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domingo, 22 de maio de 2016

Túlipa, O Símbolo de Istambul

on 2012/05/17
 
Há quem pense que esta magnífica flor tem origem na Holanda, mas de facto a sua origem é Turca! O seu nome original lali mudou para Lale. O nome ocidental é derivado do nome Persa “Thouliban” que significa turbante.
Depois de crescer nos campos da Anatólia até ao séc. XVI, passou a ter um lugar proeminente nos jardins dos palácios Otomanos em Constantinopla.
O sultão Suliman, o magnífico organizou festas sumptuosas e onerosas todas as  primaveras em sua honra na noite de lua cheia. O livro mais antigo que fala dessas festas menciona 1588 tipos diferentes de túlipas já nessa época.
Nesse tempo, o comercio de tulipas era muito controlado e era proibida a sua exportação para fora da capital do império Otomano. No entanto em 1554, um botânico flamenco, na altura embaixador austríaco na Turquia, enviou alguns bolbos e sementes de tulipas para Viena onde tentaram plantá-las sem sucesso. Depois fizeram testes na Holanda em 1593 que é neste momento o maior produtor mundial desta flor.
Desde 2006, tornou-se o emblema da cidade de Istambul que celebra um festival anual dedicado às tulipas.

Assim que os turistas chegam ao aeroporto de Ataturk são imediatamente cativados pelos canteiros coloridos que podem observar pela avenida que segue ao longo da costa do Mar de Marmara.
De Eyüp a Sultanahmet, e também nas costas Europeia e Asiatica do Bosforo, e também por muitos outros bairros, as tulipas estão por todo o lado.
No entanto, o local mais encantador é sem duvida o parque de Emirgan que sempre foi conhecido pelas suas plantações. Num cenário idílico que combina o lago, árvores lindas e casas maravilhosas que em tempos serviram como casas de caça para os sultões, as tulipas são rainhas!
Vemo-las ao longe com as suas cores extravagantes a fazerem poses para as inúmeras câmaras que tiram fotografias de todos os ângulos.
No primeiro festival das tulipas, mais de 3 milhões de bolbos foram plantados. Este ano mais de 11 milhões de tulipas de todos os géneros dão maior beleza a Istambul.

Tulipa: a flor que veio da Turquia

Ao contrário do que todos imaginam, as tulipas são originárias da Turquia e não da Holanda.
O nome da flor foi inspirado na sua forma invertida que lembra um turbante, em turco-otomano, tülbend, que mais tarde foi “afrancesado” e mudou para tulipe.
Na primavera, os jardins turcos ficam ainda mais bonitos com a florada das tulipas!

Tulipas 

fonte: www.voali.com.br

terça-feira, 27 de agosto de 2013

55 CURIOSIDADES SOBRE GATOS..


Sabia que o gato mais idoso até hoje foi um gato russo que morreu em 1939 um dia depois do seu 36º aniversário? Ou que o tempo de vida médio de um gato doméstico é de 16 anos? Descubra mais factos sobre um animal de estimação fascinante: o gato!

1-Os gatos puros brancos com olhos azuis são muitas vezes propensos à surdez
2-Os gatos usam os bigodes para medirem as distâncias
3-Um cérebro de um gato tem mais similaridades com o cérebro humano do que um cão
4-Os gatos andam com os dedos
5-O padrão do nariz de um gato é tal e qual a impressão digital de um humano, é único
6-À noite os gatos veem 6 vezes melhor do que os humanos
7-Os gatos necessitam de 5 vezes mais proteína do que os cães, por isso, não se deve dar comida de cão a um gato
8-Os gatos passam cerca de 30% do tempo a limparem-se e pentearem-se
9-Um gato salta 5 vezes a sua altura
10-Um gato tem 11,6% mais ossos do que um ser humano
11-Um gato tem cerca de menos 23% de músculos do que um ser humano
12-Um gato tem mais vértebras na sua coluna do que um ser humano
13-Cada orelha de um gato tem 32 músculos, enquanto a de um ser humano apenas tem 6
14-Uma orelha de gato roda 180 graus
15-Um gato tem uma audição mais sensível do que os humanos ou cães
16-O campo de visão de um gato é cerca de 185 graus e a sua visão periférica é cerca de 285 graus
17-Um gatinho bebê abre usualmente os seus olhos por volta dos 7 a 10 dias de idade
18-Um gatinho começa a ouvir com cerca de 2 semanas de vida
19-Um gato tem 80 milhões de células olfativas enquanto um humano tem apenas 20 milhões
20-Os olhos dos gatos existem em 3 formatos: redondos, epicânticos ou amendoados
24-Os gatos têm 24 vibrissas (bigodes)
25-Cada almofada de bigodes tem 4 filas
26-Os gatos têm 30 dentes, enquanto os cães têm 42 e os humanos 32
27-O maxilar de um gato não se movimenta lateralmente
28-Quando bebem, os gatos sorvem o líquido para trás com a língua
29-A cor dos olhos de um gatinho vai mudando à medida que o tempo passa
30-Os gatos domésticos ronronam ao mesmo tempo que expiram e inspiram
31-Os gatos têm 5 dedos nas patas da frente e 4 nas patas de trás
32-O gato mais pesado até hoje pesava 20 quilos (o peso médio de um gato doméstico é entre 3 e 4 quilos)
33-A temperatura normal de um gato é de 38ºC
34-Um gato inspira cerca de 20 a 40 vezes por minuto
35-Um gato pode correr a 50 km por hora
36-O pulso normal de um gato é 2 vezes mais rápido que o humano
37-Cerca de 10% dos ossos do gato estão na cauda
38-A raça Ragdoll é a maior raça, enquanto a Singapura é a menor
39-Um gato normal é 4 vezes maior do que um de raça Singapura
40-A refeição média de um gato é equivalente a 5 ratos
41-Os gatos foram domesticados há metade do tempo que os cães
42-Ronronar nem sempre é um sinal de felicidade: um gato pode ronronar quando está com dores
43-A gestação de uma gata dura 9 semanas
44-Uma gata fêmea pode atingir a sua maturidade sexual entre 6 a 10 meses de idade
45-Durante o período reprodutivo da vida de uma gata, uma fêmea pode ter mais de 100 gatinhos
46-Os gatos recebem um sentido de segurança pela voz do dono, por isso, deve-se ter atenção ao tom da voz (um gato percebe se gritarmos com ele, no entanto, isso não significa que ele se interesse)
47-Um gato com 10 anos de idade corresponde a 50 anos de vida humana
48-O tempo de vida médio de um gato doméstico é de 16 anos
49-O gato mais idoso até hoje foi um gato russo que morreu em 1939 um dia depois do seu 36º aniversário
50-Há um ditado que diz que quando um gato dorme com as 4 patas enroladas debaixo do corpo, vem aí muito frio
51-O gato era um animal sagrado no antigo Egito – matar um gato era punido com a morte
52-Os antigos egípcios foram o primeiro povo a domesticar os gatos
53-Os antigos egípcios rapavam as sobrancelhas como sinal da morte de um gato
54-O temperamento de algumas raças de gatos como o Bengala, Birmanês ou Ocicat, entre outras, é semelhante ao do cão, estes gatos são mais propícios a treinos como o sentar, ir buscar, rebolar…
55-As famílias de gatos funcionam melhor em números pares, gatos e gatinhos devem ser adotados em pares, sempre que possível

Fonte: http://anossavida.pt/artigos/53-curiosidades-sobre-gatos



terça-feira, 9 de julho de 2013

O Sol E A Lua

"Diz uma lenda que o Sol e a Lua sempre foram apaixonados um pelo outro, mais nunca podiam ficar juntos, pois a Lua só nascia ao por do Sol. Sendo assim , Deus na sua bondade infinita criou o eclipse como prova que não existe no mundo um amor impossível."
integracaoholistica.blogspot.com

domingo, 2 de junho de 2013

O QUE É TERAPIA HOLÍSTICA?


O QUE É TERAPIA HOLÍSTICA?
 
A terapia holística é aquela que segue os princípios do holismo (do grego holos que significa inteiro ou todo). Ou seja: trata o ser humano como um todo, não através de uma visão fragmentada do real.
A abordagem holística acredita que os elementos físico, emocional, mental e espiritual de cada pessoa forma um sistema e objetiva tratar de toda a pessoa em seu contexto, concentrando-se tanto na causa da doença como nos sintomas.
Hoje em dia as terapias holísticas trabalham tendo entendimento de que toda a doença começa quando perdemos a fé em nós mesmos, quando não acreditamos em nossas capacidades e nos desligamos do “espírito”. Depois esta falta de fé, gerará pensamentos densos, confusos e negativos. Todo pensamento gera uma emoção. Portanto, se formos pessimistas, por exemplo, o pessimismo gerará mau humor, raiva, ressentimento ou alguma emoção negativa. E a própria física quântica já comprovou que todo o pensamento gera uma emoção. Por fim, se ficarmos somatizando essas debilidades por muito tempo, o corpo físico sofrerá com dores, doenças e disfunções.
A terapia holística é hoje uma das terapias que mais crescem no mundo e geralmente elas fazem parte das medicinas orientais (como a Medicina Tradicional Chinesa e Medicina Ayurveda), utilizadas a milhares de anos. O motivo do aumento da procura por estes tratamentos se deve ao fato de que todas elas enfocam o ser humano como um ser integral. Sendo assim, no enfoque holístico a doença do corpo físico é apenas o reflexo das desarmonias que já existem nos corpos energéticos.
Dentre as técnicas mais divulgadas no Brasil estão: Reiki, Yoga, Acupuntura, Florais, Do-In, Shiatsu, Ta-Chi-Chuan, Massagem, Reflexologia, Ortomolecular, entre outras.
Essas técnicas podem ajudar as pessoas a aliviar o stress físico, dores nas costas, previne e combate depressões, insônia, TPM, ansiedades. Fazendo uso de vários métodos diferentes, podemos detectar o que está realmente gerando desequilíbrio.
É importante saber que dentro do paradigma holístico e até mesmo legal, o terapeuta não é médico, nem doutor. Por isso não pode usar terminologias como paciente, receita, diagnóstico, doenças ou medicamentos. Um bom terapeuta, assim como qualquer profissional que queira servir e respeitar o próximo, bem como ajudar na evolução da humanidade, precisa especializar-se, ter uma boa formação, muita pesquisa e dedicação, pois estes são ingredientes essenciais para um bom profissional.
Para escolher um bom profissional, precisamos saber a sua procedência e as necessidades que nós temos. Caso o terapeuta seja bem recomendado, cumpre com todos os quesitos da legislação, tem seus alvarás em dia e um local apropriado para atender, podemos confiar. Entretanto se o terapeuta não fez uma boa formação, não tem alvará, atende em locais inapropriados, fica difícil dar credibilidade a ele e de receber os benefícios deste trabalho.
Então, se você tem interesse em cuidar do corpo, da mente e do espírito, pesquise mais e procure a terapia que mais lhe agradar. Conheça mais destas técnicas milenares de cura e equilíbrio e você verá o quanto elas auxiliam para a nossa saúde física e para o nosso bem estar.

Por Cátia Bazzan – Uma das coordenadora do Curso de Terapia Holística / Autora do livro Ame Quem Você é / Proprietária do Espaço do Céu – Centro de Terapia Holística

sábado, 21 de janeiro de 2012

GRAAL Cálice Sagrado

GRAAL
Cálice Sagrado
LENDA
Antecedendo à criação do homem, houve uma grande batalha no céu. O Arcanjo Miguel e seus anjos guerrearam contra Lúcifer. O adversário e seus anjos combateram ferozmente, diz a Bíblia: “todavia não venceram, nem acharam mais seu lugar no céu. E a antiga serpente, o Grande Dragão chamado de demônio ou satanás, foi expulso de lá, sendo atirado para a terra com seus anjos”.
Diz a lenda que Lúcifer trazia uma pedra colada na testa, uma esmeralda que funcionava como um terceiro olho. Quando Lúcifer foi atirado pelo Arcanjo Miguel à terra, a esmeralda partiu-se e sua visão ficou prejudicada. Um pedaço permaneceu em sua testa dando-lhe uma visão distorcida de sua situação como anjo caído; o outro fragmento foi guardado pelos anjos, e somente mais tarde foi esculpido, tornando-se um Graal e levado depois por Arimatéia, da Palestina para a Grã-Bretanha.
A lenda do Santo Graal se encontra em livros da cavalaria medieval e em muitas literaturas da Europa.
Para que tenhamos um melhor entendimento, o Graal é uma relíquia, ou seja, o resto mortal de algum santo.
Jesus Cristo teve contacto com a coluna em que foi torturado, o sudário, a lança de Longino, os pregos e a coroa de espinhos.
Tudo isto foi encontrado, catalogado, registrado. E o Graal? Acreditamos que por ser uma relíquia sagrada, pelos poderes que afirmam ter, inclusive de que nele flui um líquido prodigioso, que dá forças e juventude perene a quem o beba, justifica esta busca incansável.
Muito tempo após Arimatéia ter levado o vaso sagrado da Palestina para Grã-Betanha é que começa então a desenrolar a história da Távola Redonda, nome dado à mesa em que o lendário rei Artur reunia seus doze cavaleiros, com o objetivo principal de encontrar o Graal, o qual foi aparecer em sua corte, achado por Merlin, o feiticeiro, que por sua vez passou ao cavaleiro Persival, o qual desapareceu tão misteriosamente como surgiu.
Outros personagens lendários medievais, como Tristão, Lonhengrin ou o Cavaleiro do Cisne, Lancelot do Lago e Galaad teriam participado efetivamente neste trabalho.
O QUE É O SANTO GRAAL
Graal, em português antigo, significa cálice, taça ou vaso.
É o cálice que Jesus usou na última ceia e que depois serviu de recipiente para recolher seu sangue na cruz; e também serviu para instituir a eucaristia.
O cálice, da mesma forma que o coração, desempenha um papel importante nas tradições antigas. Nos hieróglifos sagrados egípcios, o coração é figurado pelo emblema de um vaso. Tal simbolismo ocorreu também entre os celtas, que se referiam ao Graal como um caldeirão, mas sofreu adulterações de caráter folclórico antes de ser cristianizada.
Os recipientes, como a taça, o caldeirão e os vasos, são símbolos da matriz da vida. É no vazio que acontece o ciclo permanente de nascimento, morte e renascimento.
Muitas vezes o Graal foi descrito não como um cálice, mas como uma pedra. Neste sentido o símbolo é profundamente alquímico, ou seja, a conciliação dos opostos mediante a harmonia entre o céu e a terra. A etimologia da palavra Graal é controvertida. Costuma-se considerá-la como oriunda do latim “ gradais” - cálice. Outros dizem que vem de outra palavra latina – “graduale” que significa “gradual” , um livro de orações e cânticos místicos.
O símbolo do cálice sagrado, enquanto motivo de poder e fonte de milagres, é tão antigo quanto a História. A Taça Sacra teve múltiplos precursores e apareceu sob variadas formas antes de ter sido identificada com o ritual usado na missa católica.

ONDE SE ENCONTRA O GRAAL FÍSICO, ATUALMENTE

Há a versão de que se encontra em poder da Ordem dos Templários; mas nossa opinião é de que Ele esteja na Espanha, pois uma tradição antiqüíssima afirma ter sido o mesmo levado à Península Ibérica por Tritured, rei da Capadócia, que fundou em Mensalvat, nas montanhas da Galícia, um mosteiro para a guarda da relíquia sagrada. De fato, na sala capitular da catedral de Valência conserva-se um cálice, lavrado em ágata, que dizem ter sido enviado de Roma à Espanha, ao tempo da perseguição de Valeriano, pelo mártir São Lourenço.
Atualmente, existem inúmeras Ordens que estudam e cultuam o Graal; citamos as seguintes:
Ordem Sagrada do Templo e do Graal
Na luz da verdade (Abdruschin)
e outras

SANTO GRAAL MÍSTICO

Todos nós possuímos o Graal Místico, mesmo em estado embrionário, composto de matéria de níveis sutis de consciência, o qual é representado pelo nosso coração espiritual.
O Graal Místico, em condição latente, torna-se completo, desenvolvido, quando ativamos totalmente os chakras cardíaco e coronário; e a partir de então se apresenta em forma de um grande cálice, de onde as doze pétalas douradas do chakra cardíaco desperto formam sua base; a parte superior da taça é representada pelo nosso chakra coronário desperto, com suas mil pétalas ou raios; as coroas usadas por reis e rainhas são como míseras réplicas físicas ou símbolos da incrível resplandecência do Santo Graal Místico!
Ele, o Santo Graal Místico, totalmente ativado, é o centro da iluminação, do amor divino e da unicidade em tudo.
Além de ser o receptáculo de onde “beberemos” energias divinas, é uma janela para o Infinito!
Texto cedido pelo amigo O jardineiro
portalarcoiris.ning.com

terça-feira, 17 de maio de 2011

RITUAL SOBRE BRASAS FAZ CORAÇÕES BATEREM EM SINCRONIA

Estudo mostrou que parentes e amigos daqueles que caminhavam sobre as brasas tiveram batimentos quase idênticos ao do caminhante

Até onde os moradores da pequena vila espanhola de San Pedro Manrique conseguem se lembrar, o povo dali caminha sobre o fogo.
Eles o fazem todo 23 de junho, à meia-noite, celebrando o solstício de verão ao cruzar um tapete de 7 metros de brasas de carvalho – que, após horas queimando, adquiriram um vermelho incandescente. O evento é repleto de pompa e simbolismo: procissões com estátuas religiosas, trombetas soando antes de cada caminhada sobre o fogo, e três virgens (atualmente, três mulheres solteiras).
Assim, quando cientistas quiseram medir o efeito fisiológico de andar sobre brasas para ver se havia escoras biológicas de rituais populares, eles encontraram alguns obstáculos.
“Falamos em medir a pressão arterial, os níveis de cortisona, a tolerância à dor”, contou Ivana Konvalinka, doutoranda em bioengenharia da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, que liderou a equipe. “Falamos até mesmo da ocitocina”, hormônio vinculado ao prazer.
Mas com a dificuldade de se obter tais leituras, eles se conformaram com os batimentos cardíacos – prendendo monitores nos “caminhantes” e espectadores, para ver se os batimentos do público aumentariam como o das pessoas caminhando descalças sobre brasas.
Pesquisadores investigaram o que há em rituais públicos, como a caminhada sobre brasas, que aumentam a coesão de um grupo
Pesquisadores investigaram o que há em rituais públicos, como a caminhada sobre brasas, que aumentam a coesão de um grupo
Porém, até mesmo persuadir as pessoas a usar monitores cardíacos não foi fácil. Antes de chegar, a equipe de pesquisa com antropólogos, psicólogos e especialistas em religiões havia recebido a permissão do prefeito de San Pedro Manrique. Depois ele hesitou, segundo Konvalinka.
“Ele nos disse que, se conseguíssemos recrutar pessoas, então tudo bem”, afirmou ela, “mas ele não aprovava e disse às pessoas que não participassem”.
Algumas pessoas desistiram ou se recusaram, incluindo aquelas que os caminhantes do fogo carregavam nas costas – grupo que os pesquisadores haviam pensado em monitorar. Mas outros abordaram os pesquisadores de última hora. Finalmente, eles monitoraram 12 caminhantes e 17 espectadores que estavam apenas visitando. O prefeito também pediu que os monitores fossem escondidos, ficando invisíveis à multidão que preencheu o anfiteatro especial da cidade para o evento, construído para 3 mil pessoas – cinco vezes o número de moradores locais.
Os pesquisadores queriam investigar o que atrai as pessoas a rituais públicos como a caminhada sobre brasas. “Existe a ideia de que os rituais aumentam a coesão do grupo, mas o que cria esse grupo?” questionou Konvalinka. “Supusemos a existência de algum tipo de medição autônoma do sistema nervoso que pudesse capturar os efeitos emocionais do ritual”.
Os resultados surpreenderam a todos. Os batimentos de parentes e amigos dos caminhantes sobre as brasas seguiram um padrão quase idêntico aos batimentos dos próprios caminhantes, subindo e descendo quase em sincronia – o que não ocorreu com os batimentos dos espectadores visitantes. Os batimentos de parentes se mantiveram sincronizados ao longo do evento, que durou 30 minutos, com 28 participantes realizando travessias de 5 segundos. Os batimentos cardíacos de parentes e amigos se igualaram aos dos participantes o tempo todo – antes, durante e após as travessias. Mesmo pessoas ligadas a outros caminhantes demonstraram padrões similares.
Especialistas não envolvidos no estudo disseram que, apesar do número reduzido de participantes, os resultados eram intrigantes. Eles agregam a pesquisas mostrando os batimentos de fãs de esportes de equipe quando seus times marcam e estudos demonstrando que pessoas em cadeiras de balanço ou batucando os dedos eventualmente sincronizam seus movimentos.
“É apenas um estudo, mas é muito bom”, disse Michael Richardson, professor-assistente de psicologia da Universidade de Cincinnati. “Ela mostra que a conexão a outras pessoas não ocorre apenas na mente. Há esses momentos comportamentais fisiológicos, dos quais não estamos cientes, ocorrendo continuamente com outras pessoas. Existe uma sólida fundação de pesquisas laboratoriais que é completamente consistente com suas descobertas. É sempre difícil conduzir esses estudos no mundo real. Este é o primeiro caso de sucesso em escala relativamente grande, numa situação natural”.
Richard Sosis, professor de antropologia da Universidade de Connecticut, afirmou que o estudo era “bastante empolgante”, contradizendo a “suposição de que os rituais produzem coesão e solidariedade apenas quando há compartilhamento de vocalizações, movimentos e ritmos” – atividades como cantar, dançar ou marchar em conjunto. Com o caminhar sobre brasas, os espectadores apenas observavam, sem compartilhar qualquer atividade ou ritmo com os participantes. E diferentes tipos de espectadores mostraram resultados distintos, com os locais em sincronia, mas não os visitantes.
Segundo Sosis, coeditor de uma nova publicação, “Religion, Brains and Behavior”, pode haver paralelos com rituais mais comuns, como casamentos, batismos ou bar mitzvahs. Ele citou um experimento em que Paul Zak, neuroeconomista, compareceu a um casamento e mediu os níveis de ocitocina da noiva, do noivo e de alguns parentes e amigos, descobrindo que muitos deles experimentaram picos de ocitocina – como se possuíssem um vínculo com o casal.
David Willey, físico da Universidade de Pittsburgh, em Johnstown, pratica a caminhada sobre brasas. Ele argumenta que a prática geralmente não queima, pois as brasas não transmitem calor suficiente em seu breve contato com os pés. A sincronização dos batimentos cardíacos faz sentido, disse ele, comentando seus encontros de caminhar sobre o fogo – onde “existe um acentuado sentimento de grupo”.
Pesquisadores podem encontrar sincronizações similares em outros rituais provocativos, como “dobrar barras de aço com o pescoço, caminhar sobre cacos de vidro e bungee jump”, declarou. “Eles podem vir ao meu quintal, se quiserem”.
Konvalinka declarou que a equipe pretende conduzir outro estudo sobre o caminhar em brasas, desta vez nas Ilhas Maurício. Mas também poderão retornar a San Pedro Manrique. “No final das contas”, disse ele, “acho que o prefeito não ligou de estarmos lá”.

Fonte: Último Segundo/The NYT

segunda-feira, 21 de março de 2011

A LENDA DO SANTO GRAAL - EM BUSCA DO CÁLICE SAGRADO



Ao longo da história, inúmeras lendas descrevem a eterna busca do ser humano por um objeto mágico e misterioso, capaz de curar as ferias do corpo e do coração, prolongar a existência e, ao fim, trazer algum tipo de resposta sobre o sentido e o significado da vida. 

Poucas, porém, têm a força da Lenda do Santo Graal, o misterioso cálice em que Jesus Cristo bebeu vinho na última ceia ou que, em outra versão, foi usado para recolheer seu sangue na cruz.
A saga medieval da procura da taça e, na verdade, uma metáfora sobre a viagem espiritual que todo o ser humano empreende ao decidir trilhar o caminho em direção ao autoconhecimento em busca de felicidade e realização pessoal. Em um tempo de incertezas como este que vivemos, o Graal guarda lições inspiradoras.


CAVALEIROS E PEREGRINOS

A lenda, de origem incerta, é na verdade uma amálgama que une passagens da Bíblia, rituais judaicos, mitos gregos e celtas e símbolos pagãos muito mais antigos do que o cristianismo. 

 "Apesar da referência à ceia e à crucificação de Jesus, não há citação ou referência ao cálice em nenhum dos Evangelhos do Novo Testamento, os textos que descrevem a trajetória do Mestre", afima Tereza Cavalcanti, profª de introdução à escritura sagrada da PUC/RJ. 

"Esse objeto é fruto da imaginação popular, que ao longo do tempo foi incorporando fatos e situações ao que está realmente nos textos sagrados".
A possibilidade da existência desse artefato sagrado incendiou corações e mentes na Idade Média, quando a lenda integrou-se aos romances de cavalaria, que se popularizaram por volta do século 12. 

 A aventura da busca pelo Graal incorporou, então, ideais como coragem, altruísmo e espírito heróico, atributos dos cavaleiros medievais. 

Esses intrépidos personagens renunciavam a suas famílias e posses para sair pelo mundo em longas e perigosas jornadas, combatendo dragões, salvando donzelas e também seguindo o rastro do misterioso cálice do salvador.

Nessa época, a busca do Graal colocava sob um enfoque romântico, aventureiro e cavalheiresco outro tipo de jornada espiritual, que se tornou hábito na época : a peregrinação.
Os devotos enfrentavam todo tipo de provação viajando a terras distantes para venerar relíquias sagradas, fragmentos de ossos, pedaços de túnicas ou qualquer outro objeto pretensamente atribuído a Jesus, Maria ou aos santos católicos. 

"Tanto a peregrinação como a busca do Graal são, ao mesmo tempo, viagens externas e experiências internas. Um peregrino e um cavaleiro deixam para trás suas vidas cotidianas e partem em busca de algo que lhes falta sem necessariamente saber o quê", explica a psicanalista americana Jean Shinoda Bolen, da Universidade de São Francisco, no livro O Caminho de Avalon - Os mistérios Femininos e a Busca do Santo Graal (ed Rosa dos Tempos).
Citações do Graal aparecem em quase todas as muitas versões da mais famosa dessas sagas, a do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda. 

Outra conhecida lenda dizia que ele está escondido no castelo do Rei Pescador, que, dono de uma ferida incurável, é soberano de um reino triste e decadente, arrasado pela fome e pelo sofrimento.
Segundo a História, o rei só será curado e suas terras recuperarão o antigo esplendor quando um cavaleiro de espírito puro e ideais elevados encontrar o castelo, e nele, o cálice. 

A lenda, que inspirou o filme O pescador de Ilusões, dirigido pelo inglês Terry Gillian, transpõe a saga para a Nova Iork dos anos 90 é, na verdade, uma metáfora sobre o autoconhecimento.
 
"Em um mundo marcado pela agressividade e competição como o de hoje, a busca simbólica do cálice sagrado continua atual", afirma Denise Gimenez Ramos, psicóloga e profª de ciências da religião da PUC/SP. 

"Ela representa a necessidade e a inspiração para retornarmos valores considerados femininos, compaixão e delicadeza, os mesmos que foram defendidos por Jesus Cristo."

FONTE : Texto Wilson F.D. Weigl, Revista Bons Fluídos