quinta-feira, 23 de junho de 2011

O SAGRADO NAS CULTURAS INDÍGENAS
Por Benedito Prezia*

Este estudo mostra a dimensão religiosa dos indígenas do Brasil, nas suas mais diversas etnias, privilegiando os povos Tupi e Guarani, pois foram eles os que mais marcaram as práticas religiosas populares do povo brasileiro. Tenta mostrar também o desafio para os cristãos em conhecer essa dimensão nas populações indígenas, em vista do diálogo inter-religioso e da prática macro-ecumênica, tão urgente para as Igrejas cristãs.

“Há cinco séculos enfrentamos a evangelização no Brasil. Dentro desses séculos, só vimos a dominação, a exploração e o extermínio do nosso povo e a perda da nossa identidade cultural indígena. Para nós, a Boa Nova já existe dentro das nossas convivências.”
 
Esse brado, em defesa da cultura e religiosidade indígenas, foi lançado pela delegação de povos nativos, presente ao V Congresso Missionário Latino-americano, COMLA-5, em Belo Horizonte, em julho de 1995.

É também um desafio lançado às Igrejas cristãs, que muito pouco conhecem e respeitam essas expressões religiosas.

Durante muito tempo falou-se em índio, como se fosse uma categoria única, biológica, sem levar em conta a realidade cultural. Esse conceito foi uma criação colonial, baseada num erro histórico, já que navegantes espanhóis, ao chegar nas Antilhas, acreditavam ter chegado nas Índias.
Na realidade o que existe é uma variedade enorme de povos com história e culturas diferentes, vivendo nesse continente há mais de 20 mil anos.
Ao longo da história do Brasil, os indígenas, isto é, os nativos, sempre foram definidos pela negação: não têm escrita, não têm religião — “pois não têm templos nem ídolos” , como dizia um jesuíta na época colonial –, não têm lei, não têm governo e não têm história.
O que antes era visto como ausência ou limitação, vê-se que é simplesmente uma maneira diversa de ser. Não são piores e nem melhores do que nós. São simplesmente diferentes.
Apesar da diversidade cultural, nesse texto vamos abordar as características religiosas que lhes são comuns ou encontradas em muitos povos do Brasil, privilegiando de certa forma os povos Tupinambá e Guarani, que foram os que mais marcaram nossa cultura brasileira e nossa religiosidade popular, por terem sido os povos com os quais convivemos por mais tempo.



1. O PROFUNDO SENTIDO DE DEUS


A idéia de Deus perpassa todas as religiões indígenas. Muitos desses povos têm a noção de um Deus criador, mas de um Deus que cria e, em seguida, se afasta, intervindo no mundo através de entidades espirituais ou heróis civilizadores, isto é, humanos com grandes poderes. Outras vezes esse herói é também o ancestral de um povo.
Para os Tupinambá, povo que ocupou grandes áreas da costa brasileira, Deus criador era chamado de Monã, que significa o ancião. Criou o céu, a terra, os homens e tudo o que existe. Devido à maldade dos homens destruiu essa primeira terra pelo fogo. Houve apenas um sobrevivente, Maíra Mona, que pediu que a restaurasse. Uma grande chuva apagou o incêndio, surgindo aí uma nova terra. Um conflito entre dois irmãos — Tamoindaré e Arikuté, descendentes de Maíra-Monã –, desencadeou uma nova catástrofe, um dilúvio, que destruiu novamente a terra. Salvaram-se apenas esses dois irmãos, com suas esposas, porque conseguiram subir em cima de uma palmeira e de um jenipapeiro. De Tamoindaré descendem os Taupinambá e de Arikuté, descendem os Temiminó e isso explica porque até hoje são inimigos.
Os Guarani chamam a Deus pelo nome de Nhanderu, o nosso primeiro pai. Foi ele quem dispersou as trevas primordiais com a luz de sua sabedoria. Criou o mundo, colocando-o sobre duas traves cruzadas, que por sua vez são apoiadas sobre quatro palmeiras. No dia em que essas palmeiras desabarem, será o fim do mundo material.
O presente mundo é apenas uma cópia ou sombra do verdadeiro mundo, que fica no Além. Por isso todo empenho dos Guarani é alcançar o Yvy marã’ ei, a Terra sem Mal, onde as pessoas não envelhecem, onde não é preciso trabalhar, onde a caça já vem aos pés do caçador e onde não há sofrimento e nem morte.
Muitas outras sociedades indígenas não possuem a idéia de um Deus criador, como é o caso do povo Xavante e dos povos de língua jê. Seus mitos de origem começam com um mundo já criado, havendo demiurgos que vão amparar e proteger os humanos.
Entre outros povos há um mundo povoado por diferentes categorias de seres, com poderes muito diferenciados, que trazem benefícios e malefícios aos humanos.


2. O SAGRADO E O PROFANO


No universo indígena não há separação entre o sagrado e o profano. Tudo é sagrado: a natureza, a vida e a morte.
A doença não é vista como algo físico, corpóreo, mas conseqüência de um malefício espiritual praticado por alguém. É o que chamamos de feitiço e que pode ser controlado pelo pajé. O feitiço existiu em todos os povos da antiguidade e ainda existe em muitas culturas. Entre os Guarani é chamado de mohã-vai.
Pode ser provocado por diversas maneiras como restos de comida, objetos pessoais ou elementos ou adornos do corpo, como um fio de cabelo ou uma peça de roupa. Há casos em que a última pessoa que tenha visitado um doente e este venha a falecer, possa ser acusada de provocar aquela morte.
Para combater o feitiço há rezas fortes, que entre os Guarani são chamadas de nheengaraí.
Quando um pajé não consegue tirar um feitiço ou evitar a morte de alguém, é considerado incompetente, podendo mesmo ser responsabilizado por aquela morte. Nesse caso ele precisa mudar de aldeia para não ser perseguido ou desmoralizado ou até morto.
Essa união entre o sagrado e o profano faz com que todas as ações precisam ser iniciadas com uma oração ou um sinal religioso. Por isso o Guarani reza antes de entrar na mata para caçar; reza para pedir a bênção dos grãos, que serão plantados; reza para abençoar a erva mate, usada no chimarrão; reza antes de viajar, reza antes de fazer uma fala, pedindo que Deus o inspire para dizer apenas as coisas boas; reza enfim sempre e em todo lugar.
Para os Guarani não havia canto profano. Todo canto era sagrado, fruto de uma inspiração divina, recebido geralmente através do sonho. Hoje, com a comercialização da cultura, começaram a fazer cantos profanos, como os gravados em CDs para serem comercializados, não sem protestos dos mais velhos.
O brasileiro deve ter herdado dos indígenas esse hábito de colocar o nome de Deus e de Jesus em muitos locais, ditos “profanos”, como na frente ou no pára-choque do caminhão, em muros e out-door. Não é de se admirar que após uma vitória numa partida internacional de futebol, vamos presenciar jogadores brasileiros, de joelhos, de mãos dadas, rezarem o pai-nosso. Ou dizer com muita freqüência “se Deus quiser”, embora seja também uma recomendação do Alcorão, trazida por nossos antepassados portugueses.

3. A NATUREZA COMO LUGAR SAGRADO


Nas sociedades tradicionais a natureza é sempre vista com o olhar religioso. Os quéchuas do Peru chamam a terra de mãe – pacha mama.
Os povos indígenas da América do Norte também tiveram essa percepção. Muito conhecida e antológica é a carta que o cacique Seatle enviou ao presidente dos Estados Unidos, explicando porque se recusava a vender parte de suas terras:
"Cada pedaço dessa terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia nas praias, a penumbra na floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória de meu povo. Somos parte dessa terra e ela faz parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos. Os picos rochosos, os sulcos úmidos nas campinas, os potros com seu corpo quente e o homem, enfim todos pertencem à mesma família.Essa água brilhante que corre pelos riachos e rios não é apenas água, mas é o sangue de nossos antepassados. O murmúrio das águas é a voz de nossos ancestrais. Os rios são nossos irmãos e saciam nossa sede".
Entre os povos indígena do Brasil há também esse respeito à terra, não só como chão sagrado, que alimenta e dá vida, mas também como morada dos espíritos. Davi Kopenawa, do povo Yanomami, afirma que dentro das serras moram os Xapori, Hekura, os espíritos da natureza. E entre as serras têm os caminhos dos Xapori. Ninguém vê, só pajé conhce essa ligações. As serras são lugares sagrados, lugares onde nasceram os pirmeiros Yanomami, onde suas cinzas foram enterradas. Nossos velhos deixaram que as serras sejam respeitadas, não queremos que sejam destruídas. Queremos que estes lugares sejam preservados para não acabar com nossa história e com nossos espíritos.
Por considerarem os rios igualmente morada dos espíritos, evitam urinar em suas águas.
Muitas são as entidades que protegem a mata e os animais, sendo chamados de donos da mata, como é o Curupira, ou donos dos animais. Cada espécie tem uma entidade protetora. Estes são os guardiões, que punem os que faltam de respeito à natureza e os caçadores que matam fêmeas com filhotes ou que caçam simplesmente por prazer.
Essa relação de amizade quase humana com os elementos da natureza encontramos entre o povo Mynky, que vive no oeste do Mato Grosso.
Elizabeth Rondon Amarante, que vive com eles há mais de 20 anos, deixou-nos esse belo relato:
"Wajakuxi parece não ter pressa. Acerta uma machadada e pára. Alisa o tronco, contempla lá em cima a copa da árvore e fala sozinho. Sozinho não: conversa com a árvore, e como que pede perdão de a estar matando. Mais dois golpes e torna a acariciar e torna a contemplar e torna a conversar. Sua atitude se explica: a mata é sua morada e cada árvore tornou-se para ele um ser amigo. Derruba-se por necessidade, porque o plantio da roça é subsistência do povo".
E continua a descrever esse povo:
O Mynky é um povo caçador.(…) Caçar é seu trabalho, é sua missão de marido e de pai. Caçar é sempre um prazer, uma festa e muitas vezes um ritual. (…) Ele é dono desse universo, o dono que se serve da natureza, mas não depreda; o dono que mata o animal, mas não esperdiça; o dono que derruba a árvore, mas não devasta a floresta.
E como diz Viveiros de Castro, ao contrário de povos de outros continentes, os povos indígenas americanos apresentam religiões muito próximas da natureza e muito austeras, do ponto de vista material. “São muito mais religiões da palavra, da experiência onírica [do sonho], do transe. Nesse sentido são muito mais místicas e muito menos materialistas”.


4. CULTURA DA PARTILHA E DO ACOLHIMENTO


A generosidade é a marca da cultura indígena. Para esses povos não há propriedade particular. O que é de um é de todos.
Os europeus, ao chegarem aqui, ficaram surpresos com essa realidade. Hans Staden, alemão que viveu vários meses entre os Tupinambá como prisioneiro, na metade do século 16, assim os descreveu: “Não existe entre eles propriedade particular, nem conhecem dinheiro. Seu tesouro são penas de pássaros. Quem as tem, é rico e quem tem cristais para [enfeitar] os lábios, é dos mais ricos.”
Não havia e, ainda não há na maior parte das aldeias, diferença social, isto é, pobres e ricos. A disparidade social existente no mundo ocidental muito chocou os Tupinambá, que estiveram na França, no início do século 17, e que serviu de reflexão filosófica para o pensador francês Montaigne: “Observaram que há entre nós gente bem alimentada, gozando as comodidades da vida, enquanto metades [uma grande parte] de homens emagrecidos, esfaimados, miseráveis mendigam às portas dos outros”.
Para evitar acumulação da propriedade, certos povos criaram rituais que realizam a redistribuição dos bens, acumulados ao logo do tempo, como ocorre ainda hoje entre os Tapirapé do Mato Grosso. É o rito do kaawin-ô, realizado a cada dois ou três anos. Prepara-se uma grande quantidade de cauim, sendo que parte é levada numa cuia para que os adultos que vão participar possam tomar um pouco dele. Ao provar a bebida, a pessoa cospe um pouco no chão, mostrando que aceita participar desse ritual. Nesse momento as pessoas que acompanham o grupo cerimonial têm o direito de pegar o que desejarem da casa daquela pessoa. “Há ao mesmo tempo desprendimento e audácia, que podem causar admiração e medo” comenta Irmã Odila, que vive há anos com eles. Em pouco tempo “cama, colchão, cadeira, fogão a gás, pasta de urucum, arara, galinha, tudo muda de proprietário em apenas uma manhã”, num grande movimento redistributivo".
Entre os Bororo os bens da pessoa desaparecem no momento da morte. Um dos elementos do ritual consiste em queimar os pertences do morto, destruindo assim a idéia de herança. O que se transmite são os valores morais e espirituais.
Entre outros povos esse processo é feito de forma mais espontânea e em algumas comunidades praticamente não existe a noção de propriedade particular, tudo podendo ser de todos.
Um outro aspecto é o acolhimento. Nessas comunidades a família não é restrita apenas ao pai e à mãe, como em nossa sociedade, mas é formada pela família extensa, que inclui os avós, os tios maternos e paternos. Se faltar um dos membros do casal — o pai ou a mãe, devido à morte ou separação –, a criança não fica desamparada, pois é acolhida por outra pessoa da família, como o tio ou o avô. Isso explica porque nas comunidades indígenas não existe criança abandonada ou menor carente.


5. UM CULTO FESTIVO


Ao contrário de nossa cultura ocidental, onde a oração geralmente é um ato pessoal e muitas vezes silencioso, nas culturas indígenas o culto é feito de forma coletiva, com cantos e danças. A dança sempre é ritual e religiosa.
Certa vez, na aldeia Tapirapé, um indígena ao ver uma das Irmãs de Foucauld, que vivia entre eles, rezando na capela, sozinha e de cabeça baixa, perguntou mais tarde porque ela estava triste. Assim os rituais são sempre festivos, e celebrando com abundância de comida e bebida.
Como diz o antropólogo padre Bartomeu Melià, “a festa guarani pode ser considerada como um sacramento, segundo o qual os produtos materiais que serão consumidos são benzidos e rezados no canto-dança religioso”. E continua comentando: “A festa guarani não é apenas um cerimonial, mas a metáfora concreta de uma economia de reciprocidade vivida religiosamente”.
Por isso pode-se medir a vitalidade de uma aldeia pela freqüência de suas festas. A falta de festa, de celebrações, é sinal de que a comunidade está em crise, ou por falta de rezadores e líderes, por desestruturação ou por falta de comida.
Mesmo quando o ritual é mais triste, como na festa do Kiki — ritual fúnebre dos Kaingang de Santa Catarina –, termina sempre com uma grande celebração, com muita bebida e dança ao redor das fogueiras.
Esse traço festivo encontra-se no catolicismo popular, onde as comemorações religiosas são marcadamente festas profanas, sendo que algumas delas entraram para o folclore brasileiro, como as festas juninas. Nelas vamos encontrar fortes traços não só da festa do milho, tradicional nas culturas tupi e guarani, como também na festa kaingang do Kiki, onde há a fogueira e a bebida quente.
Não sem razão José Honório Rodrigues escreveu, ao comentar sobre a cultura brasileira no início do século 19, que “a religião perdeu, entre nós, o ar sinistro das práticas peninsulares, e ganhou alegria, adaptando-se ao povo, às populações mestiças, amigas do batuque, do foguetório, dos repiques de sinos e alheias às sutilezas do dogma”. E isso se deve muito às influências culturais indígenas e africanas.


6. POVOS TOLERANTES E SEM PROSELITISMO


Os indígenas são povos de religiões sem dogmas. O importante para eles não é um código escrito e imutável, mas as tradições orais baseadas em mitos e nas falas dos mais velhos. As referências mais importantes são a tradição do grupo étnico e a inspiração divina, que vão orientar a conduta pessoal e comunitária.
Os povos indígenas são tolerante, agregantes e não missionários. Esse traço vamos encontrar, sobretudo, na umbanda — a mais brasileira das religiões –, justamente por esse caráter sincrético, onde encontramos elementos católicos, africanos, indígenas, sertanejos e espíritas.
Essa característica encontra-se também na religião popular brasileira, não só entre os católicos, que são bastante sincréticos na sua prática religiosa, como também entre os pentecostais. Seguramente essa é uma das explicações para a proliferação de Igrejas pentecostais, marcadas por uma religiosidade festiva e emocional, centrada no milagre, no exorcismo e na garantia da salvação.
A rigidez dogmática de algumas Igrejas protestantes foi compensada no pentecostalismo pela possibilidade de se criar novas Igrejas, surgidas a partir da visão particular do pastor, que encarna bem a figura do pajé indígena. É a concretização de uma espécie de Igreja doméstica, com um culto familiar.
Uma coisa que diferencia a tradição indígena das igrejas evangélicas é o extremado proselitismo dessas últimas, que contrasta com o profundo respeito que o indígena tem pela opção individual de cada um.
Para os indígenas a noção de salvação — que para eles é alcançar a Outra Terra, a Terra sem Mal – está muito mais ligada à pertença da pessoa àquele determinado grupo étnico e ao cumprimento de suas normas, do que à adesão à uma doutrina ou à uma perfeição pessoal, como no caso de várias religiões ocidentais.


7. O PAJÉ E O XAMANISMO


O pajé, nome de origem tupi, é o mesmo que xamã, termo usado na antropologia, originário de uma língua siberiana. Ele é o intermediador entre o mundo material, em que vivemos e o mundo espiritual dos espíritos. Exerce não só a função de sacerdote como também a de médico. Além de ter o segredo das plantas, vai atuar nas causas das doenças, descobrindo as forças espirituais que a desencadearam.
Durante muito tempo o xamã foi visto como uma pessoa ligada a cultos primitivos, “arcaicos” e que seriam abandonados à medida que as pessoas tivessem acesso às culturas “superiores”. Tal situação não ocorreu, pois o xamanismo tem se desenvolvido muito nos países de alta tecnologia, onde as pessoas estão buscando nas religiões ligadas à natureza respostas aos problemas da vida moderna.
No xamanismo indígena, o pajé não é uma função hereditária e nem é fruto de uma opção pessoal, embora entre alguns povos da Amazônia, como os Araweté, do Pará, todos são potencialmente pajés.
Mas na maioria dos povos indígenas, a pessoa é escolhida por entidades espirituais, manifestadas, sobretudo, por sonhos ou pela capacidade de previsões futuras. Entre os Pankararu, de Pernambuco, esse sinal é dada por uma semente que aparece à pessoa, dizendo que ela poderá assumir a função de pajé, quando a pessoa, vestida com roupa ritual participa de determinadas danças religiosas.
Uma vez escolhida, caso a aceite, essa pessoa passa por um período de preparação com outros pajés, para aprender rituais e o contato com os espíritos.
Basicamente compete ao pajé curar as pessoas, predizer o futuro, expulsar espíritos maus, comunicar-se com os espíritos e compor cantos.
O transe na pajelança pode ocorrer com a ingestão de substâncias alucinógenas. O tabaco, usado no cachimbo é importante elemento do ritual e serve para a cura e como purificador do ambiente, como ocorre com os Guarani Mbyá.
Nessa interpenetração entre os vários mundos, muitas vezes o pajé pode assumir a figura de um animal, como relata Orlando Villas Boas, o que facilita seu contato com o mundo espiritual.
Pelo poder que têm, os pajés são temidos e respeitados. Como escreveu Frei Claude d’Abbeville, no século 17, os índios entretanto apreciam os pajés; tratam-nos bem em qualquer lugar que se encontrem. São honrosamente mencionados em seus cantos e bem acolhidos nas danças e cauinagem [festas com cauim] e em todas as cerimônias, pois todos acreditam que as coisas correm bem quando são amigos dos pajés e, ao contrário, muito mal, se não os agradam.
Não sem razão Gunter Kroemer afirma que “os povos indígenas resgataram o aspecto coletivo da magia”, que nosso mundo racionalista havia perdido, vindo daí o grande interesse atual pelo xamanismo".
Interferindo no mundo material, sobretudo na natureza, podemos dizer que o xamanismo possui também um papel social e ecológico, influenciando a comunidade na preservação da natureza, como observa o citado autor.
Além dos pajés-auxiliares, em algumas culturas as mulheres poder exercer essa função, tendo persistido essa figura em nossas benzedeiras.
Entre os povos tupis havia também o pajé andarilho, chamado karaíba, espécie de missionário ambulante, que circulava pelas várias aldeias, exortando e fazendo curas.
Esse traço do pajé ambulante permaneceu, sobretudo no Nordeste, na figura dos beatos, que através de uma vida penitente e pobre, que vão de povoado em povoado reconstruindo oratórios, recitando o terço e ladainhas e até aglutinando pessoas, em volta de si, num projeto de vida comunitária, como foi o caso do Beato Lourenço, do Caldeirão, no Ceará, na época do pe. Cícero, ou os líderes político-comunitários, como Antônio Conselheiro, na Bahia, ou o beato João Maria, em Santa Catarina, no começo do século passado.


8. AS ALMAS E A VIDA DEPOIS DA MORTE


O mundo espiritual é muito presente entre os povos indígenas, pois é marcado pela busca de uma terra boa, um mundo onde não haverá sofrimento e nem morte.
Os povos tupis, em geral, e os Guarani, em particular, acreditam em três almas: a espiritual, responsável pelas boas inclinações; a animal, da qual derivam o temperamento e as más inclinações; e a sombra.
Quando a pessoa morre, a alma espiritual inicia a caminhada para a Terra sem Mal, enquanto a alma material fica vagando perto da aldeia ou no cemitério, onde foi enterrada, até que o corpo se decomponha. Por isso muitos Guarani evitam passar por esses lugares.
A morte violenta ou acidental é uma situação difícil para muitos desses povos, pois é uma situação em que não houve tempo para o falecido se preparar. Por isso sua alma pode interferir negativamente junto à comunidade. Isso também se vê na cultura brasileira, onde o local, onde alguém morreu de forma violenta ou num acidente, é marcado com uma cruz.
O culto das almas, que têm tanto espaço na religião popular, encontra aí uma de suas raízes. O sonho é o momento em que a alma sai do corpo, indo para o Além, podendo entrar em contato com outras pessoas e outros lugares. A doença é a saída temporária da alma, sendo que a morte é a saída definitiva.
A busca do paraíso, chamado de Terra de Maíra ou Terra sem Mal, foi sempre muito forte entre os povos Tupi, levando-os a constantes migrações, sobretudo em épocas de crise social.
Alguns o situam a Oeste, depois das altas montanhas (os Andes), o que levou um grande grupo Tupi a migrar para o altiplano peruano, tendo alguns sobreviventes dessa longa peregrinação chegado à cidade de Quito, no Equador, no final do século 16.
Mais comumente é situado a Leste, depois das grandes águas, isto é, depois do oceano. Por isso os europeus, ao chegarem aqui, foram considerados pessoas divinas, vindas desse mundo, recebendo nomes religiosos, como foi o caso dos franceses, chamados de Maíra, e dos portugueses, de Karaíba.
Alguns indígenas aceitavam de bom grado embarcar para a Europa, acreditando estar indo para essa terra, como se lè em relatos do século 16. A presença Tupi em todo o litoral sudeste e nordeste, a partir do século 10, e a vinda dos Guarani em épocas recentes, mostram que essa localização era muito presente.
Era uma terra de felicidades e de fartura e onde não havia sofrimento ou doença. “O mantimento há de crescer por si, sem serem plantados, relata Anchieta, e as caças do mato se lhe hão de vir a meter em casa.” [41] E conclui o missionário: “As velhas se hão de tornar moças e para isso fazem lavatórios de algumas ervas com que [se] lavam.”
Para eles a vida presente era imperfeita e, de certa forma, má. Por isso todo o esforço do ser humano devia ser em alcançar a outra terra, a morada de Maíra. Os pajés seriam os únicos a entrar em vida. Segundo os Tupinambá, para lá vão apenas as almas dos valentes e das mulheres que demonstrassem bravura na guerra ou que tivessem ajudado seus maridos nos rituais de morte. Os medrosos, “que não lutaram para defender sua terra” não poderiam entrar.
Seguramente essa idéia de paraíso esteja na raiz de muitos movimentos messiânicos nos Brasil, como o de Antônio Conselheiro, na Bahia, o do Contestado, em Santa Catarina[43] e no movimento pouco conhecido, ocorrido em Catulé, no nordeste de Minas Gerais.
A idéia de uma terra boa no Além domina também a religiosidade popular brasileira, haja vista a quantidade de igrejas evangélicas que prometem a salvação imediata para seus adeptos, chegando muitas anunciar a volta próxima de Cristo, numa visão milenarislista. 


CONCLUSÃO


Podemos concluir esse breve estudo mostrando que esses ideais religiosos indígenas poderão inspirar os sonhos de um mundo mais humano e mais espiritualizado, dando-nos esperança e despertando utopias. E com disse um dia, Dom Pedro Casaldáliga:

Vós sois nossa causa perdida salvadora!
Vós sois a necessária e urgente Utopia!
A nova inevitável esperança de todo um continente

Rogai por nossas vidas sem arco e sem estrelas!


Texto extraido da Revista Uniclar, São Paulo: Publicação da Faculdade Claretiano, Ano IX – Numero 1, 2007. (Revista comemorativa dos 10 anos de Ciências da Religião)
Fonte : htpp://centroflordejasmim.blogspot.com

ORAÇÃO DA LUZ AZUL

ORDINARY MIRACLE

quarta-feira, 22 de junho de 2011

DEUS É ALEGRIA



           

Deus é alegria. Uma criança é alegria. Deus e uma criança têm isso em comum: ambos sabem que o universo é uma caixa de brinquedos. Deus vê o mundo com os olhos de uma criança. Está sempre à procura de companheiros para brincar. "

"Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio! "

"Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também."

"Compreendi, então,
que a vida não é uma sonata que,
para realizar a sua beleza,
tem de ser tocada até o fim.
Dei-me conta, ao contrário,
de que a vida é um álbum de mini-sonatas.
Cada momento de beleza vivido e amado,
por efêmero que seja,
é uma experiência completa
que está destinada à eternidade.
Um único momento de beleza e amor
justifica a vida inteira."


RUBEM ALVES

QUINOA - PROPRIEDADES MEDICINAIS



A Quinoa (Chenopodium quinoa Wild) é uma planta nativa da Colômbia, Peru e Chile, que produz um grão indispensável à alimentação e à vida do homem no altiplano andino.
Somente no último terço do século XX, os bolivianos redescobriram o valor do grão. A partir de estudos científicos e do melhoramento de algumas variedades – como a quinoa “sajama” – verificou-se uma grande expansão, tanto do seu cultivo como do seu consumo no país.
No Brasil, as pesquisas com a quinoa começaram na década de 1980, pela Embrapa, na sua unidade de Brasília, obtendo-se ótimos resultados. Atualmente, agrônomos, engenheiros de alimentos, nutricionistas e outros profissionais pesquisam cada vez mais a quinoa, inclusive procurando adaptá-la ao solo de cerrado brasileiro
Cada 100 gramas de quinoa contêm 15 gramas de proteínas, 68 g de carboidratos, 9,5 mg de ferro, 286 mg de fósforo, 112 mg de cálcio, 5 g de fibras e 335 kcal. A composição pode variar um pouco, em razão da diversidade de sementes.
A quinoa não contém glúten e pode substituir o trigo na produção de farinha, a soja na produção de óleo, o milho para biodiesel e o arroz na alimentação. (Fonte: Wikipedia)
Quinoa
Quinoa

Nomes Populares:

  • Quinoa
  • Quinua

Propriedades:

  • É extremamente nutritiva,
  • Indicada para casos de apendicite,
    • catarro,
    • inflamações,
    • lesões na pele e luxação,
    • tuberculose,
  • Para problemas no fígado,
    • enjoos em casos de transportes e altitude,
    • e nas vias urinárias.





fonte : naturalenternauta.com.br




O essencial é invisível.





Confie! Acredite quando alguém falar que você parece mais jovem. Acredite quando alguém falar que estava com saudade de você. A mente duvida, mas o coração nunca erra o caminho. Acredite quando você sentir um calorzinho na nuca como se alguém estivesse soprando uma poesia. Acredite que quando você chora, há alguém especial ao seu lado. Anjos ou demônios... Não importa! Acredite no apoio invisível e na inspiração de um pensamento qualquer. Acredite que quando você sorri sem motivo é o espírito anunciando um novo dia. Parece fácil, mas estamos condicionados a não acreditar. Somente um robô pode não acreditar. Seja humano e desconfie menos.
O sentimento é mais certeiro do que qualquer prova física.




Você é tão amado pelo universo! E esse amor é  devotado a você de diversas maneiras…
Confie no espírito, em suas vozes e nas mensagens silenciosas que só você pode ouvir. Confie quando o vento sopra, trazendo um perfume diferente no ar. A vida está cheia de sinais. São os sinais que falam quando há uma mensagem para você. A vida só tem os sinais como mãos para lhe dar a mensagem, o universo usa mãos tão suaves para lhe dar uma mensagem especial. Essa voz silenciosa usa milhões de artifícios para dizer algo que é importante. Feche os olhos e sinta, ouça e acredite! O espírito conta segredinhos: Num trecho de um livro... Na letra de uma música... Numa imagem... Um filme... Uma voz misteriosa... Um sentimento suave de repente... Existe uma mensagem lá fora que está no mesmo nível da sua consciência, se não estiver, você não a verá. Há Algo novo no ar que você não pode explicar?
É feito para você. Acredite.

Os sinais são como lanternas que nos ajudam a ver boa parte do caminho. 
É o espírito anunciando que você está pronto para ir em frente ou cruzar alguma nova fronteira.


FONTE : htpp://universoemvoce.blogspot.com

sexta-feira, 17 de junho de 2011

108 LUZES DE KUAN YIN

ORAÇÃO DE PERDÃO
Quem perdoa é Kuan Yin!

Nós usamos a força de Kuan Yin para perdoar.

Eu te perdôo porque já sou

perdoado por Kuan Yin

À noite me pergunto: Perdoei a todos,

inclusive aqueles que me fizeram maldade?

E a resposta do coração surge como

um raio em meio à tempestade:

Que maldade falas?

Não seria a tua vontade expressa

nas palavras dos outros?

Nada pode te acontecer sem que antes

tivesse expressado ou mentalizado.

Perdoa antes a ti, e livra o outro da culpa.

Paro e penso; olho para o céu e vejo as

estrelas. O coração em razão:

eu desejei o que ganhei hoje.

Mas como sentir-me aliviado?

E o coração responde:

Deita tua cabeça e sonha com um “você” melhor, mais alegre, mais bondoso,

mais aberto às novidades, menos

julgador, mais forte, menos erro

gente, mais irmão.

Verás que teus dias, as pessoas, as coisas, seguirão o ritmo da tua mente.

Agradeça mais, reclame menos, sê mais

antes de ter. Isto é ser Kuan Yin.

Então, entendo que pedir perdão é apenas confirmar que pequei,

e pecado não vem de Kuan Yin, mas do homem.

Se vem do homem, não é sagrado.



Se não é sagrado, não é real.

Se não é real, é ilusão.

Se é ilusão, vem da minha mente.

Se vem da minha mente, posso mudar.

Se posso mudar, serei mais feliz.

Se sou mais feliz, estou perdoado.

Fonte:108 Luzes , Sutras sagradas e Rituais de Kuan yin

Autora:Sandra Meirelles

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CHUVA DE BENÇÃO


Com a intenção da compaixão eu rogo à grande Mãe suas bênçãos para mim que nas sete direções eu conclua, concretize, liberte, construa, cresça, compartilhe, harmonize, todos os níveis de amor aos seres sencientes.

 OM AH HUM

No centro de uma flor de lótus você alcançou os sidhis mais elevados. 
Renomada Mãe NAMO KUAN SHIH YIN PU SA rogo que confira a mim suas bênçãos: Acima, Abaixo, À frente, Atrás, Aos lados, Dentro, Fora.

OM AH HUM - NAMO KUAN SHIH YIN PU SA

Confira suas bênçãos a mim.

OM TARE TAM SOHA- OM TARE TUTARE TURE SOHA - OM VAJRA SATTVA AH HUNG PHE SOHA

Em Mãe Kuan Yin. No Dharma. No Sanga. Tomo refúgio até a minha iluminação. Com prática da generosidade e das outras perfeições. 
Possa eu atingir o estado de iluminação. Para o benefício de todos os seres sencientes.

OM AH HUM

Nas gotas de chuva do teu olhar. Eu recebo o mantra OM AH HUM.
O néctar me embriaga e me faz centrar nas raízes do meu coração.
Salve a jóia tríplice. Salve os Eternos Budas, Dharmas e Sangas. Salve as Dez Direções. Ó Senhora, suas bênçãos são incontáveis

Avalokita - tara- Cherenzing - Miao San - Kanzeon

Seus Nomes, suas Formas, seus Aromas, seus Milagres, sua Força, seu Poder, seu Amor.

OM AH HUM

Salve a Mãe.

Nela, uma bênção,
Nela, uma causa,
Nela, uma consequência,
Nela, uma claridade,
Nela, uma cura,
Nela, uma promessa,
Nela, uma luz

Penso em ti quando falo,
Penso em ti quando ouço,
Penso em ti quando vejo,
Penso em ti quando ando,
Penso em ti sinto,
Penso em ti quando amo,
Penso em ti quando acordo,
Penso em ti sempre.

Minha amada Mãe Kuan Yin na plenitude da tua fragrância,
Na luz que tremula todas as bandeiras de mantras, minha oferenda, meu carinho,
Minha reza, meu olhar, meu sorriso, minha vida, minha devoção, minha reverência.

Salve a Avalokita de infinitas bênçãos sob o pálio de nuvens perfumadas deste incenso dedico a ti, ó Rainha da Compaixão meu universo de existência e minha devoção.

OM MANI PADME HUM

Fonte:108 Luzes de Kuan Yin, Sutras Sagradas e Rituais de Kuan Yin
Autor: Sandra Meirelles

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AS 108 LUZES DE KUAN YIN




Kuan Yin é a luz da abundância
Kuan Yin é a luz do aqui
Kuan Yin é a luz do agora
Kuan Yin é a luz do amor
Kuan Yin é a luz da alegria
Kuan Yin é a luz da bondade
Kuan Yin é a luz da beleza
Kuan Yin é a luz da benevolência
Kuan Yin é a luz do caminho
Kuan Yin é a luz da caridade
Kuan Yin é a luz do centro
Kuan Yin é a luz da compaixão
Kuan Yin é a luz da concentração
Kuan Yin é a luz da consciência
Kuan Yin é a luz da dignidade
Kuan Yin é a luz da delicadeza
Kuan Yin é a luz doadora
Kuan Yin é a luz da esperança
Kuan Yin é a luz da energia
Kuan Yin é a luz do entendimento
Kuan Yin é a luz do equilíbrio
Kuan Yin é a luz do esplendor
Kuan Yin é a luz da exaltação
Kuan Yin é a luz da fé
Kuan Yin é a luz da forma
Kuan Yin é a luz do fogo
Kuan Yin é a luz da fonte
Kuan Yin é a luz da força
Kuan Yin é a luz do fulgor
Kuan Yin é a luz da fraternidade
Kuan Yin é a luz da graça
Kuan Yin é a luz guardiã
Kuan Yin é a luz da glória
Kuan Yin é a luz do infinito
Kuan Yin é a luz da justiça
Kuan Yin é a luz da inspiração
Kuan Yin é a luz da liberdade
Kuan Yin é a luz da luz
Kuan Yin é a luz da misericórdia
Kuan Yin é a luz do mundo
Kuan Yin é a luz do mistério
Kuan Yin é a luz onipotente
Kuan Yin é a luz onisciente
Kuan Yin é a luz onipresente
Kuan Yin é a luz da paz
Kuan Yin é a luz do perdão
Kuan Yin é a luz da perfeição
Kuan Yin é a luz do poder
Kuan Yin é a luz da prosperidade
Kuan Yin é a luz da pureza suprema
Kuan Yin é a luz do reino divino
Kuan Yin é a luz da renovação
Kuan Yin é a luz da reconstrução
Kuan Yin é a luz da riqueza
Kuan Yin é a luz da sabedoria
Kuan Yin é a luz sagrada
Kuan Yin é a luz da saúde
Kuan Yin é a luz do silêncio
Kuan Yin é a luz da transformação
Kuan Yin é a luz Que Tudo Ouve
Kuan Yin é a luz Que Tudo Sabe
Kuan Yin é a luz Que Tudo Vê
Kuan Yin é a luz da unidade
Kuan Yin é a luz da verdade
Kuan Yin é a luz da vida
Kuan Yin é a luz da vitória
Kuan Yin é a luz da vontade
Kuan Yin é a luz da semente
Kuan Yin é a luz da raiz
Kuan Yin é a luz da folha
Kuan Yin é a luz da flor
Kuan Yin é a luz de Mani
Kuan Yin é a luz de Padme
Kuan Yin é a luz de Hum
Kuan Yin é a luz do sol
Kuan Yin é a luz da lua crescente
Kuan Yin é a luz da estrela guia
Kuan Yin é a luz da água viva
Kuan Yin é a luz do perfume
Kuan Yin é a luz dos mestres
Kuan Yin é a luz do som puro e sagrado
Kuan Yin é a luz do dharma
Kuan Yin é a luz do bodisatva
Kuan Yin é a luz do sanga
Kuan Yin é a luz da fala correta
Kuan Yin é a luz da mente correta
Kuan Yin é a luz da canção pura
Kuan Yin é a luz do sutra da devoção
Kuan Yin é a luz do lótus
Kuan Yin é a luz vencedora
Kuan Yin é a luz do alimento
Kuan Yin é a luz da oração
Kuan Yin é a luz cheia de piedade
Kuan Yin é a luz do escudo de proteção
Kuan Yin é a luz da nuvem magnífica
Kuan Yin é a luz da atividade consagrada
Kuan Yin é a luz da dharani
Kuan Yin é a luz do Maha Karuna
Kuan Yin é a luz da substância viva
Kuan Yin é a luz do ser
Kuan Yin é a luz da vacuidade
Kuan Yin é a luz do Om Maha Suka Hum
Kuan Yin é a luz da porta de Shamballa
Kuan Yin é a luz da conexão de Shamballa
Kuan Yin é a luz do Mantra Vajra
Kuan Yin é a luz dos sutras
Kuan Yin é a luz das contas do rosário
Namo Kuan Shih Yin Pu Sa





Autoria: Sandra Meirelles
108 LUZES DE KUAN YIN®

Fonte : aterrapuradekuanyin.blogspot.com

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pare de se sentir culpado por tudo


 

Pare de se sentir culpado por tudo

Claro que, quando erramos, temos que nos desculpar. Ser humilde e reconhecer os próprios erros faz parte da vida. Mas, muitas vezes, nos sentimos culpadas sem termos feito nada errado!

Veja como se livrar desse sentimento e sinta um alívio instantâneo

Você já reparou que a grande maioria das pessoas vive às voltas com a culpa? Culpa por não dar a atenção devida ao amigo. Culpa por não acolher tal pessoa. Culpa por ter (ou não) tomado tal atitude… Os motivos variam, mas lá está a culpa sempre nos atormentando.
Pois eu digo que a paz interior só será conquistada se você ouvir a própria alma e der espaço para o bom-senso. A culpa, minha gente, assim como a tristeza, a angústia, a pena e todas as sensações ruins, são puro sentimentalismo.
A sociedade nos obriga a sermos bonzinhos, e sofremos com essa imposição. A culpa traz dor e desconforto. Significa que estamos agindo inadequadamente, dando uma farta atenção às cobranças infundadas que são feitas nas nossas vidas. “Você tem que ser assim, você tem que fazer assado”, nos dizem.

Por exemplo: temos que fazer algo pelo outro porque ele é coitadinho. A ameba do “tem que” aparece e diz que você “tem que ajudar’. Ela pressiona, traz a culpa e você acaba cedendo. Veja bem: culpa nada tem a ver com a sua vontade, que é genuína e vem da alma.
Quando a gente dá ouvidos a essas amebas perdemos o entusiasmo, bloqueando nossos caminhos. Ora, dê uma basta nisso. Lembre-se: você não é obrigada a fazer nada que sua alma não queira de fato.

Você notará um alívio ao ficar em sintonia com sua alma. Não importa o que dizem a seu respeito. Você está bem consigo mesma. Com o tempo, sentirá ainda mais coragem pra ser autêntica com as pessoas. Pare de pedir desculpas e assuma-se. O respeito por si mesma fará você aperfeiçoar suas habilidades sem sofrer.
Agora você pode perguntar: como ficar do lado da minha alma? Simplesmente sendo você mesma! Confie no próprio taco, não faça tipos para agradar ninguém, faça só o que gosta. Quem não está bem consigo mesmo, não vai pra frente. Quem está, se realiza.
Meu recado é: ouça a voz que vem do seu coração. Não subestime sua intuição. O desafio é administrar a nossa alma de um lado e, do outro, tudo o que se aprendeu e as cobranças. Imponha-se! Assim, você encontrará a paz e se libertará das falsas culpas.

Luiz Antonio Gasparetto

http://mdemulher.abril.com.br/blogs/luiz-gasparetto/

Deixa o ciúme pra lá e seja feliz!


Deixa o ciúme pra lá e seja feliz!


Nossa, como a pessoa ciumenta sofre! Ela passa a exigir demais do parceiro. E vicia nele! Quanto mais exige, menos amor-próprio tem. É um ciclo sem fim. Não podemos nos deixar levar por ele. Você deve estar se perguntando: “Mas como controlar algo que vem de lá de dentro? Como neutralizar o ciúme assim que ele dá sinal de vida?“.

Muito bem, vamos fazer um trabalho de auto-suficiência. Isso significa que você precisa se bastar. Para ser feliz no amor é preciso primeiro estar bem interiormente. E não submetida à estima e ao apoio do outro. Aquilo que você procura no parceiro não vai encontrar! Não antes de se tornar uma pessoa bacana para si mesma. Quando começa a cultivar suas próprias virtudes, você consegue estar plena afetivamente. Naturalmente você cria uma atmosfera em volta de si e atrai pessoas com as características que almeja.

A salvação do ser humano é parar de querer do outro o que está dentro de si! Há ainda aqueles que vivem afirmando que são carentes. Oras, isso é vergonhoso! Carência não significa que se precisa receber, e sim dar. Dar a si mesma. Preencher-se com seu eu. Nada importa mais do que SUA aprovação.

Entendeu a dinâmica do processo? Sim, mas ainda não tem segurança de que conseguirá colocá-la em prática? Vamos lá: assim que o ciúme surgir, recolha-se, feche os olhos, respire e solte suas preocupações. Preparada? Faça agora, calmamente, a seguinte mentalização: “Sou completa e despreocupada. Só atraio o bem. As forças espirituais agem a meu favor porque eu me respeito e me coloco em primeiro lugar. Jogo fora velhas ideias e assumo atitudes novas, visando o meu melhor”.

Imagine agora uma luz no seu peito, quente e confortável, que vai se acendendo e se abrindo. À medida que ela brilha, você muda de lugar e se vê numa praia. Uma música vem do ar como se seres invisíveis tocassem pra você. Isso começa a lhe dar paz. Em pensamento, diga:

“Eu sou livre para escolher. E escolho ser feliz porque sou boa.
Neutralizo qualquer emoção que sabote minha alegria. Sou responsável pelo meu bem-estar. E só vou alimentar emoções que me tragam leveza e conduzam à realização. Faço a minha parte e, assim, contribuo para a minha evolução”.

Luiz Antonio Gasparetto
http://mdemulher.abril.com.br/blogs/luiz-gasparetto/viver-bem/deixa-o-ciume-pra-la-e-seja

PARA SE GUARDAR UM AMOR





A gente nunca deveria se acostumar com o amor. Deveríamos ter sempre essa sensação de novo, novidade, como se, cada manhã, descobrindo o nascer do dia, nos extasiássemos diante do espetáculo como se ele jamais tivesse acontecido antes.

Falta cuidados com o amor, com a nobreza dele e é por isso que ele se apaga. O frio no estômago passa logo que o amor toma posse, o coração bate menos rápido com o decorrer dos dias, a saudade precisa de mais tempo para ser sentida e os hábitos se instalam.

A diferença básica entre homens e mulheres é que a primeira parte é mais racional, vê e ouve somente o que quer, se satisfaz com mais facilidade fisicamente e a segunda... ah, a segunda!... essa é a guardadora dos sonhos que faz com que muitos relacionamentos continuem até depois que o sentimento acabou.

As mulheres trazem quase sempre escondido no peito a caixinha de promessas dos primeiros encontros, dos primeiros suspiros, primeiras palavras trocadas, elas guardam datas, tentam adivinhar os desejos, se especializam em surpresas e esperam secretamente ser adivinhadas.

 Algo que aprendi com o tempo foi que o amor não é um conjunto de compatibilidades, mas a aceitação das incompatibilidades. Não amamos a outra pessoa quando ela tem algo que nos agrada, mas quando o que não nos agrada torna-se menos importante, mesmo se continua a existir. O amor está na diferença do contrapeso.

É preciso, para se guardar um amor, ter-se a memória fraca para certas coisas e um coração desesperadamente atento para outras. É preciso conhecer certos detalhes e dar-lhes a devida importância, apreciar o pôr-do sol como se fosse a primeira vez e se dar as mãos como se elas nunca se tivessem separado.

Autora : Letícia Thompson
Imagem : Google

terça-feira, 14 de junho de 2011

COMO ATIRAR VACAS NO PRECIPÍCIO



Um filósofo passeava por uma floresta com um discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. De acordo com o mestre, tudo que está diante de nós nos oferece uma chance de aprender ou ensinar.
Quando cruzavam a porteira de um sítio que, embora muito bem localizado, tinha uma aparência miserável, o discípulo comentou:
- O senhor tem razão. Veja este lugar... Acabo de aprender que muita gente está no paraíso, mas não se dá conta disso e continua a viver em condições miseráveis.
- Eu disse aprender e ensinar – retrucou o mestre. Constatar o que acontece não basta; é preciso verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas.
Bateram à porta da casa e foram recebidos pelos moradores: um casal, três filhos, todos com as roupas sujas e rasgadas.
- O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas – observou o mestre ao pai de família. Como sobrevivem aqui?
E o homem, calmamente, respondeu.
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Parte desse produto nós vendemos ou trocamos, na cidade vizinha, por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte, produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo. E assim vamos sobrevivendo.
O filósofo agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi embora. No meio do caminho, disse ao discípulo:
- Pegue a vaquinha daquele homem, leve-a ao precipício e jogue-a lá embaixo.
- Mas ela é a única forma de sustento da família! - espantou-se o discípulo.
O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe pedira o mestre, e a vaca morreu na queda. A cena ficou gravada em sua memória.
Muitos anos depois, já um empresário bem-sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente.
Ao chegar lá, para sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver. Apertou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático.
- Para onde foi a família que vivia aqui há dez anos?
- Continuam donos do sítio.
Espantado, ele entrou correndo na casa, e o senhor logo o reconheceu. Perguntou como estava o filósofo, mas o rapaz nem respondeu, pois se achava por demais ansioso para saber como o homem conseguira melhorar tanto o sítio e ficar tão bem de vida.
- Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu – disse o senhor. Então, para sustentar minha família, tive que plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive que replantar as árvores e precisei comprar mudas. Ao comprar mudas, lembrei-me da roupa dos meus filhos e pensei que talves pudesse cultivar algodão. Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas.
Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu!


DO LIVRO : COMO ATIRAR VACAS NO PRECIPÍCIO

Imagem : Google

COMO LIDAR COM AS NOSSAS EMOÇÕES

A palavra emoção provém do verbo latino emovere, que significa mover ou movimentar, sendo, portanto, qualquer tipo de sentimento que produza na mente algum tipo de movimentação, que tanto pode ser positiva, negativa ou mesmo neutra.

-Porque sou ansioso?
Para aprender a ser tranquilo.

-Por que tenho medo?
Para ter coragem.

-Por que sou tímido?
Para ser mais espontâneo.

-Por que sinto mágoa?
Para aprender a compreender.

-Por que sou orgulhoso?
Para aprender a ser humilde.

-Por que sou triste?
Para aprender a ser alegre.

-Por que sou tão materialista?
Para buscar a espiritualidade.

-Por que sinto raiva?
Para aprender a perdoar.

-Por que sinto ódio?
Para buscar o amor.


-Precisamos de uma reforma íntima para curar nossas emoções;
-Maturidade emocional;
-Tolerância a contrariedade e insatisfações,
-Combater a imaturidade emocional;
-Reações violentas quando contrariado, respostas agressivas diante de adversidades, falta de autocrítica (egoístas não tem controle de nenhum sentimento);
-Aprender a ver o mundo pelo ângulo da outra pessoa;
-Ponto de equilíbrio: o ponto do meio;
-Respeito;
-Precisamos desenvolver nossa consciência;
-Ignorância X sabedoria;
-Orai e vigiai;
-O inimigo não existe;
-Tomar consciência das emoções. Você não pode controlar aquilo que desconhece;
-Usar o humor;
-Ser flexível.

A escolha depende essencialmente do grau de consciência em que nos encontramos. Quanto mais determinados estivermos em resgatar a nossa condição natural, que é a felicidade, maiores serão as chances de que a alcancemos rapidamente.
Sempre olhe de um ângulo a partir do qual você encontre mais felicidade.




EMOÇÃO
   ANTÍDOTO
Ódio
    Amor
Mágoa
    Compreensão

Medo 

    Coragem
Timidez
    Espontaneidade

Orgulho

    Humildade
Materialismo        
    Espiritualidade
        
    

A flor do lótus é um símbolo de todo o oriente. Simboliza a pureza espiritual, que não é maculada pelo cotidiano, assim como as flores de lótus não se mancham com o lodo sobre o qual crescem.
Na simbologia oriental, o ser humano deve se inspirar no exemplo da flor de lótus para permanecer puro, mesmo em meio à toda a corrupção do mundo.
Quando sentimos raiva, mágoa, ódio, medo, orgulho, inveja, tristeza e emoções similares, ficamos atolados. Presos nesta energia densa. Ficamos paralisados na nossa raiva, no nosso ódio, no nosso egoísmo, paralisados no nosso medo, no nosso orgulho, na nossa inveja, na nossa tristeza.
Esta paralisação nos arrasa, o tempo vai passando, continuamos ali, paralisados e as emoções nos consumindo por dentro.
Assim surgem as doenças.
Precisamos transformar as emoções que nos movimentam negativamente em emoções positivas, que nos façam evoluir.

-E quanto às pessoas que nos despertam estas emoções?
        O amigo ou a amiga, o marido ou a esposa, o namorado ou a namorada, o colega ou a colega, o chefe ou a chefe que lhe mentiu, lhe traiu, lhe tratou mal, que foi egoísta, que lhe deixou triste, que gritou o que fazer?
Reze por ele (a) para que encontre seu caminho e consiga seguir na luz.
Não lhe queira mal, agradeça por esta oportunidade de crescimento e aprenda que amar quem lhe faz bem é muito fácil.
Difícil é amar incondicionalmente.
Então pense na chance que você teve de crescer, de exercitar a sua bondade, de aprender a crescer.

Derrote a mentira, a ingratidão, a traição, a falsidade, o ódio e a inveja com o amor.   
Agradeça às pessoas que cruzam o seu caminho, independente do que elas vieram lhe ensinar.

Abra seu coração, faça uma oração, peça por todos os seus amigos, pela presença ou ausência deles, pelo bem ou mal que lhe fazem, pois apenas o amor poderá celebrar a vida, transformar os corações e unir as pessoas.

Namastê!