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domingo, 28 de junho de 2020
terça-feira, 26 de maio de 2020
terça-feira, 12 de maio de 2020
Conto zen Budista: "O monge e o escorpião"
Um monge e seus discípulos caminhavam pela estrada.
Quando passavam uma ponte, viram um escorpião sendo levado pelas águas.
O monge correu até a margem do rio e pegou o escorpião com a mão para que pudesse colocá-lo na margem do rio, em segurança. Contudo, o animal picou ferozmente a mão do monge, que abriu a mão, gemendo e chorando de dor, deixando o escorpião cair nas águas novamente.
Mais uma vez, tornou a pegar o escorpião, agora com um galho que estava na beira do rio. Colocou-o na margem, em cima de uma pedra, e voltou para junto dos seus discípulos.
Eles haviam assistido a cena e o receberam perplexos.
“Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!”
O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu: “Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.”
Conto Zen Budista : "Torne-se um lago"
O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d’água e bebesse.
– Qual é o gosto? – perguntou o Mestre.
– Ruim – disse o aprendiz.
O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago, então o velho disse:
– Beba um pouco dessa água.
Enquanto a água escorria do queixo do jovem, o Mestre perguntou:
– Qual é o gosto?
– Bom! – disse o rapaz.
– Você sente o gosto do sal? – Perguntou o Mestre.
– Não – disse o jovem.
O Mestre então sentou ao lado do jovem, pegou sua mão e disse:
– A dor na vida de uma pessoa é inevitável. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Então, quando você sofrer, a única coisa que você deve fazer é aumentar a percepção das coisas boas que você tem na vida.
Deixe de ser um copo.
Torne-se um lago.
A CERTEZA E A DÚVIDA
Buda estava reunido com seus discípulos certa manhã, quando um homem se aproximou:
– Existe Deus? – perguntou.
– Existe – respondeu Buda.
Depois do almoço, aproximou-se outro homem.
– Existe Deus? – quis saber.
– Não, não existe – disse Buda.
No final da tarde, um terceiro homem fez a mesma pergunta:
– Existe Deus?
– Você terá que decidir – respondeu Buda.
Assim que o homem foi embora, um discípulo comentou, revoltado:
– Mestre, que absurdo! Como o Senhor dá respostas diferentes para a mesma pergunta?
– Porque são pessoas diferentes, e cada uma chegará a Deus por seu próprio caminho.
O primeiro acreditará em minha palavra.
O segundo fará tudo para provar que eu estou errado.
E o terceiro só acredita naquilo que é capaz de escolher por si mesmo.
Conto Budista
domingo, 12 de janeiro de 2020
Os Sete Princípios dos índios havaianos Kahunas
Princípios essenciais da filosofia huna para abençoarmos o presente, confiarmos e esperarmos sempre o melhor.
O mundo é assim como você imagina que é, não existem limites, o poder vem do interior e está no aqui e agora.
- IKE – O mundo é assim como você imagina que é – você cria a sua realidade com suas crenças, atitudes, desejos, medos, sentimentos, julgamentos, pensamentos e emoções.
- KALA – Não existem limites – a separação é somente uma ilusão, portanto existem um potencial criativo ilimitado.
- MAKIA – A energia flui para onde a atenção se direciona – os pensamentos e as emoções determinam as experiências.
- MANAWA – O poder está no “aqui e agora” – mudando as limitações do presente, modifica-se o futuro.
- ALOHA – Amar significa sentir-se feliz com aquilo que se tem.
- MANA – Todo o poder vem do seu interior – ninguém mais tem o poder de mudar a sua vida a não ser você mesmo.
- PONO – A eficácia é a medida da verdade
sábado, 5 de outubro de 2019
" As lágrimas são um rio que nos leva a algum lugar.
O choro forma um rio em volta do barco que carrega a vida da alma.
As lágrimas erguem seu barco das pedras, soltam-no do chão seco, carregam-no para um lugar novo, um lugar melhor.
Há oceanos de lágrimas que as mulheres nunca choraram por terem sido ensinadas a levar para o túmulo os segredos dos pais e das mães, dos homens, da sociedade, bem como os seus próprios.
O choro da mulher sempre foi considerado muito perigoso, pois ele abre os trincos e os ferrolhos dos segredos que ela carrega. Na realidade, porém, para o bem da alma selvagem da mulher, é melhor chorar.
Para as mulheres, as lágrimas são um princípio de iniciação para o ingresso no clã das cicatrizes, essa eterna tribo de mulheres de todas as cores, todas as nacionalidades, todos os idiomas, que no decorrer dos séculos passaram por algo de grandioso e que mantiveram seu orgulho."
Clarissa Pinkola Estés
domingo, 22 de setembro de 2019
" Quando Alice estava tomando chá com o
Chapeleiro Louco, ela notou que não havia
geleia.
Pediu, então geleia, e ele disse:
”A geleia é servida dia sim, dia não.
”Alice reclamou: ”Mas ontem também não havia geleia!”
‘Isso mesmo’ respondeu o Chapeleiro Louco.
’A regra é esta: geleia sempre ontem e geleia amanhã, nunca geleia hoje…porque hoje não é ontem nem amanhã.
E é assim que você está vivendo: geleia ontem, geleia amanhã, nunca geleia hoje.
E é aí que está a geleia!
Assim você imagina; você vive em um estado dopado, sonolento.
Você esqueceu completamente que este momento é o único momento real.
E, se quiser algum contato com a realidade,
acorde aqui e agora! "

(Livro “O homem que amava as gaivotas –
Osho)
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
"Jasmim Manga"
Ela atrai os beija-flores
Outra espécie recomendada para alterar o padrão energético da casa,
pois, comprovadamente, modifica o ambiente, é o jasmim-manga.
A espécie tem uma vibração ligada à paz e ao amor.
Símbolo da imortalidade da alma pois brota e dá flores mesmo sem raízes.
Os budistas sempre tem associado o adocicado das flores ao considera-la o aroma do Céu na Terra.
Dizem que o jasmim-manga branco revela a beleza divina e trabalha a reconciliação entre instintos e espiritualidade.
Conhecido dos Maias, é citado como remédio contra o medo e o protetor dos raios em manuscritos astecas. Na época em que o jasmim floria, faziam-se festas, bebia-se o chocolate.
“Amo essa árvore e tenho várias, de cores diferentes, plantadas no meu jardim.
A minha sensação é a de que ela não é deste mundo, mas veio de algum lugar celestial.
Eu concordo com os Florais do Cerrado, que dizem que um jasmim-manga perto da casa envolve toda ela numa esfera de luz branca e transmuta padrões envelhecidos da nossa alma.” (Carlos Solano)
Use suas flores já caídas no chão, as melhores, para fazer uma boa água para sua casa.
Deixe no tempo por um período de 24hs dentro de uma bacia de vidro, com água filtrada.
Retire da água as flores e pode passar essa água na casa toda.
Não esqueça de fazer sempre com muito amor, abençoando todos os cômodos, um a um. Sentindo essa luz branca que ela emite em todo lugar que ela for usada.
Se quiser também pode utilizar na hora de passar a roupa, como uma água de passar, abençoando toda a roupa de cama, assim você terá um sono restaurador.
Faça tudo com muito amor e não esqueça…
Nossa casa, nosso lar, nosso tesouro, nosso bem maior… 😉
Texto: Cristina Bevilaqua Monteiro.
Referencias: Livro “Nossas árvores, o resgate do Sagrado” (Sandra Siciliano e Carlos Solano)
Os budistas sempre tem associado o adocicado das flores ao considera-la o aroma do Céu na Terra.
Dizem que o jasmim-manga branco revela a beleza divina e trabalha a reconciliação entre instintos e espiritualidade.
Conhecido dos Maias, é citado como remédio contra o medo e o protetor dos raios em manuscritos astecas. Na época em que o jasmim floria, faziam-se festas, bebia-se o chocolate.
“Amo essa árvore e tenho várias, de cores diferentes, plantadas no meu jardim.
A minha sensação é a de que ela não é deste mundo, mas veio de algum lugar celestial.
Eu concordo com os Florais do Cerrado, que dizem que um jasmim-manga perto da casa envolve toda ela numa esfera de luz branca e transmuta padrões envelhecidos da nossa alma.” (Carlos Solano)
Use suas flores já caídas no chão, as melhores, para fazer uma boa água para sua casa.
Deixe no tempo por um período de 24hs dentro de uma bacia de vidro, com água filtrada.
Retire da água as flores e pode passar essa água na casa toda.
Não esqueça de fazer sempre com muito amor, abençoando todos os cômodos, um a um. Sentindo essa luz branca que ela emite em todo lugar que ela for usada.
Se quiser também pode utilizar na hora de passar a roupa, como uma água de passar, abençoando toda a roupa de cama, assim você terá um sono restaurador.
Faça tudo com muito amor e não esqueça…
Nossa casa, nosso lar, nosso tesouro, nosso bem maior… 😉
Texto: Cristina Bevilaqua Monteiro.
Referencias: Livro “Nossas árvores, o resgate do Sagrado” (Sandra Siciliano e Carlos Solano)
domingo, 25 de agosto de 2019
Ensinamentos divinos
Mestre, por que todos no mundo estão felizes, menos eu?
E o mestre responde; eles estão aprendendo a enxergar bondade, saúde e beleza em toda a parte.
Mestre, por que não estou enxergando isso?
Você não está enxergando isso porque você não pode ver algo fora de você que não consiga ver dentro de si mesmo.
sábado, 10 de agosto de 2019
CONTO BUDISTA: Para ser feliz, é preciso ignorar
Dizem que uma vez, um homem se aproximou de Buda e, sem dizer uma palavra, cuspiu-lhe em seu rosto. Seus discípulos ficaram super bravos.
Ananda, o discípulo mais próximo, perguntou a Buda:
– Dê-me permissão para dar a este homem o que ele merece!
Buda se enxugou calmamente e respondeu a Ananda:
– Não. Vou falar eu com ele.
E juntando as palmas das mãos em sinal de reverência, Buda disse ao homem:
– Obrigado. Com seu gesto, você permitiu que eu visse que a raiva me abandonou. Estou extremamente agradecido. Seu gesto também mostrou que Ananda e os outros discípulos ainda são assaltados pela raiva. Obrigado! Somos muito gratos!
Obviamente, o homem não acreditou no que ouviu, ele se sentiu comovido e angustiado. Ele não conseguia explicar o que tinha acontecido. Ele foi acometido por um tremor por todo o corpo e seu suor molhou os lençóis onde dormiu. Em sua vida, nunca havia conhecido um homem com um carisma tão forte. O Buda modificou todos os seus pensamentos e todo o seu modo de viver e de agir.
Na manhã seguinte, o homem voltou ao mestre e jogou-se aos seus pés. Então o Buda se voltou para Ananda:
– Você viu? Esse homem voltou para me dizer algo. Esse gesto de tocar meus pés é a maneira dele de me dizer algo que não poderia ser explicado em palavras.
O homem olhou para o Buda e disse:
– Perdoe-me pelo que fiz com você ontem.
O mestre respondeu que não havia nada para perdoá-lo e explicou-lhe:
– Como o fluxo do Ganges faz com que suas águas nunca sejam as mesmas, então nenhum homem é o mesmo de antes. Eu não sou a mesma pessoa com a qual você esteve ontem. E nem mesmo aquele que me cuspiu, está agora aqui. Não vejo ninguém tão bravo quanto a ele. Agora você não é mais o mesmo homem de ontem, você não está fazendo nada comigo, então não há nada de que eu possa te perdoar. As duas pessoas, o homem que cuspiu e o homem que recebeu o cuspe, já não estão mais aqui. Então, agora vamos falar de outra coisa.
domingo, 28 de abril de 2019
A casa de quatro cômodos
Existe uma crença hindu em que cada pessoa vive em uma casa de quatro cômodos: um físico, um mental, um emocional e um espiritual.
A maioria de nós tende a viver em um dos cômodos a maior parte do tempo, mas a menos que entremos em todos os cômodos todos os dias, mesmo que somente para mantê-los arejados, nós não estaremos completos.
(Rumer Godden).
domingo, 21 de abril de 2019
Parábola do camelo


Um mestre estava viajando com um de seus discípulos. O discípulo estava encarregado de cuidar do camelo. Chegaram à noite, cansado, a uma pousada de caravanas.
Era tarefa do discípulo amarrar o camelo, mas ele não se importou com isso e deixou-o solto do lado de fora.
Simplesmente fez uma prece a Deus:
“Cuide do Camelo”, e adormeceu.
Pela manhã, o camelo havia desaparecido, roubado ou desgarrado, não importa.
O Mestre perguntou: Onde está o camelo?
E o discípulo respondeu: Eu não sei. Pergunte a Deus. Eu disse a Alá para tomar conta do camelo, e eu estava tão cansado que não sei o que aconteceu. E tampouco sou responsável, porque disse a Alá, e bem claro! Você está sempre ensinando: “confie em Alá”, e eu confiei.
O Mestre falou: “Confie em Alá, mas amarre seu camelo antes, porque Alá não tem outras mãos além das suas”.
sábado, 8 de dezembro de 2018
A MÁSCARA DO SORRISO....
Na China Antiga, um homem chamado Wong, que se sentia hostilizado pelas pessoas da pequena aldeia onde morava.
Um dia o senhor Wong foi visitar o sábio da região e então desabafou: cumpro minhas obrigações para com os deuses, sou um bom cidadão, um exemplar chefe de família, vivo praticando a caridade, Por que as pessoas não gostam de mim? E a resposta do mestre foi simples: embora o senhor Wong fosse caridoso, o seu rosto sério levava a todos uma conclusão diferente.
Embora ele fosse muito rico, era pobre de "alegria" e "cordialidade" e, por outro lado, nunca sorria, embora ajudasse as pessoas.
O sábio deu ao senhor Wong uma máscara sorridente que se ajustava perfeitamente ao seu rosto. Advertiu-o, entretanto, de que se algum dia a tirasse do rosto, não conseguiria recolocá-la.
No primeiro dia em que Wong saiu à rua, todos começaram a cumprimentá-lo e em pouquíssimo tempo já estava cheio de amigos. Mas, um dia, chegando à conclusão que as pessoas não gostavam dele, mas da máscara, pensou: é preferível ser hostilizado, a ser estimado por uma máscara falsa.
Foi até ao espelho e retirou a máscara sorridente. Mas que surpresa... o seu rosto tornara-se também sorridente, assumira as expressões e o sorriso da máscara...
"O que você é internamente é uma conseqüência do que você mostra externamente"
terça-feira, 11 de setembro de 2018
quinta-feira, 21 de junho de 2018
APRENDENDO COM OS ERROS
O mestre, conduz seu aprendiz pela
floresta. Embora mais velho, caminha com igualdade, enquanto seu
aprendiz escorrega e cai a todo instante.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
O aprendiz blasfema, levanta-se e cospe no chão traiçoeiro e continua a acompanhar seu mestre.
Depois de longa caminhada, chegaram a um lugar sagrado. Sem parar, o mestre dá meia volta e começa a viagem de volta.
Você não me ensinou nada hoje diz o aprendiz, levando mais um tombo.
Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
E como lidar com eles?
– Como deveria lidar com seus tombos respondeu o mestre Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.
Poesia Sufi.
Ensinei sim, mas você parece que não aprende – respondeu o mestre – estou tentando te ensinar como se lida com os erros da vida.
E como lidar com eles?
– Como deveria lidar com seus tombos respondeu o mestre Em vez de ficar amaldiçoando o lugar onde caiu, devia procurar aquilo que o fez escorregar.
Poesia Sufi.
sábado, 21 de abril de 2018
Conto: Viver como as flores
-"Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam".
- "Pois viva como as flores!", advertiu o mestre.
- "Como é viver como as flores?" Perguntou o discípulo.
- "Repare nestas flores", continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
"Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores."
domingo, 25 de fevereiro de 2018
Extraído do "Livro de Ouro de Contos Zen."
Perguntaram a um sábio mestre zen:
"- Qual é maior das maldades?
- A Mentira; estende-se como um oceano, devastando a moral do homem...
- Qual é a maior das manipulações?
- A manipulação da compaixão alheia; joga com o melhor dos sentimentos humanos para enganar e obter proveitos;
- Qual é a maior das imoralidades?
- A difamação; é a alma enlameada de um homem que não crê nem admite almas limpas, e tenta polui-las com suas próprias sombras."
- Qual é o pior dos destinos?
- O do homem que, ao tentar despejar sobre os demais suas próprias culpas por toda uma vida, encontra-se com elas à sua espera às portas da morte."
Extraído do "Livro de Ouro de Contos Zen."
domingo, 14 de janeiro de 2018
Conto Zen - Ética"
Há muito tempo atrás, havia um mestre que vivia junto com um grande número de discípulos em um templo arruinado.
Os discípulos sobreviviam através de esmolas e doações conseguidas numa cidade próxima. Logo, muitos deles começaram a reclamar sobre as péssimas condições em que viviam. Em resposta, o velho mestre disse um dia:
"Nós devemos reformar as paredes do templo. Desde que nós somente ocupamos o nosso tempo estudando e meditando, não há tempo para que possamos trabalhar e arrecadar o dinheiro que precisamos. Assim, eu pensei numa solução simples".
Todos os estudantes se reuniam diante do mestre, ansiosos em ouvir suas palavras. O mestre disse: "Cada um de vocês deve ir para a cidade e roubar bens que poderão ser vendidos para a arrecadação de dinheiro. Desta forma, nós seremos capazes de fazer um boa reforma em nosso templo".
Os estudantes ficaram espantados por este tipo de sugestão vir do sábio mestre. Mas, desde que todos tinham o maior respeito por ele, não fizeram nenhum protesto. O mestre disse logo a seguir, de modo bastante severo: "No sentido de não manchar a nossa excelente reputação, por estarmos cometendo atos ilegais e imorais, solicito que cometam o roubo somente quando ninguém estiver olhando. Eu não quero que ninguém seja pego".
Quando o mestre se afastou, os estudantes discutiram o plano entre eles. "É errado roubar", disse um deles, "Por que nosso mestre nos solicitou para cometermos este ato ?". Outro respondeu em seguida, "Isto permitirá que possamos reformar o nosso templo, na qual é uma boa causa". Assim, todos concordaram que o mestre era sábio e justo e deveria ter uma razão para fazer tal tipo de requisição. Logo, partiram em direção a cidade, prometendo coletivamente que eles não seriam pegos, para não causarem a desgraça para o templo. "Sejam cuidadosos e não deixe que ninguém os veja roubando", incentivavam uns aos outros.
Todos os estudantes, com exceção de um, foram para a cidade. O sábio mestre se aproximou dele e perguntou-lhe: "Por que você ficou para trás?"
O garoto respondeu: "Eu não posso seguir as suas instruções para roubar onde ninguém esteja me vendo. Não importa aonde eu vá, eu sempre estarei olhando para mim mesmo. Meu próprios olhos irão me ver roubando".
O sábio mestre abraçou o garoto com um sorriso de alegria e disse: "Eu somente estava testando a integridade dos meus estudantes e você é o único que passou no teste!"
Após muitos anos, o garoto se tornou um grande mestre.
a.d.
"APEGO E DESAPEGO"
Existe uma famosa história zen sobre um mestre e seu discípulo. Os dois estavam a caminho da aldeia vizinha quando chegaram a um rio caudaloso e viram na margem, uma bela moça tentando atravessá-lo. O mestre zen ofereceu-lhe ajuda e, erguendo-a nos braços, levou-a até a outra margem. E depois cada qual seguiu seu caminho. Mas o discípulo ficou bastante perturbado, pois o mestre sempre lhe ensinara que um monge nunca deve se aproximar de uma mulher, nunca deve tocar uma mulher. O discípulo pensou e repensou o assunto; por fim, ao voltarem para o templo, não conseguiu mais se conter e disse ao mestre:
— Mestre, o senhor me ensina dia após dia a nunca tocar uma mulher e, apesar disso, o senhor pegou aquela bela moça nos braços e atravessou o rio com ela.
— Tolo – respondeu o mestre – Eu deixei a moça na outra margem do rio. Você ainda a está carregando.
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