domingo, 14 de dezembro de 2014

MANTRA : "OM MANI PADME HUM"

Om mani padme hum significa "da lama nasce a flor de lótus" é um dos mantras do budismo; o mantra de seis sílabas do Bodisatva da compaixão: Avalokiteshvara. De origem indiana, de lá foi para o Tibete. O mantra é associado ao deus de 4 braços Shadakshari, uma das formas de Avalokiteshvara.

O Dalai Lama é tido como uma emanação de Chenrezig (Avalokiteshvara), por isso o mantra é especialmente entoado por seus devotos e é comumente esculpido em rochas e escrito em papéis que são inseridos em rodas de oração ("mani korlo" em tibetano) para potencializar seu efeito.

É o mantra mais entoado pelos budistas tibetanos.

As seis sílabas perfeito dos Seis Paramitas dos bodhisattvas.
Gen Rinpoche, em seu comentário sobre o significado:

"O mantra Om Mani Padme Hum é fácil de dizer mas muito poderoso, porque contém a essência de todo o ensinamento.

 Quando você diz a primeira sílaba:
 
"Om" é abençoada para ajudar você a atingir a perfeição no prática da generosidade,
"Ma" ajuda a aperfeiçoar a prática da ética pura,e
"Ni" ajuda a alcançar perfeição na prática da tolerância e paciência.
"Pad", a quarta sílaba, ajuda a alcançar perfeição da perseverança,
"Me" ajuda a alcançar perfeição na prática da concentração, e a sexta final sílaba
"Hum" ajuda a alcançar perfeição na prática da sabedoria.
 
Portanto, neste caminho, a recitação do mantra ajuda a alcançar perfeição nas seis práticas de generosidade à sabedoria. O caminho destes seis perfeições é o caminho andou por todos os Budas dos três tempos.   
 


(fonte Wikipédia) 


Há muros que só a PACIÊNCIA derruba.

Há pontes que só o CARINHO constrói!!





Cora Coralina

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O CÂNTICO DA TERRA


Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte.
Vem o fruto e vem a flor.

Eu sou a fonte original de toda vida.
Sou o chão que se prende à tua casa.
Sou a telha da coberta de teu lar.
A mina constante de teu poço.
Sou a espiga generosa de teu gado
e certeza tranqüila ao teu esforço.

Sou a razão de tua vida.
De mim vieste pela mão do Criador,
e a mim tu voltarás no fim da lida.
Só em mim acharás descanso e Paz.

Eu sou a grande Mãe Universal.
Tua filha, tua noiva e desposada.
A mulher e o ventre que fecundas.
Sou a gleba, a gestação, eu sou o amor.

A ti, ó lavrador, tudo quanto é meu.
Teu arado, tua foice, teu machado.
O berço pequenino de teu filho.
O algodão de tua veste
e o pão de tua casa.

E um dia bem distante
a mim tu voltarás.
E no canteiro materno de meu seio
tranqüilo dormirás.

Plantemos a roça.
Lavremos a gleba.
Cuidemos do ninho,
do gado e da tulha.
Fartura teremos
e donos de sítio
felizes seremos.

( Cora Coralina )

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sábado, 13 de dezembro de 2014

O AMOR NÃO É UMA QUANTIDADE, É UMA QUALIDADE; E UMA QUALIDADE DE UMA CERTA CATEGORIA QUE SE DESENVOLVE QUANDO A DAMOS E QUE MORRE SE A RETEMOS.
SE VOCÊ FOR MESQUINHO EM RELAÇÃO AO AMOR, ELE MORRE. ENTÃO, SEJA REALMENTE UM ESBANJADOR!

SINTA-SE LIVRE PARA DAR O SEU AMOR.

OSHO

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

I LOVE YOU

I`M SORRY

PLEASE FORGIVE ME

THANK YOU


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A baixa autoestima leva à insegurança


O medo de não ser bom o bastante, de não ter feito a escolha certa ou de ser abandonado, tem cura. A insegurança nas relações amorosas está ligada a um sentimento de não merecer ser amado(a) Ao mudar essa crença, em geral, inconsciente, os pilares da insegurança caem por terra. 
 
 Jael Coaracy

Quando alguém não tem uma boa auto-imagem, tende a achar que as outras pessos são mais atraentes, seguras e merecedoras de amor.
A insegurança costuma aparecer como a ponta de um iceberg. Quando procuramos o que se encontra sob o fundo da montanha, nos deparamos com a crença de: "eu não mereço ser amado(a)".
Essa crença, embora muitas vezes, seja inconsciente, determina a atitude da pessoa em relação aos relacionamentos.
Quando alguém acha que não merece ser amado, não se permitirá encontrar um relacionamento amoroso gratificante. Daí a importância de investigar a insegurança para avaliar o melhor modo de transformá-la.
O melhor remédio para a insegurança é o autoconhecimento.
Uma vez que você localize a origem da insegurança que permeia sua vida, poderá seguir em frente sem carregar consigo o que ficou para trás.

Raízes no passado
O sofrimento causado pelo estado constante de insegurança pode ser minimizado e curado com um processo terapêutico. A ajuda profissional, é uma boa opção para quem não está conseguindo lidar com as conseqüências de se sentir inseguro.
Falta de recursos financeiros não é desculpa para não buscar apoio profissional.
Quase todas as faculdades de psicologia e instituições ligadas à práticas psicoterapêuticas, possuem atendimento com preços acessíveis, que variam de acordo com as possibilidade do indivíduo.
O primeiro passo é reconhecer que você não está conseguindo entrar em contato com os sentimentos mais profundos que limitam suas possibilidades de realização na vida.
Em geral, há uma explicação na história pessoal.
Quem sabe sua mãe não o atendeu nas suas necessidades emocionais, fazendo com que você se sentisse inseguro, mal amado, sob a ameaça de abandono?
Ou, talvez, na infância, você tenha se sentido culpado pelas frustrações que sofreu. As crianças costumam ser auto-referentes e acreditam serem responsáveis por suas tristezas e alegrias. 
Não importa o que aconteceu antes.
Os fatos passados só interessam na medida em que são referenciais que ajudam a compreender as causas e a mudar os efeitos que a insegurança tem trazido para você.

Mude os pensamentos para mudar comportamentos
Não adianta ficar pensando e divagando sobre relacionamentos passados que não deram certo, ou sobre a falta de encontros amorosos tão desejados.
Buscar o autoconhecimento não significa ficar remoendo frustrações, arrependimentos ou a tristeza por não ter conseguido, ainda, atrair uma relação amorosa de qualidade.
Ao contrário, deparar-se com os próprios medos é ultrapassar pensamentos habituais e ir até onde não se aventurou a chegar dentro de si mesmo.
A consciência dos bloqueios que influenciam seu comportamento permitirá que você comece a agir diferente, apesar do medo.
Essa estratégia é a do enfrentamento. Da mesma forma que é preciso acender a luz para se certificar que não há fantasmas no escuro do quarto, mudar o comportamento diante de velhas situações irá comprovar que não existe nada de errado com você.
Todos nós temos aspectos fortes e limitações, pois é próprio do ser humano ser imperfeito. A idéia de perfeição e a expectativa de alcançá-la é uma cilada.
A insegurança se desmancha diante da auto-aceitação e do reconhecimento de que cada um é um ser único.
Não espere agradar a todos, isso é ilusão. Também não busque se comparar com quem quer que seja.
Os inseguros costumam enaltecer os outros, idealizá-los. Com isso, se colocam em uma posição de inferioridade e abaixam ainda mais a autoestima.
Sucessos e os fracassos fazem parte da vida de todo mundo. Arriscar-se, ousar ir além,  é o caminho para mudar o comportamento limitante.

fonte : vaidarcerto.com.br

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Re. 
Reame 
Recomece 
Relembre 
Recupere 
Renove 
Retente
Reconstrua 
Remarque 
Rebeije
Reapaixone 
Reviva 
Se não der certo, meu amigo, 
Re.....

Caio Fernando Abreu

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domingo, 7 de dezembro de 2014

POESIA É O MEL DAS PALAVRAS !!
EU SOU UM ENXAME !!


Manoel de Barros.

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Você sabe quando alguém te ama não pelo que ela fala, mas pelo que ela faz.
O amor não sobrevive de teorias!!!



Padre Fábio de Melo.

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sábado, 6 de dezembro de 2014

"QUANDO TEMOS UMA AGULHA EM NOSSAS MÃOS, A ATITUDE DEVE SER RETA E NOSSO ESPÍRITO DEVE ESTAR CALMO, NOSSOS DEDOS DEVEM SER FIRMES E NOSSA MENTE CONCENTRADA NA PONTA DA AGULHA.


LING SHU.

(Shen Zhen - Agulha Espiritual)

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A ACUPUNTURA VENCE A DOR


Reportagem publicada no site da Revista Veja em 10/09/2012. 


A acupuntura acaba de ganhar um importante reforço para sua credibilidade. Uma análise de 29 estudos clínicos mostrou que a acupuntura é melhor que o uso de placebo para o tratamento de alguns tipos de dor crônica, como a lombalgia e a cefaleia.
Publicado nesta segunda-feira no Archives of Internal Medicine, periódico da Associação Médica Americana, o estudo reforça as recentes evidências que apontam para a eficácia da acupuntura. Até hoje, a técnica de introduzir agulhas em pontos específicos sob a pele, criada há pelo menos 2.500 anos pelos chineses, foi posta em dúvida porque, em muitos estudos, apresentava resultados não suficientemente melhores que o tratamento placebo.
Na análise coordenada por Andrew Vickers, pesquisador do Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York, foram utilizadas informações de estudos clínicos feitos com um total de 17.992 pacientes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha e Suécia. A acupuntura se mostrou superior no tratamento da dor crônica tanto em relação ao grupo que não recebeu nenhuma terapia quanto ao que recebeu acupuntura simulada (na qual agulhas são introduzidas na pele, mas fora dos pontos específicos). Além da acupuntura simulada, também foram usadas nos estudos analisados agulhas retráteis (que pressionam, mas não ultrapassam a pele dos pacientes), acupuntura a laser e nenhum tratamento.
Segundo os autores da pesquisa, os pacientes que receberam acupuntura apresentaram menor dor nos casos crônicos de lombalgia, osteoartrite e cefaleia que os pacientes tratados com acupuntura simulada (os pacientes dão 'notas' para o grau de dor que estão sentindo, sendo zero o menor índice de dor e 10 a pior dor possível). A redução foi ainda maior em comparação com pacientes que receberam outros tratamentos placebos.
"Os dados resultantes dessa análise de outros estudos com quase 18.000 pacientes em testes clínicos de alta qualidade fornecem as mais robustas evidências até hoje de que a acupuntura é uma boa opção para pacientes com dor crônica”, afirmaram os autores do estudo.

***
CONHEÇA A PESQUISA
Título original: Acupuncture for Chronic Pain - Individual Patient Data Meta-analysis Onde foi divulgada: revista Archives of Internal Medicine Quem fez: Andrew J. Vickers, Angel M. Cronin, Alexandra C. Maschino, George Lewith, Hugh MacPherson, Nadine E. Foster, Karen J. Sherman, Claudia M. Witt, Klaus Linde Instituição: Sloan-Kettering Cancer Center  Dados de amostragem: estudos com 17.922 pessoas Resultado: pacientes que receberam acupuntura apresentaram menor dor nos casos crônicos de lombalgia, osteoartrite e cefaleia que os pacientes tratados com acupuntura simulada. A redução foi ainda maior em comparação com pacientes que receberam outros tratamentos placebos.

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"O grande problema da acupuntura é que muitos estudos mostravam que seu uso fazia a dor diminuir, mas também havia redução no grupo placebo. Este artigo mostra que existe uma boa diferença entre acupuntura e placebo e reafirma o que já observávamos na prática clínica.
Entretanto não é para toda dor crônica. A acupuntura tem maior efetividade nos casos crônicos de lombalgia, dor cervical, osteoartrite e cefaleia.
É bom lembrar que, em medicina, usamos mais de uma terapia ao mesmo tempo. Isso significa que a acupuntura pode ter um efeito superior se combinada a outros tratamentos contra a dor crônica. Isso é bem nítido na prática clínica."
Andre Wan Wen Tsai (médico ortopedista e acupunturista do Centro de Acupuntura do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC FMUSP e diretor de Relações Institucionais do Colégio Médico de Acupuntura do Estado de São Paulo)







Vida Sexual na Medicina Chinesa

Giovanni Maciocia


A Medicina Chinesa sempre insistiu na importância da atividade sexual excessiva: este artigo chamará a atenção a dois fatores:
- A diferenciação entre homens e mulheres no que diz respeito à atividade sexual.
- Atividade sexual insuficiente como causa de enfermidade.
Quando se fala de atividade sexual, os livros chineses nunca diferenciam homens e mulheres. Há diferenças significativas entre a fisiologia sexual masculina e a feminina, pois o excesso de atividade sexual é um fator que causa menos enfermidades em mulheres do que em homens, devido à natureza do Tian Gui.
Tian Gui é a essência geradora que faz homens e mulheres serem férteis. O primeiro capítulo do Su Wen diz: “Quando a menina alcança os 14, o Tian Gui chega, o Ren Mai se abre, o Chong Mai floresce, a menstruação começa e ela é capaz de conceber.” No caso dos homens, “quando um rapaz tem 16, o Qi do Rim é forte, o Tian Gui chega, o esperma é ejaculado, Yin e Yang estão em harmonia e ele é fértil.” Portanto, Tian Gui é a essência que permite às mulheres conceber e aos homens fertilizar.
Nos homens, a perda de esperma implica em uma perda de Jing (Essência), por isso, a atividade sexual excessiva (muito frequente) pode diminuir o Jing. Nas mulheres não há a mesma perda de Jing na atividade sexual, já que não há perda de óvulos durante o ato.
Ainda que os livros chineses sempre mencionem o excesso de atividade sexual como causa de enfermidade, nunca mencionam a atividade sexual insuficiente como possível causa de enfermidade. Não foi sempre assim, pois nas dinastias passadas todos os manuais de sexo diziam claramente que a atividade sexual é essencial para a saúde tanto de homens quanto de mulheres. De fato, a abstinência sexual era vista de forma suspeita (assim como as monjas budistas).
Alguns médicos chineses consideravam tanto a falta de sexo quanto a frustração sexual como uma das principais causas de estresse emocional em mulheres. O desejo sexual depende do Fogo Ministro, e um apetite sexual saudável indica que este Fogo (fisiológico) é abundante. Quando o desejo sexual cresce, o Fogo Ministro se aviva e o Yang aumenta: o orgasmo é a liberação desta energia Yang acumulada, e sob circunstâncias normais, é uma descarga benéfica de Yang-Qi que promove a livre circulação do Qi. Quando o desejo sexual cresce, o Fogo Ministro se agita, isto afeta a Mente (Shen) e especificamente o Coração (Xin) e o Pericárdio (Xin Bao). O Coração conecta-se ao Útero através do vaso do Útero (Bao Mai), e nas mulheres as contrações orgásmicas do útero descarregam a energia Yang acumulada do Fogo Ministro.
Quando há desejo sexual, mas não há atividade sexual e orgasmo, o Fogo Ministro pode tornar-se patológico, acumulando-se e gerando calor no Sangue (Xue) e estagnação de Qi no Aquecedor Inferior. Este calor acumulado agitará o Fogo Ministro ainda mais e perturbará o Shen, até que a estagnação de Qi no Aquecedor Inferior possa ocasionar problemas ginecológicos, como a dismenorréia. Assim sendo, quando há ausência de desejo sexual, a falta de atividade sexual não será causa de enfermidade, contrariamente a alguém que se abstenha da atividade sexual mas que possua um forte desejo, o que agitará o Fogo Ministro. Portanto, o fator determinante é a atitude mental e o desejo sexual.
No que diz respeito à frustração sexual, Chen Jia Yuan, da Dinastia Qing, escreveu de maneira muito observadora a respeito do desejo e da solidão de algumas mulheres. Entre as causas emocionais de enfermidade, diferencia a “preocupação e o pensamento” da “depressão”. Basicamente considera a depressão, com sua consequente estagnação, como consequência da frustração emocional e sexual e da solidão. Diz: “Em mulheres...como viúvas, monjas Budistas, servas e concumbinas, o desejo sexual agita (a mente) por dentro, mas não podem satisfazer o Coração (Xin). O corpo está restringido por fora e não pode se expandir com a mente (a mente deseja a satisfação sexual mas o corpo o nega). Isto causa estagnação de Qi no Triplo Aquecedor (San Jiao) e no peito, após algum tempo haverá sintomas estranhos como sensação de frio e calor como se fosse malária, mas não é. É a depressão”.1
Mesmo que as considerações acima derivem da experiência clínica do Dr Chen com servas, monjas Budistas e Concumbinas, e considerando que sua experiência deveria ser considerada em relação ao contexto social da Dinastia Qing, isto também é relevante nos tempos de hoje, já que fala essencialmente sobre a frustração sexual e solidão, como confirma sua referência a viúvas (na China antiga as viúvas eram deixadas a um segundo plano e raramente voltavam a se casar). Refere-se especificamente ao desejo sexual que agita o corpo mas não encontra satisfação nem no Coração nem na Mente: além da frustração sexual, se refere também à frustração emocional e ao desejo de amar e ser amado.
Portanto, considerando a posição social das mulheres na China Antiga e a habitual frustração destacada acima, não é de se estranhar que a estagnação de Qi ocupe um lugar tão central nas patologias femininas, sendo a estagnação emocional em mulheres frequentemente o resultado da frustração sexual, separação, perda e solidão: estes são os ”desgostos” recorrentes nos livros de medicina chinesa.
A frustração sexual era uma causa comum de enfermidade especialmente a partir da Dinastia Song em diante, já que os Confucionistas não viam com bons olhos a atividade sexual, que deveria ser praticada em segredo, e mesmo assim sem nenhuma amostra de afeição em público (como acontece hoje em dia na China). O modo de atuar em segredo da medicina e sociedade chinesa é um resultado claro não tanto da influência Comunista, mas da influência Confucionista da dinastia Qing. É importante compreender, porém, que estas regras não implicavam em nenhum conceito de sexo relacionado a “pecado”, nem que a mulher fosse vista como origem do pecado como estabelece o ponto de vista Cristão. A aversão Confucionista ao sexo era determinada principalmente devido ao medo de que a promiscuidade pudesse atrapalhar a sagrada vida em família.

1- Eight Secret Books on Gynaecology, p.152.
Traduzido do artigo: Vida Sexual en Medicina China - Maciocia, Giovanni (http://maciociaonlinespanish.blogspot.com/2011/07/vida-sexual-en-medicina-china.html)

fonte : flordeameixeira.com
Emoções associadas ao 5 Movimentos (elementos)
  Dra. Liping Yang
www.taosinstitute.net

De acordo com a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), o corpo humano é uma parte natural do universo e partilha as características da natureza.

Os quatro maiores pares de meridianos (canais de energia) partilham a natureza e energia dos cinco elementos. O meridiano do fígado partilha a natureza da madeira e do vento; o meridiano do coração a natureza do calor e do fogo; o meridiano do baço tem afinidade com a terra e a humidade; o meridiano do pulmão com o metal e a secura; e o meridiano do rim com a água e o frio.

Os ciclos e ko e shen explicam a relação de um elemento com outro. O ciclo shen descreve a relação de geração dos 5 elementos: a madeira pode gerar fogo, o fogo pode contribuir para a terra, a terra pode nutrir o metal, o metal pode ser derretido, a água pode ajudar a madeira a crescer.

As emoções associadas a estes elementos têm a mesma relação de geração (shen): o sentimento de realização (fígado) pode gerar alegria (fogo); a alegria (coração) promove a autoconfiança (terra); por sua vez, a autoconfiança promove a capacidade empreendedora (metal), que promove a motivação (água); e a motivação pode novamente dar origem a uma sensação de realização.

O ciclo ko descreve a relação de controle ou inibição entre os 5 elementos: água extingue o fogo; o fogo derrete o metal; o metal corta a madeira; a madeira perfura a terra; a terra bloqueia a água.

Do mesmo modo, existe a mesma relação de controle no que diz respeito ao aspecto emocional destes meridianos: o medo (rins, água) pode restringir o entusiasmo (coração, fogo); entusiasmo pode controlar a tristeza (pulmão, metal); a tristeza pode reprimir a raiva (fígado, madeira); a raiva pode sobrepor-se à preocupação (baço, terra); e a preocupação pode sobrepor-se ao medo.

Por exemplo, um paciente que chora pode estar encobrindo um sentimento de raiva subjacente; raiva pode se manifestar como preocupação. O medo pode ser usado para controlar o entusiasmo (excessivo) e a busca por atividades excitantes podem se usadas para evitar a angústia.

O objetivo homeostático do sistema vivo é manter os 5 elementos em equilíbrio. Quando um elemento é excessivo ou deficiente, isso afeta a relação desse elemento com outros elementos.

A energia da madeira, quando em excesso, pode se tornar rebelde ao controle da energia do metal e sobrepujar-se a energia da terra. Quando a energia do fígado está estagnada por raiva excessiva e ressentimento, isso pode causar sintomas no meridiano do pulmão, tal como tosse, sibilo e angústia, que afetam o meridiano do baço, causando sintomas como indigestão, fadiga e preocupação.

Quando um elemento é deficiente, ele pode falhar em sua função de geração e inibição. Por exemplo, se o qi do rim estiver em deficiência, devido a suas relações inerentes ao ciclo shen e ko isso pode causar deficiência no meridiano do fígado o que pode provocar perturbações de sono, vertigens e depressão e um excesso no meridiano do coração pode causar palpitações, ansiedade e insônia.

Portanto, os sinais clínicos de um meridiano ou elemento em particular podem ser uma manifestação primária desse elemento ou meridiano correspondente ou uma manifestação secundária relacionada com outro meridiano, que ocorre em virtude das relações entre eles. Um praticante experiente de MTC tem meios de averiguar estas questões e determinar se a disfunção é primária ou secundária.

De acordo com a teoria da MTC, os meridianos possuem pontos na superfície do corpo que estão em comunicação constante com o ambiente exterior. Estes pontos na superfície, chamados de pontos de acupuntura podem ser usados para manipular a condição do qi (energia) via os meridianos que alcançam o interior do corpo.

Na prática clássica da MTC, o praticante tem de avaliar o qi do paciente e os meridianos envolvidos para decidir uma estratégia de tratamento. Ele ou ela combinará pontos e técnicas manipulativas para restaurar o equilíbrio. Praticantes bem treinados farão o inquérito sistemático de sintomas e examinarão os sinais, incluindo o diagnóstico da língua e do pulso, para elaborar a avaliação.

Em tempos modernos, a acupuntura não é sempre praticada de acordo com o enquadramento teórico da MTC clássica. Alguns utilizam as agulhas com estimulação elétrica para aumentar sua eficácia. Outros desenvolveram protocolos de tratamentos fixos para cada condição que o paciente apresente sem realizarem o diagnóstico do qi e dos meridianos envolvidos.

As inconsistências na abordagem e utilização da acupuntura podem justificar parcialmente as diferenças entre estudos. Quando aplicada de acordo com os princípios da MTC, a acupuntura apoia-se na avaliação energética que depende da experiência clínica do acupuntor e de sua formação prática e teórica nos fundamentos da MTC.

A diferenciação individualizada dos padrões de energia e a customização da manipulação das agulhas tornam mais difíceis replicar estudos e a padronizar protocolos experimentais.

FIBROMIALGIA! ACUPUNTURA PODE TE AJUDAR!
Apesar de atingir entre 2% e 5% da população mundial,a fibromialgia é definida não como uma doença, mas uma síndrome (conjunto de sintomas), um processo não inflamatório e crônico, na qual a maior queixa é uma dor que não tem parada. Ora atinge o pescoço e os braços, ora a coluna e as pernas. Resumindo: o paciente sente dores no corpo todo, as quais não consegue definir direito. “Às vezes, a dor é percebida como uma sensação de peso numa parte do corpo. Em outras, compara-se a um forte aperto, uma queimação, um ardor”, define a reumatologista Evelin Goldenberg. Além da sensação dolorosa, podem aparecer outros sintomas como formigamento, irritabilidade, enxaqueca, cólon irritável, pernas inquietas e distúrbios do sono.

Evelin relata que “Diversos estudos mostram que os sintomas clínicos parecem ser decorrentes de alterações dos mecanismos que modulam a dor, presentes no sistema nervoso central de indivíduos geneticamente predispostos. Recentes pesquisas mostram que muitos pacientes com fibromialgia têm familiares com o mesmo problema”. O neurologista Leonardo Lourenço também aponta outros dados: “Existem indícios de que os mecanismos de percepção da dor estão ligados a neurotransmissores químicos no sistema nervoso e nos músculos. Tais mecanismos podem ser influenciados pelo excesso de condicionamento muscular ou a falta dele (sedentarismo), por fatores hormonais e por alterações do estado emocional e psicológico da pessoa.

Para os médicos, nem sempre é fácil chegar a um veredicto. “O diagnóstico da fibromialgia é clínico, pois os exames complementares, laboratoriais ou de imagem, são absolutamente normais. Ele se baseia na presença da dor difusa, pelo corpo todo, por mais de três meses, e no reconhecimento pelo médico de 18 pontos predefinidos que sejam dolorosos à pressão dos dedos”, pelos menos em 11 deles, enfatiza Evelin. Os sintomas da fibromialgia facilmente são confundidos com os de outras doenças ósseas ou de lesões de músculos ou tendões. Entre essas doenças estão: osteoartrose, lesões por esforços repetitivos ou distúrbios osteomusculares (LER/DORT), artrites reumatóides, bursites, tendinites.

A fisioterapia é muito importante para o tratamento da fibromialgia pois ela consegue diminuir a dor, o cansaço, promover o relaxamento, melhorar a flexibilidade e a qualidade do sono destes indivíduos.

Alguns recursos fisioterapêuticos que ajudam a controlar os sintomas da fibromialgia são:

• Aparelhos de eletroterapia como laser, ultrassom, TENS e biofeedback que podem ser utilizados para combater os pontos dolorosos da fibromialgia e melhorar a circulação local; e
• Recursos fisioterapêuticos manuais como massagem, quiropraxia e exercícios de alongamentos, que ajudam a diminuir a dor, aumentam a mobilidade e a flexibilidade, combatem a fadiga e melhoram a qualidade do sono.

Quando a fisioterapia é utilizada em conjunto com a prática de exercícios de baixa intensidade como caminhar, fazer Pilates, nadar ou andar de bicicleta os resultados são ainda melhores. Isso porque os exercícios melhoram o funcionamento cardiorrespiratório, produzem endorfinas, melhoram a qualidade do sono e fortalecem os músculos combatendo a fadiga e o cansaço.

Entretanto, como a fibromialgia é uma doença crônica, o indivíduo poderá potencializar o tratamento recorrendo à acupuntura, auriculoterapia, reflexologia, terapia do sono, aromaterapia e fitoterapia, se achar necessário, para conseguir diminuir drasticamente os sintomas da doença e assim melhorar a sua qualidade de vida.
 
 
fonte: fisioterapia.com

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Música : "Descaminhos" - Simone

Me perdoa essa falta de tempo
Que por vezes chega a me desesperar
Esse meu desatino, nossos descaminhos
E a vontade louca de ficar


Me perdoa essa falta de sono
Que por vezes chega a me desanimar
Queria te encontrar nesse meu abandono
E não ter que depois desapegar


Te queria sem pressa, sem medo
Na loucura de um dia qualquer
Te tragar no silêncio da noite
Nos teus braços me sentir mulher


Mas a falta de tempo é tamanha
E essa ausência de mim te devora
Me perdoe esse jeito cigano
De partir sempre antes da hora

GRATIDÃO !!!!


"ISSO TAMBÉM PASSARÁ"

Havia, certa vez, um rei sábio e bom, que já se encontrava no fim de sua vida. Certo dia, pressentindo a chegada da morte, chamou seu único filho, que o sucederia no trono, tirou do dedo um anel e deu-o a ele dizendo:
- Meu filho, quando fores rei, leva sempre contigo este anel. Nele há uma inscrição. Quando estiveres vivendo situações extremas de glória ou de dor, tira-o e lê o que há nele.
E o rei morreu, e seu filho passou a reinar em seu lugar, sempre usando o anel que o pai lhe deixara. Passado algum tempo, surgiram conflitos com um reino vizinho, que acabaram culminando numa terrível guerra. O jovem rei, à frente do seu exército partiu para enfrentar o inimigo. No auge da batalha, seus companheiros lutavam bravamente; mortos, feridos, tristeza, dor, o rei lembra-se do anel; tira-o e lê a inscrição:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ.
 
E ele continua a luta. Perde batalhas, vence outras tantas, mas ao final, sai vitorioso. Retorna, então, ao seu reino e, coberto de glória, entra em triunfo na cidade. O povo o aclama. Neste momento ele se lembra do seu velho e sábio pai. Tira o anel e lê:

ISTO TAMBÉM PASSARÁ.
 
"Tudo é impermanente. Tudo que está sujeito ao surgimento está sujeito à cessação".
(Buda)

A compreensão da impermanência nos proporciona confiança, paz e alegria. A impermanência não conduz obrigatoriamente ao sofrimento. Sem ela, a vida não existiria. Sem a impermanência, sua filha não cresceria e se tornaria uma linda mulher. Sem a impermanência, os regimes políticos opressivos nunca mudariam. Mas nós achamos que a impermanência nos faz sofrer. O Budha deu o exemplo do cachorro que foi atingido por uma pedra e ficou zangado com a pedra. Não é a impermanência que nos faz sofrer, mas sim o desejo de que as coisas sejam permanentes, quando na verdade não são.
(Thich Nhat Hanh; The Heart of the Buddha's Teaching)

Algumas pessoas acham que o budismo é pessimista, sempre falando de morte, impermanência, velhice - mas isso não é necessariamente verdade. A impermanência é um alívio! Eu não tenho uma BMW hoje e é graças à impermanência desse fato que eu posso vir a ter uma amanhã. Sem a impermanência eu ficaria preso à não-posse de uma BMW e nunca poderia vir a ter uma. Eu posso estar me sentindo muito deprimido hoje e, graças à impermanência, amanhã eu posso estar me sentindo ótimo. A impermanência não é necessariamente uma má notícia; tudo depende de como a interpretamos e a compreendemos. Mesmo que hoje nossa BMW seja riscada por um vândalo ou que nosso melhor amigo nos deixe na mão, não vamos ficar tão preocupados assim. Quando não reconhecemos que toda coisa composta é impermanente, isso é um engano, uma ilusão. Quando compreendemos isso - e não só intelectualmente - ficamos livres desse engano. É a isso que chamamos de liberação: ficar livre da crença unidirecionada e bitolada de que as coisas são permanentes. Mesmo o caminho, o precioso caminho budista, também pertence à esfera do composto, quer gostemos disso ou não. Ele tem um começo, tem um fim, tem um meio.
(Dzongsar Khyentse Rinpoche; Os Quatro Selos do Dharma)

Referência: Dharmanet
O ser humano é uma parte do todo a que chamamos universo, uma parte limitada no tempo e no espaço.
Ele concebe a si mesmo, as suas ideias e sentimentos como algo separado de todo o resto - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é um tipo de prisão que nos restringe aos nossos desejos pessoais e reserva a nossa afeição a algumas poucas pessoas mais próximas de nós.
Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza.
Ninguém conseguirá atingir completamente este objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.
 


 (Albert Einstein) 

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O Banco da Vida - Lindo Texto de Nelson Freitas

...Todos nós somos clientes desse banco, e esse banco chama-se:

TEMPO!

E a gente só se dá conta quando perde: “Poxa, eu tinha tantos beijos para dar, eu tinha tantos abraços…”; a gente tem que viver o agora!

O ontem é uma história, o amanhã é um mistério e o hoje é uma DÁDIVA!

Por isso se chama: “PRESENTE”

Meditar meia hora por dia pode aliviar ansiedade e depressão


Indiana faz aulas de meditação em Lodhi Gardens, Nova Délhi: a meditação conhecida como "de plena consciência" mostrou-se particularmente promissora

Meditar por meia hora todos os dias ajuda a aliviar os sintomas da ansiedade e da depressão, revela uma análise feita com base em resultados de cerca de 50 testes clínicos.

"Um grande número de pessoas recorre à meditação, mas este exercício não é considerado parte de alguma terapia médica", disse o doutor Madhav Goyal, professor adjunto de medicina interna na universidade Johns Hopkins e principal autor deste estudo publicado esta segunda-feira na edição online do Journal of the American Medical Association (JAMA).

"Mas na nossa pesquisa, a meditação parece aliviar os sintomas da ansiedade e de depressão, tanto quanto os antidepressivos em outros estudos", afirmou Goyal, ao esclarecer que estes pacientes não sofrem de formas severas de ansiedade ou depressão.

Os cientistas avaliaram o nível de mudança dos sintomas entre as pessoas que sofrem de uma variedade de problemas de saúde, como a insônia ou a fibromialgia, um transtorno que causa dores musculares crônicas.

Apenas uma minoria destes pacientes sofria de uma doença mental, afirmaram os autores.
Eles constataram que a meditação conhecida como "de plena consciência", uma técnica budista que consiste em concentrar a atenção no momento presente, mostrou-se particularmente promissora.

Geralmente, eles observaram sinais de melhora nos sintomas da ansiedade, da depressão e da dor, depois de um programa de meditação de meia hora por dia.
Mas os cientistas observaram poucos indícios de melhora do nível de estresse ou da qualidade de vida.

Nos testes clínicos analisados, nos quais os pacientes foram acompanhados por seis meses, os cientistas observaram que os benefícios da medicação persistiram.
Esta análise incluiu 47 testes clínicos com um total de 3.515 participantes que praticavam diferentes técnicas de meditação e que sofriam de diversos problemas mentais e físicos, entre eles depressão, ansiedade, estresse, insônia e inclusive diabetes ou câncer.

fonte : exame.abril.com.br

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Osho

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O Mito da Caverna - Platão







O que é o mito ?

O Mito da Caverna, também conhecido como “Alegoria da Caverna” é uma passagem do livro “A República” do filósofo grego Platão. É mais uma alegoria do que propriamente um mito. É considerada uma das mais importantes alegorias da história da Filosofia. Através desta metáfora é possível conhecer uma importante teoria platônica: como, através do conhecimento, é possível captar a existência do mundo sensível (conhecido através dos sentidos) e do mundo inteligível (conhecido somente através da razão). 

O Mito da Caverna
O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem presos em correntes numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo que é iluminada pela luz gerada por uma fogueira. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia-a-dia. Os prisioneiros ficam dando nomes às imagens (sombras), analisando e julgando as situações.
Vamos imaginar que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a realidade e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas por estátuas. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo real ficaria encantado com os seres de verdade, com a natureza, com os animais e etc. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido fora da caverna para seus colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar tudo o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem acreditar na realidade que enxergam na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros vão o chamar de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar daquelas ideias consideradas absurdas.
O que Platão quis dizer com o mito?

Os seres humanos tem uma visão distorcida da realidade. No mito, os prisioneiros somos nós que enxergamos e acreditamos apenas em imagens criadas pela cultura, conceitos e informações que recebemos durante a vida. A caverna simboliza o mundo, pois nos apresenta imagens que não representam a realidade. Só é possível conhecer a realidade, quando nos libertamos destas influências culturais e sociais, ou seja, quando saímos da caverna.
Olhe para dentro, a elevação e a queda.
Que felicidade!
Como é doce ser livre!


DHAMMAPADA DE GAUTAMA, O BUDA (cerca de 500 A.C.)



"O saber e o descer da respiração, esse é o modo de olharmos para dentro. Muitos disseram "Olhe para dentro, conhece-se a ti mesmo", mas ninguém deu o método exato. Buda lhe da o método exato: o subir e descer da respiração. É por meio da respiração que você está conectado. A respiração é a sua ponte entre a sua alma e o seu corpo. Se você puder observar sua respiração subindo e descendo, lenta, lentamente, você será capaz de ver o corpo como algo separado de você mesmo, porque o vigilante não pode ser o vigiado, o observador não pode ser o observado. De repente, num certo dia você perceberá que você é a testemunha de tudo isso. E a testemunha é certamente transcendental a tudo o que ela testemunha. Neste exato momento, a liberdade terá acontecido a você.

Osho em "A Descoberta do Buda"

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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dê a quem você ama, asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar!! 
Dalai Lama


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A DESCOBERTA DO AMOR


Ensaia um sorriso
e oferece-o a quem não teve nenhum. 

Agarra um raio de sol
e desprende-o onde houver noite. 

Descobre uma nascente
e nela limpa quem vive na lama.
 
Toma uma lágrima
e pousa-a em quem nunca chorou.
 
Ganha coragem
e dá-a a quem não sabe lutar.
 
Inventa a vida
e conta-a a quem nada compreende.
 
Enche-te de esperança  
e vive à sua luz.
 
Enriquece-te de bondade
e oferece-a a quem não sabe dar.
 
Vive com amor
e fá-lo conhecer ao Mundo.

Mahatma Gandhi

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A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável. Mahatma Gandhi


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"Minha filosofia pode ser resumida em duas frases latinas: "Tempus Fugit." O tempo foge, passa rapidamente, tudo é espuma... E "Carpe Diem": colha o dia como um fruto saboroso, na parede do abismo. Não há tempo a perder."

Rubem Alves, meu poeta preferido!!


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"Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar" - Zygmunt Bauman


Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia de líquido, característica presente nas relações humanas atuais, inspirado na obra "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Em um mundo cada vez mais dinâmico, fluido e veloz, seja real ou virtual.

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O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos seus livros publicados venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade liquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.
Ele tenta nos mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva. Todos querem relacionar-se, mas chega na hora, não conseguem. Seja por medo ou insegurança. Bauman cita como exemplo um vaso de cristal, na primeira queda, quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.
É um mundo de incertezas. E cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual, e com a facilidade de se “desconectar” as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, caso haja defeito, descarta-se ou até mesmo troca-se por versões mais atualizadas.
O romantismo do amor parece estar fora de moda. O amor de verdade foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas, na qual se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de estar amando, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas nem sabem direito seu real significado.
Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Zygmunt Bauman fala da “ Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável é aquilo que não nos dá escolha
A afinidade é, ao contrário do parentesco, voluntária. A afinidade é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo em uma sociedade de total “descartabilidade” até as afinidades estão se tornando raras.
Bauman fala também sobre o amor próprio. Afirma que as pessoas precisam se sentir amadas, ouvidas, amparadas ou que sintam sua falta. Segundo ele ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar, o que fazemos é aceitar essa classificação. Mas com tantas incertezas, relações sem forma, líquidas, na qual o amor nos é negado como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos muito instáveis. E assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina, sem a certeza de nada. É uma descrição poética da situação.


"Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo". Bauman
fonte : http://lounge.obviousmag.org/de_dentro_da_cartola/2013/11/zygmunt-bauman-vivemos-tempos-liquidos-nada-e-para-durar.html