por vontade própria. Quando existe um laço assim, de encantamento construído, nenhum silêncio e nenhuma distância lhe pode vencer.

7 – “A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.”
O homem, na pressa cotidiana, habituou-se à superfície das coisas, dos relacionamentos. Habituou-se à superfície de si. Por isso estamos tão distantes da verdadeira saúde mental. É essa pressa que faz adoecer os homens.

8 – “O essencial é invisível aos olhos.”
Tudo o que vemos é provisório, parcial. Distorcida é a realidade que nos cerca. Aquilo que de fato é ressoa no abstrato, tem vigas invisíveis na alma e não cabe na palma de nenhuma mão.

9 – “Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.”
A importância do outro não reside no outro. Reside em nossa aptidão interior de dispensar a ele o melhor de nós mesmos. É o nosso coração que faz com que o outro se torne tão especial.

10 – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
Talvez a frase mais famosa do livro. É uma assertiva que dispensa explicação. Toda e qualquer fala seria inútil. Se quiseres compreender, exercita-te. Cativa! E cativa-te primeiro a ti. Só assim dimensionarás a responsabilidade de tudo aquilo que é eterno.

fonte: revistapazes.com.br




sábado, 10 de junho de 2017

"Dê um presente a cada pessoa que encontrar, seja um cumprimento, uma flor ou uma prece. Isso dará início ao processo de circulação da alegria e da afluência em sua vida e na dos outros.
Receba com gratidão todas as dádivas que a vida lhe oferecer. Esteja aberto a receber, quer se trate de um presente material, cumprimento ou prece de outrem.
Em silêncio, deseje a cada pessoa encontrada felicidade, alegria e risos. Por meio dos atos de dar e receber carinho, afeição, apreço e amor você manterá a riqueza circulando em sua vida."
(Deepak Chopra)
 Escolhas ou Escolhas....

Não adianta culpar os outros pelas coisas que nos acontecem. Somos responsáveis por tudo o que acontece em nossas vidas.
Se as coisas vão bem, ou se vão mal, a escolha é de quem pra esta situação estar assim? 
Se sofremos, a escolha é nossa, afinal, o sofrimento é opcional. 
Se está infeliz em um relacionamento amoroso, a escolha de continuar sofrendo é sua e continua sendo sua ao manter algo que lhe causa dor e sofrimento. 
Se está trabalhando mas não gosta do que faz, a escolha é sua. 
Você pode até dizer que foi alguém que lhe colocou nesta situação; é, até pode acontecer, mas com o consentimento de quem?
O sim e o não, também são escolhas. Porque não usou?
Se está sofrendo, chorando, quem é que tem o poder de mudar esta situação na sua vida?
Tudo é escolha. Deus nos permite escolher também; e respeita o nosso arbítrio. 
Na bíblia, em Apocalipse, já diz, seja quente ou seja frio, mas não seja morno que eu te vomito. 
É preciso tomar decisões na vida, posicionar-se; ficar em cima do muro, só vai adiar o que só você precisa enfrentar e resolver. 
Depois não reclame; do que você permite!
Ou é sim ou é não, a verdade é que a escolha continua sempre sendo sua!!
 
Ana Lúcia do Carmo.

    Segue o teu destino,
    Rega as tuas plantas,
    Ama as tuas rosas.
    O resto é a sombra
    De árvores alheias. 


    A realidade
    Sempre é mais ou menos
    Do que nós queremos.


    Só nós somos sempre
    Iguais a nós-próprios.

    Suave é viver só.
    Grande e nobre é sempre
    Viver simplesmente.


    Deixa a dor nas aras
    Como ex-voto aos deuses.

    Vê de longe a vida.
    Nunca a interrogues.
    Ela nada pode
    Dizer-te. A resposta
    Está além dos deuses. 


    Mas serenamente
    Imita o Olimpo
    No teu coração.
    Os deuses são deuses
    Porque não se pensam. 


    Ricardo Reis, (Fernando Pessoa); 1-7-1916

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Às vezes é preciso diminuir a barulheira, parar de fazer perguntas, parar de imaginar respostas, aquietar um pouco a vida para simplesmente deixar o coração nos contar o que sabe. 
E ele conta. 
Com a calma e a clareza que tem.

Ana Jácomo

quinta-feira, 8 de junho de 2017







O tempo é como um rio. 
Você nunca poderá tocar na mesma água duas vezes; porque a água que passou, nunca passará novamente. 
Aproveite cada minuto da sua vida e lembre-se : nunca busque boas aparências, porque elas mudam com o tempo. 
Não procure pessoas perfeitas, porque elas não existem. 
Mas busque acima de tudo, um alguém que saiba o seu verdadeiro valor. 

Gustavo Aschar.





quarta-feira, 7 de junho de 2017

"Não ignore a impermanência"

Texto extraído do Livro “Vida e morte no budismo tibetano”, por Chagdud Tulku Rinpoche.

Mais uma vez, não ignore a impermanência. O que quer que pareça ser prioritário em sua vida é, na realidade, bastante temporário. Vem e vai. Nada é confiável.
Nascemos sós e nus. Conforme a nossa vida se desenrola, passamos por todas as situações possíveis: necessitar, possuir, perder, sofrer, chorar, tentar… mas depois morremos, e morremos sós. Não fará a menor diferença se fomos ricos ou pobres, conhecidos ou desconhecidos. A morte é o grande nivelador. Em um cemitério, todos os corpos são semelhantes.

O nosso relacionamento com os outros é como o encontro casual de dois estranhos em um estacionamento. Olham um para o outro, sorriem e isso é tudo o que acontece entre eles. Vão embora e nunca mais se vêem. Assim é a vida – apenas um momento, um encontro, uma passagem, e depois acaba.

Se você compreender isso, não há tempo para brigas. Não há tempo para discussões. Não há tempo para mágoas mútuas. Quer pense nisso em termos de humanidade, nações, comunidades ou indivíduos, não sobre tempo para mais nada a não ser apreciar verdadeiramente a breve interação que temos uns com os outros.

Nossas prioridades mundanas podem ser irônicas. Colocamos em primeiro lugar aquilo que julgamos ser o que mais desejamos; depois descobrimos que o nosso desejar é insaciável. Pagar a casa, escrever um livro, fazer o negócio ser bem-sucedido, preparar a aposentadoria, fazer longas viagens – coisas que estão temporariamente no topo de nossa lista de prioridades, consomem nosso tempo e energia completamente e, então, no fim da vida, olhamos para trás e nos perguntamos o que todas essas coisas significavam.

É como alguém que viaja em um país estrangeiro e paga a sua viagem na moeda daquele país estrangeiro e paga a sua viagem na moeda daquele país. Quando chega à fronteira, surpreende-se ao tomar conhecimento que a moeda do país não pode ser trocada ou levada. Da mesma forma, nossas posses e aquisições mundanas não podem ser levadas através do portal da morte. Se confiarmos nelas, nos sentiremos, repentinamente, empobrecidos e roubados. A única moeda que tem qualquer valor quando viajamos pelo limiar da morte é a nossa realização espiritual.

Em um sentido mundano, é melhor nos sentirmos satisfeito e apreciarmos aquilo que já temos. O tempo é muito precioso. Não espere até estar morrendo para compreender a sua natureza espiritual. Se fizer isso agora, vai descobrir recursos de bondade e compaixão que não sabia possuir. É a partir dessa mente de compaixão e sabedoria intrínseca que você pode beneficiar os outros.

O progresso espiritual começa quando resolvemos, seja cuidadoso. Se você colocar-se no lugar do outro, vai perceber o quanto é destrutivo ferir ou matar qualquer ser, ainda que seja um inseto. Todos os seres querem viver. Se você cuidar dos outros com essa perspectiva, fechará as portas para o seu próprio sofrimento.

A mente é com um microscópio. Amplia tudo. Se você critica-se o tempo todo – “sou tão pobre, não sou suficientemente alto, meu nariz é grande demais” – se concentra a atenção em todas as suas inadequações e misérias, elas só piorarão até que, em desespero, você fique prestes a desistir de tudo.
Em vez de dizer: “sinto-me detestável. O que devo fazer?”, pense no sofrimento dos outros e gere compaixão. É muito importante, realmente, ver o sofrimento, prestar atenção no caixa do banco que está atormentando, no velho pálido e cansado que arrasta os pés pela rua, na criança que chora infeliz. Veja a profundidade do sofrimento e a partir daí dimensione o seu próprio sofrimento. Os outros estão doentes, estão imersos na guerra e na fome, estão morrendo.

Compaixão é o desejo fervoroso de que todos os seres, sem exceção, encontrem a liberação do sofrimento, desde o seu pior inimigo até o seu melhor amigo. Para desenvolver uma compaixão genuína que inclua todos, primeiro exercita a compaixão com aqueles que lhe são próximos; depois estenda-a aos desconhecidos e por fim a todos os seres por todo o espaço.

Depois direcione o seu desejo para a felicidade deles. Como a felicidade vem apenas da virtude, deseje que qualquer felicidade que os outros possam ter alcançado, em função de suas virtudes passadas, possa nunca diminuir ou ser perdida, e que possa aumentar sempre, até que alcancem a felicidade infinita e imutável. Esse desejo pela felicidade dos outros é o significado verdadeiro de amor. Regozijar-se com qualquer extensão de felicidade que os outros possam ter, traz uma alegria ilimitada à nossa própria existência.

Reconheça sempre que a qualidade onírica da vida e reduza o apego e a aversão. Pratique o bom coração em relação a todos os seres. Seja amoroso e compassivo, não importa o que os outros façam. O que fazem não importará muito quando visto por você como um sonho. Esse é o ponto essencial. Essa é a verdadeira espiritualidade.

Se você usar manto, raspar a cabeça, rezar de joelhos todos os dias, e ainda assim se tornar mais raivoso, orgulhoso, rígido e difícil de lidar, não estará praticando a espiritualidade. Você precisa praticar a essência, que é a compaixão e o amor altruísta, e a partir daí tentar ajudar os outros da melhor maneira que puder. Use todos os seus cursos de corpo, fala e mente. Esse é o método. Seja você cristão, hindu, judeu ou budista, a compaixão e o amor são os mesmos.

A vitória sobre as falhas e desilusões leva à vitória sobre a morte. Meu desejo para cada um de vocês é que alcancem as qualidades de compaixão e sabedoria e o supremo e imortal estado de iluminação.

fonte: sobrebudismo.com.br

domingo, 4 de junho de 2017

Música : "Não se esqueça de mim" - Nana Caymmi



Onde você estiver, não se esqueça de mim
Com quem você estiver não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Mesmo que exista outro amor que te faça feliz

Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Quando você se lembrar não se esqueça que eu
Que eu não consigo apagar você da minha vida
Onde você estiver não se esqueça de mim
Com quem você estiver não se esqueça de mim
É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma. Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que aumentamos as chances de sentir que estamos vivos. 
Podemos demorar bastante para perceber o óbvio: coração fechado já é dor, por natureza, e não garante nada, além de aperto e emoções mofadas. 
Como bem disse Virginia Woolf, 'não se pode ter paz evitando a vida'.


Ana Jácomo
Há dois tipos de perguntas. 
Uma que precisa ser respondida e outra precisa ser vivida. 
Há perguntas práticas e perguntas existenciais. Perguntas práticas se contextualizam no horizonte da objetividade. Perguntas existenciais não provocam respostas imediatas. 
Viver é uma forma de respondê-las. É maravilhoso conviver com elas...

 (Pe. Fábio de Melo)

sábado, 3 de junho de 2017

Vídeo : "A águia e a galinha" - Thiago Rodrigo

Uma reflexão com base no livro, A Águia e a Galinha de Leonardo Boff.


Hoje! Ofereça o que você quer receber.



Quando a circunstância é boa, devemos desfrutá-la; quando não é favorável, devemos transformá-la. E quando não pode ser transformada, devemos transformar à nós mesmos.

Viktor Frankl